23ª Sienf inicia semana de debates sobre violência de gênero e estratégias de enfrentamento

23ª Sienf inicia semana de debates sobre violência de gênero e estratégias de enfrentamento

Na manhã da última segunda-feira (1º), teve início a 23ª Semana de Integração de Enfermagem da Unicentro – Sienf 2025. Com o tema “Violência na Atualidade: Dinâmicas, Impactos e Caminhos de Enfrentamento”, a edição deste ano reafirma o compromisso em promover a integração entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecida juntamente com o 19º Seminário de Pesquisa e pelo 16º Seminário de Extensão. A abertura do evento, realizado pelo Departamento de Enfermagem da universidade, aconteceu no auditório do PDE, no Câmpus Cedeteg, e foi marcada pela apresentação do Coral Cant’Unati, que integra o Programa Unimúsica da Unicentro. 

A 23ª edição da Sienf busca ampliar o conhecimento de profissionais e futuros profissionais da enfermagem sobre as múltiplas formas de violência contemporânea, seus impactos na saúde individual e coletiva e as estratégias de enfrentamento baseadas em evidências científicas e sociais. O evento reforça a relevância da Enfermagem na identificação, acolhimento e intervenção qualificada diante das diversas violências que permeiam a sociedade atual.

Segundo a docente coordenadora do evento, Maria Lúcia Raimondo, a semana traz esse tema central para evidenciar a importância do profissional enfermeiro na rede de enfrentamento à violência. “Como atua diretamente na comunidade, especialmente na atenção básica, o enfermeiro tem um papel fundamental na identificação, orientação, encaminhamento e cuidado à saúde das vítimas, cuja integridade física e emocional sempre é afetada pela violência sofrida. Além disso, participa do desenvolvimento de ações preventivas em escolas, na comunidade e em diversos grupos, desempenhando uma função essencial no enfrentamento da violência de gênero”, apontou Maria Lúcia.

A programação seguiu com o painel de abertura “Violência e Gênero: Saberes de Cuidados de Enfermagem”, reunindo profissionais de destaque na temática. Participaram a professora Cláudia Abreu, docente do curso de Direito do Centro Universitário Campo Real e autora de duas obras sobre violência e gênero; a assistente social Thalyta Forquim Buco; e a professora Maria de Fátima Mantovani, aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atualmente docente permanente nos programas de pós-graduação da UFPR e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem em Atenção Primária à Saúde da Unicentro, em rede com a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Maria de Fátima Mantovani fez sua fala baseada na identidade de gênero. Ela aponta que a discussão do painel de abertura elucida uma temática que apesar de estar presente na sociedade, ainda precisa ser trazida em discussões sobre saúde. “A sociedade ainda não compreende plenamente o que é identidade de gênero nem como abordar pessoas que possuem um gênero diferente do tradicionalmente reconhecido como masculino ou feminino. Esse entendimento é essencial para promover respeito a todas as identidades de gênero. Para o curso de Enfermagem, isso é ainda mais relevante, pois cuidamos dessas pessoas. Quando o profissional conhece o tema, ele pode adotar atitudes proativas no cuidado. E, ao conhecer também a legislação, sua atuação se torna ainda mais adequada e responsável”. 

A secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Guarapuava, Laura Maria Iatskiu Vasconcelos, explica que o Sienf configura um ambiente importante para discussões a respeito da violência contra mulher, pois apesar de Guarapuava não ter relatado nenhum feminicídio em 2025, a violência doméstica ainda se destaca negativamente no município.

“Recebemos semanalmente, em média, 80 boletins de ocorrência de violência doméstica. Esses registros são encaminhados ao Centro de Referência e Atendimento à Mulher Vítima de Violência (Cran), que realiza o levantamento dos casos e a busca ativa dessas mulheres. Por isso, entendemos que divulgar e esclarecer os tipos de violência ajuda muitas mulheres que ainda não reconhecem que estão em um ciclo de violência a perceberem sua situação, conhecerem os serviços disponíveis e buscarem ajuda”, completou a secretária.

O evento segue até a próxima sexta-feira (5), com uma programação diversificada que inclui minicursos, oficinas, palestras temáticas, apresentações de trabalhos científicos e a tradicional cerimônia de Passagem da Lâmpada.

Confira as fotos do evento no Banco de Imagens da Unicentro

 

Por Mylena Camargo, com supervisão de Giovani Ciquelero


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