{"id":841,"date":"2018-04-02T00:00:00","date_gmt":"2018-04-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2018\/04\/02\/resenha-de-a-arte-de-escrever\/"},"modified":"2019-06-19T17:00:18","modified_gmt":"2019-06-19T20:00:18","slug":"resenha-de-a-arte-de-escrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2018\/04\/02\/resenha-de-a-arte-de-escrever\/","title":{"rendered":"Resenha de &#8220;A Arte de Escrever&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"float: none;background-color: transparent;color: #333333;cursor: text;font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: left;text-decoration: none;text-indent: 0px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor:<\/strong> Arthur Schopenhauer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Ano de Publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>2005.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><b>Resenha<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u201cA Arte de Escrever\u201d \u00e9 um livro escrito por Arthur Schopenhauer (1788-1860), fil\u00f3sofo alem\u00e3o, do qual trata sobre a literatura atrav\u00e9s de cinco ensaios retirados de sua outra obra chamada Parerga e Paralipomena. Sendo eles: Sobre a erudi\u00e7\u00e3o e eruditos; pensar por si mesmo; sobre a escrita e o estilo; sobre a leitura e os livros; sobre a linguagem e as palavras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">A primeiro momento quando Schopenhauer escreve sobre a erudi\u00e7\u00e3o, acaba criticando os falsos eruditos, estes, que leem muito e tentam buscar conhecimento somente atrav\u00e9s de livros e esquecem de ter o conhecimento pelo mundo. Segundo ele estariam deixando de pensar por si mesmos e se influenciando a partir da ideia de outros pensadores. Em um desses momentos, o autor cita: \u201cAh, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para ter lido tanto\u201d (p\u00e1g. 10).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Por seguinte quando fala sobre pensar por si mesmo, comenta sobre a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o dos pensamentos, o quanto isso \u00e9 fundamental, seria mais valioso um conhecimento limitado, por\u00e9m com boa organiza\u00e7\u00e3o para uma assimila\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e melhor do que uma mente com grandes conhecimentos, mas que seja dif\u00edcil discernir para diversas situa\u00e7\u00f5es. Quando o autor fala que: \u201c\u00e9 necess\u00e1rio voc\u00ea ter o conhecimento para pensar profundamente sobre algo, mas que s\u00f3 se tem o conhecimento quando se pensa profundamente sobre isso\u201d (p\u00e1g. 19) podemos ver que ele entende que a busca atrav\u00e9s da leitura, por exemplo, \u00e9 essencial, mas que a import\u00e2ncia do pensamento pr\u00f3prio \u00e9 muito maior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Em sobre a escrita e o estilo, Schopenhauer, trata a distin\u00e7\u00e3o entre dois tipos de escritores e os seus textos: os que escrevem por dinheiro e os que escrevem em fun\u00e7\u00e3o do assunto. No primeiro caso despreza totalmente o trabalho realizado por quem escreve em fun\u00e7\u00e3o de receber recompensas em troca de seus textos, pois eles na maioria das vezes s\u00e3o escritos por que s\u00e3o pedidos, seu conte\u00fado nunca \u00e9 sincero e sempre com pensamentos for\u00e7ados. Para autores que escrevem em fun\u00e7\u00e3o do assunto, os ressalta, dizendo que suas obras deveriam ser as \u00fanicas a serem produzidas pois escrevem sem o objetivo do lucro, com pensamentos fortes e simples e que se \u00e9 poss\u00edvel enxergar a verdade em seus textos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Quando o autor fala sobre a leitura e os livros ele volta a tratar a import\u00e2ncia do pensamento pr\u00f3prio e que a leitura excessiva n\u00e3o agrega em nada, apenas prejudica. Refor\u00e7a a boa escolha dos livros para a leitura, que seriam os que s\u00e3o escritos por pessoas que vivem para a ci\u00eancia ou literatura e n\u00e3o aqueles em que o escritor vive delas, pois nosso tempo \u00e9 limitado para ser desperdi\u00e7ado. E tamb\u00e9m enfatiza o fato em que quando lemos deixamos que outra pessoa pense por n\u00f3s e isso a princ\u00edpio pode parecer um al\u00edvio, por\u00e9m nos tira cada vez mais a capacidade do pensamento e da cr\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Por \u00faltimo Schopenhauer enfatiza a import\u00e2ncia do aprendizado de v\u00e1rias l\u00ednguas. O autor cita uma frase de Carlos V: \u201c quantas l\u00ednguas algu\u00e9m fala, tantas vezes ele \u00e9 um homem\u201d (pag. 69) e explica tal frase mostrando que quanto mais idiomas um homem fala maior ser\u00e1 a sua capacidade de pensamento. Descrimina tamb\u00e9m, de certa forma, a tradu\u00e7\u00e3o de textos pois estas nem sempre conseguem trazer o que realmente o autor queria dizer com eles ou o verdadeiro significado de cada palavra e frase.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><b>Autor da Resenha:<\/b>\u00a0Matheus Meoquior da Fonseca.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Autor: Arthur Schopenhauer. Ano de Publica\u00e7\u00e3o: 2005. Resenha \u201cA Arte de Escrever\u201d \u00e9 um livro escrito por Arthur Schopenhauer (1788-1860), fil\u00f3sofo alem\u00e3o, do qual trata sobre a literatura atrav\u00e9s de cinco ensaios retirados de sua outra obra chamada Parerga e Paralipomena. 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