Histórico da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa (IMP) da UNICENTRO e sua articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)

 

Introdução

A consolidação da pesquisa científica na Universidade Estadual do Centro-Oeste, Unicentro, esteve historicamente associada à ampliação de sua infraestrutura laboratorial, à formação de grupos de pesquisa e ao fortalecimento da pós-graduação stricto sensu. Nesse contexto, a Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa (IMP) representa uma das principais estratégias institucionais voltadas à qualificação da pesquisa, à otimização de investimentos públicos e à integração entre pesquisadores, programas de pós-graduação e instituições parceiras.

A concepção de infraestrutura multiusuária na Unicentro foi construída gradualmente ao longo das últimas duas décadas, acompanhando a criação e expansão da pós-graduação, o aumento da produção científica e a captação de recursos junto a agências de fomento como Finep, Capes, CNPq, Fundação Araucária e Seti/PR. Essa trajetória passou a ocupar posição central no planejamento institucional da Universidade, especialmente a partir dos Planos de Desenvolvimento Institucional (PDI), nos quais a pesquisa científica e a utilização compartilhada de laboratórios passaram a ser definidas como prioridades estratégicas.

Antecedentes da estrutura de pesquisa na Unicentro

Desde o início dos anos 2000, a Unicentro iniciou um processo sistemático de expansão da pesquisa institucional, impulsionado pela criação e consolidação de programas de pós-graduação e pela ampliação dos grupos de pesquisa cadastrados no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.

Nesse período, a Universidade passou a estruturar ambientes laboratoriais mais complexos e especializados, buscando superar o modelo fragmentado de laboratórios isolados e departamentalizados. A perspectiva de compartilhamento de equipamentos de alto custo tornou-se necessária em razão:

  • do crescimento da demanda analítica;
  • da expansão da pós-graduação stricto sensu;
  • da necessidade de otimização de recursos públicos;
  • da crescente exigência de infraestrutura qualificada pelas agências de fomento;
  • da necessidade de ampliar a cooperação científica interinstitucional.

Um dos marcos iniciais desse processo foi a implantação do Centro Institucional Multidisciplinar de Pesquisa Científica e Tecnológica (Cimpe), estruturado com apoio da Finep por meio do edital CT-Infra 2005. O Cimpe constituiu uma base importante para a posterior consolidação da lógica multiusuária na Universidade.

Posteriormente, novos investimentos em infraestrutura científica permitiram a criação de centros mais especializados e integrados, fortalecendo a política institucional de pesquisa.

Consolidação da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa (IMP)

A Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa da Unicentro consolidou-se institucionalmente a partir da articulação entre investimentos estruturantes, regulamentação institucional e planejamento estratégico.

Sob a gestão da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), a IMP da Unicentro passou a ser composta por Centros Multiusuários de Pesquisa e diversos laboratórios construídos e equipados com recursos provenientes principalmente da Finep, Capes, CNPq e Fundação Araucária.

Os principais centros multiusuários atualmente vinculados à IMP são:

  • Centro de Pesquisas Avançadas Ambientais, Bioenergéticas e Biotecnológicas (Ambiotec), no Câmpus Cedeteg;
  • Centro de Ciências Moleculares e Nanotecnologia (CCMN), no Câmpus Cedeteg;
  • Centro Integrado de Pesquisas de Biomassa, Biotecnologia e Bioenergia (BIO-3), no Câmpus de Irati.

Esses centros passaram a concentrar equipamentos de médio e grande porte, laboratórios especializados e serviços analíticos compartilhados, permitindo atendimento multiusuário para docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, além de usuários externos.

O CCMN configura entre os principais marcos da infraestrutura científica da Unicentro, cuja implantação ocorreu a partir de projeto aprovado no CT-Infra/Finep 2012, sendo inaugurado em 2016. Reúne laboratórios multiusuários voltados à caracterização de materiais, análises químicas, nanotecnologia, espectroscopia, cromatografia, microscopia e modelagem molecular.

Esse modelo multiusuário adotado pela Unicentro permitiu:

  • racionalização do uso de equipamentos científicos de alto custo;
  • ampliação da capacidade analítica institucional;
  • fortalecimento da pesquisa interdisciplinar;
  • incremento das redes de cooperação científica;
  • suporte à internacionalização;
  • ampliação da prestação de serviços tecnológicos;
  • melhoria da competitividade em editais de fomento.

Além disso, a estrutura multiusuária contribuiu diretamente para o fortalecimento dos programas de pós-graduação da Universidade, especialmente nas áreas de Ciências Agrárias, Ciências Ambientais, Ciências Farmacêuticas, Química, Biotecnologia, Bioenergia, Engenharia e áreas correlatas.

Regulamentação institucional da IMP

A consolidação da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa exigiu também a criação de mecanismos institucionais de governança.

O funcionamento da IMP passou a ser regulamentado pela Resolução nº 4-Cepe/Unicentro, de 21 de março de 2018, posteriormente alterada pela Resolução nº 23-Cepe/Unicentro, de 27 de junho de 2023.

A gestão da infraestrutura passou a ocorrer por meio de:

  • Comitê Gestor da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa;
  • Subcomitês Gestores específicos para os centros multiusuários.
  • Comitê de Usuários

Esse modelo institucional, que vem sendo permanentemente aperfeiçoado, permitiu maior organização administrativa, definição de regras de utilização de equipamentos, compartilhamento de custos operacionais e ampliação da transparência na gestão da infraestrutura científica.

A IMP no contexto do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)

O fortalecimento da infraestrutura multiusuária passou a ocupar posição estratégica nos Planos de Desenvolvimento Institucional da Unicentro.

O PDI constitui o principal instrumento de planejamento institucional da Universidade, definindo metas, diretrizes e prioridades para ensino, pesquisa, extensão, inovação e gestão universitária.

Nos PDIs da Unicentro, especialmente nos ciclos 2018–2022 e 2023–2027, observa-se clara priorização da pesquisa científica e da utilização compartilhada da infraestrutura laboratorial.

O PDI 2018–2022 já estabelecia que a Universidade deveria assegurar condições adequadas de infraestrutura de pesquisa “sempre de forma multiusuária”, tanto para grupos consolidados quanto para grupos em consolidação.

Da mesma forma, o PDI 2023–2027 reafirma que a Universidade “prioriza a utilização da infraestrutura multiusuária de pesquisa, com o uso compartilhado de laboratórios, equipamentos e ambientes de pesquisa, a fim de otimizar os investimentos realizados”.

Nesse contexto, a IMP passou a ser entendida como elemento estruturante para:

  • consolidação da pós-graduação stricto sensu;
  • fortalecimento da produção científica;
  • ampliação da inovação tecnológica;
  • desenvolvimento regional;
  • integração entre ensino, pesquisa e extensão;
  • internacionalização;
  • formação de recursos humanos altamente qualificados.

A inserção da IMP no PDI demonstra que a infraestrutura científica deixou de ser compreendida apenas como suporte operacional e passou a integrar diretamente a estratégia institucional de desenvolvimento da Universidade.

Expansão da pesquisa e impacto institucional

O crescimento da IMP ocorreu paralelamente à expansão da pesquisa institucional na Unicentro. Dados institucionais indicam que a Universidade já ultrapassou 10 mil pesquisas desenvolvidas desde sua criação, considerando iniciações científicas, dissertações e teses.

A ampliação da infraestrutura multiusuária contribuiu diretamente para:

  • aumento da produção científica qualificada;
  • crescimento do número de grupos de pesquisa;
  • consolidação de programas de pós-graduação;
  • incremento da captação de recursos externos;
  • fortalecimento da cooperação científica;
  • prestação de serviços tecnológicos e analíticos.

Além do impacto acadêmico, a IMP fortaleceu a inserção regional da Unicentro, ampliando sua capacidade de atendimento a demandas tecnológicas e científicas vinculadas ao agronegócio, meio ambiente, biomassa, biotecnologia, nanotecnologia, saúde e desenvolvimento sustentável.

Inserção em redes e perspectivas futuras

A consolidação da IMP também possibilitou a participação da Unicentro em iniciativas colaborativas de maior abrangência, como a Rede de Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa do Paraná – Rimpp.

A integração em redes de infraestrutura científica amplia o compartilhamento de equipamentos e competências técnicas entre universidades e centros de pesquisa, fortalecendo o sistema estadual de ciência, tecnologia e inovação.

As perspectivas futuras para a IMP envolvem:

  • ampliação da infraestrutura laboratorial;
  • modernização tecnológica;
  • expansão dos serviços multiusuários;
  • fortalecimento da manutenção especializada;
  • digitalização de processos de gestão;
  • maior integração com inovação tecnológica e empreendedorismo;
  • ampliação da internacionalização científica.

A tendência observada nos documentos institucionais demonstra que a infraestrutura multiusuária continuará sendo um eixo estratégico para o desenvolvimento científico da Unicentro.

Considerações

A trajetória da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa da Unicentro evidencia um processo contínuo de institucionalização da pesquisa científica e de consolidação da pós-graduação.

A criação de centros multiusuários, a regulamentação institucional, a ampliação da capacidade analítica e a inserção da IMP nos Planos de Desenvolvimento Institucional demonstram que a Universidade passou a compreender a infraestrutura científica como elemento central de sua estratégia de desenvolvimento.

Ao integrar laboratórios, equipamentos, pesquisadores e programas de pós-graduação em uma lógica compartilhada, a IMP fortaleceu a capacidade institucional de produzir conhecimento científico, captar recursos, estabelecer redes de cooperação e contribuir para o desenvolvimento regional e estadual.

Nesse sentido, o PDI consolidou a infraestrutura multiusuária não apenas como política administrativa, mas como instrumento estruturante da missão institucional da Unicentro no âmbito do ensino, pesquisa, extensão e inovação.

Texto gerado por IA, com base na consulta das seguintes referências institucionais:

  • Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp/Unicentro).
  • Página institucional da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa da Unicentro.
  • Página institucional de Gestão da IMP.
  • Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018–2022.
  • Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023–2027.
  • Programa de Pós-Graduação em Química Aplicada – infraestrutura de pesquisa.
  • Notícias institucionais da Unicentro e Seti/PR.
  • Resoluções Cepe/Unicentro relacionadas à infraestrutura multiusuária.
  • Instruções Normativas Propesp/Unicentro relacionadas à gestão da IMP.

Revisado por: Marcos Ventura Faria – mfaria@unicentro.br
Coordenador da Divisão de Projetos Institucionais e da Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa.