{"id":8580,"date":"2021-12-09T08:00:40","date_gmt":"2021-12-09T11:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=8580"},"modified":"2021-12-09T04:11:28","modified_gmt":"2021-12-09T07:11:28","slug":"a-fisica-no-arsenal-o-arco-e-flecha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2021\/12\/09\/a-fisica-no-arsenal-o-arco-e-flecha\/","title":{"rendered":"A F\u00edsica no arsenal: o arco e flecha"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #333333\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Referenciado em jogos, filmes, s\u00e9ries e na cultura pop em geral, o arco e flecha \u00e9 um instrumento que causa muito fasc\u00ednio e n\u00e3o s\u00f3 deve ser admirado por sua hist\u00f3ria e beleza, mas tamb\u00e9m pela f\u00edsica que envolve o lan\u00e7amento da flecha.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O arco existe desde o per\u00edodo mesol\u00edtico e, apesar de acreditar-se que ele fora criado para fins de ca\u00e7a, tamb\u00e9m foi muito utilizado como instrumento de guerra,\u00a0possuindo a\u00a0vantagem\u00a0de\u00a0devastar os inimigos muito antes do combate direto. Ainda hoje, tribos de todo o mundo,\u00a0fazem o uso dessa arma tradicional. Entretanto, ela tamb\u00e9m virou uma pr\u00e1tica esportiva, constando, desde 1900, nos Jogos Ol\u00edmpicos [1].\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Os primeiros arcos eram feitos de madeira e, por exemplo, aqui no Brasil povos como os Xingu utilizavam de caule de palmeiras para as plaquetas, estopa de Embira para a corda e bambu para as flechas. Atualmente, os arcos modernos podem ser feitos de madeira, pl\u00e1stico e fibras de vidro. Eles nunca s\u00e3o feitos de metais, pois procura-se materiais pouco afetados por mudan\u00e7as na temperatura, ao contr\u00e1rio do que os metais podem nos oferecer. Mas agora vem a pergunta: por que uma arma que a princ\u00edpio parece t\u00e3o simples desperta tanto interesse em seu funcionamento [1,2]? \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Ao puxar a corda de um arco recurvo, por exemplo, o que acontece na verdade \u00e9 que voc\u00ea est\u00e1 deformando as duas plaquetas, fazendo com que elas se voltem mais para tr\u00e1s. Isso muda a forma do arco,\u00a0que,\u00a0consequentemente,\u00a0adquire energia potencial el\u00e1stica. Quando voc\u00ea solta a corda, o arco tende a voltar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o original. \u00c9 por esse motivo,\u00a0que\u00a0a flecha adquire as altas velocidades, uma vez que a energia potencial, ao ser liberada, transfere energia cin\u00e9tica \u00e0 flecha [3].\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span data-contrast=\"auto\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif\">\u00a0 \u00a0Se fosse s\u00f3 isso, parece nada demais, n\u00e3o? Mas um arqueiro precisa conhecer muito mais para acertar seu alvo. As flechas exibem um c<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'times new roman', times, serif\">omportamento interessante quando s\u00e3o atiradas. Elas saem com uma velocidade inicial e,\u00a0por sofrerem a a\u00e7\u00e3o da gravidade,\u00a0apresentam um movimento curvo, que depende do \u00e2ngulo inicial de arremesso para alcan\u00e7ar a posi\u00e7\u00e3o final [1].\u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'times new roman', times, serif\" data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559731&quot;:720,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'times new roman', times, serif\">\u00a0 \u00a0Entretanto, como n\u00e3o vivemos em um sistema ideal, n\u00e3o podemos desprezar (ao atirar com arco e flecha) os efeitos da resist\u00eancia do ar, pois, \u00e9 claro, a atmosfera \u00e9 composta por mol\u00e9culas e justo elas colidem com a flecha. Essas colis\u00f5es fazem com que a flecha perca parte da sua energia e, com isso, diminua sua velocidade. Outro efeito das colis\u00f5es com as mol\u00e9culas de ar \u00e9 a tend\u00eancia da ponta da flecha de se erguer. Isso causa uma zona de turbul\u00eancia que interfere no seu trajeto. Para diminuir essa interfer\u00eancia, s\u00e3o utilizadas as penas no fim da flecha [1]. \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt;font-family: 'times new roman', times, serif\">\u00a0 \u00a0Por fim, guardei o mais interessante para o final: flechas oscilam lateralmente durante o decorrer de seu percurso. As oscila\u00e7\u00f5es acontecem por conta da for\u00e7a que empurra a flecha quando ela \u00e9 solta. Existem diversos v\u00eddeos em c\u00e2mera lenta que mostram esse efeito (denominado <em>spine<\/em>\u00a0em ingl\u00eas, que significa coluna vertebral). Por isso, as\u00a0flechas precisam ter uma maleabilidade para n\u00e3o serem desviadas pela for\u00e7a, mas tamb\u00e9m precisam apresentar uma rigidez m\u00ednima para n\u00e3o serem destru\u00eddas [4].\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O n\u00famero de deflex\u00f5es pode depender da massa da haste e flexibilidade dela, mas tamb\u00e9m h\u00e1 outros fatores, como a massa da ponta da flecha e a for\u00e7a que impulsiona ao sair do arco [4].\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O mais incr\u00edvel de tudo isso \u00e9 saber que as oscila\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es explicadas aqui n\u00e3o s\u00e3o vistas a olho nu quando atiramos uma flecha, mas ainda assim fazem parte do que comp\u00f5e a f\u00edsica por tr\u00e1s dessa arma. \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #333333\"><strong>Autora:<\/strong> Mariana Carachinski<span class=\"NormalTextRun BCX0 SCXW70996020\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">[<\/span>1] A F\u00cdSICA DO ARCO E FLECHA. A F\u00cdSICA ONTEM E HOJE. 2015. Dispon\u00edvel em:\u00a0 <\/span><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><a href=\"https:\/\/fisica.alegre.ufes.br\/sites\/fisica.alegre.ufes.br\/files\/jornal_online_13a_edicao_.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/fisica.alegre.ufes.br\/sites\/fisica.alegre.ufes.br\/files\/jornal_online_13a_edicao_.pdf<\/a>. Acesso em: 29 nov. 2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[2] Arco (arma). Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre. 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Arco_(arma)&amp;oldid=60971468\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Arco_(arma)&amp;oldid=60971468<\/a>. Acesso em: 29 nov. 2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[3] BIMOR. A f\u00edsica do tiro com arco. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/gebimor.wordpress.com\/2014\/11\/04\/a-fisica-do-tiro-com-arco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/gebimor.wordpress.com\/2014\/11\/04\/a-fisica-do-tiro-com-arco\/<\/a>. Acesso em: 29 nov. 2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[4]\u00a0Physics\u00a0of\u00a0Archery.\u00a0Archery\u00a0Historian. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/archeryhistorian.com\/physics-of-archery\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/archeryhistorian.com\/physics-of-archery\/<\/a>. Acesso em: 29 nov. 2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #333333\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Referenciado em jogos, filmes, s\u00e9ries e na cultura pop em geral, o arco e flecha \u00e9 um instrumento que causa muito fasc\u00ednio e n\u00e3o s\u00f3 deve ser admirado por sua hist\u00f3ria e beleza, mas tamb\u00e9m pela f\u00edsica que envolve o lan\u00e7amento da flecha.\u00a0 \u00a0 \u00a0O arco existe desde o per\u00edodo mesol\u00edtico e, apesar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":398,"featured_media":8584,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4],"tags":[1381,1286,612,305],"class_list":["post-8580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-arco-e-flecha","tag-blog-2021","tag-esportes","tag-mariana-carachinski"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/398"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8580"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8580\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}