{"id":9416,"date":"2022-09-17T02:05:08","date_gmt":"2022-09-17T05:05:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=9416"},"modified":"2023-06-21T22:36:02","modified_gmt":"2023-06-22T01:36:02","slug":"o-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2022\/09\/17\/o-estrangeiro\/","title":{"rendered":"O Estrangeiro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor:<\/strong> Albert Camus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Ano de publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 1942.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>G\u00eanero<\/strong>: romance filos\u00f3fico, fic\u00e7\u00e3o absurdista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Pense em um sujeito que est\u00e1 andando em uma praia, despreocupadamente, sobre um Sol escaldante que o incomoda muito. Em certo momento ele encontra outra pessoa, com quem n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o ou conhecimento e, num ato, tira a vida dessa pessoa com um tiro. Sem mais nenhum motivo, atira mais quatro vezes contra o corpo ca\u00eddo ao ch\u00e3o. Para esse sujeito, tanto fazia se a pessoa est\u00e1 viva ou n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Essa hist\u00f3ria \u00e9 narrada em O Estrangeiro, de Albert Camus, que se passa na Arg\u00e9lia por volta de 1940. O sujeito \u00e9\u00a0 Meursault, que percebemos ser ap\u00e1tico j\u00e1 na primeira p\u00e1gina do livro pela forma que lida com a not\u00edcia da morte da m\u00e3e. No vel\u00f3rio, sua m\u00e3e est\u00e1 no caix\u00e3o a sua frente e ele n\u00e3o quer a ver, mas aceita cigarros e uma x\u00edcara de caf\u00e9 do porteiro do asilo onde ela ficava. Afinal, como diz\u00a0 Meursault, &#8220;tanto faz\u201d, para ele tudo parece ser indiferente. E no dia seguinte ele vai ao cinema ver um filme de com\u00e9dia com Maria, sua amante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O caso da praia citado acima acontece por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es. Raimundo, um vizinho de Meursault que tem um trabalho duvidoso, mas diz ser lojista, se envolve com uma mulher e acaba batendo nela. Meursault ent\u00e3o testemunha em favor de Raimundo, mesmo sabendo de fato o que aconteceu, e os dois se tornam amigos. Certo dia eles v\u00e3o para uma casa de praia passar um fim de semana, e l\u00e1 encontram um \u00e1rabe, irm\u00e3o da mulher que Raimundo se envolveu. Meursault n\u00e3o tinha nada contra este \u00e1rabe, mas ali ocorreu a ocasi\u00e3o em que os dois estavam frente a frente e Meursault, armado, perpetuou o ato fatal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Essas s\u00e3o apenas algumas das situa\u00e7\u00f5es do livro onde vemos com muita estranheza a personalidade de Meursault. Os outros personagens na hist\u00f3ria tamb\u00e9m o v\u00eam assim. No seu julgamento ningu\u00e9m o entende, ele n\u00e3o quer advogado, pois diz que responde por si mesmo, n\u00e3o aparenta preocupa\u00e7\u00e3o em ser condenado, e o fato de n\u00e3o ter chorado no vel\u00f3rio de sua m\u00e3e tem tanto peso quanto seu crime. As testemunhas, mesmo sendo conhecidas dele, n\u00e3o conseguem negar seu perfil peculiar. Ele s\u00f3 demonstra algum tipo de sentimento quando, depois da condena\u00e7\u00e3o, percebe que a liberdade, que era o que mais lhe importava, fora tirada. E para ele liberdade significava mulheres, cigarro e n\u00e3o ser obrigado a seguir nenhuma cren\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Embora n\u00e3o seja citado no livro, me aparenta que Meursault \u00e9 um tipo de sociopata, uma pessoa que vive no autom\u00e1tico. Ele v\u00ea a vida como um absurdo e reage a isso encarando tudo com indiferen\u00e7a. O t\u00edtulo \u201cO Estrangeiro\u201d refere-se ao pr\u00f3prio Meursault, pois \u00e9 assim que ele \u00e9 visto na sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><b>Autor da resenha: <\/b>Cristhian Gean Batista Guimar\u00e3es<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Autor: Albert Camus. Ano de publica\u00e7\u00e3o: 1942. G\u00eanero: romance filos\u00f3fico, fic\u00e7\u00e3o absurdista. \u00a0 \u00a0Pense em um sujeito que est\u00e1 andando em uma praia, despreocupadamente, sobre um Sol escaldante que o incomoda muito. 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