{"id":6879,"date":"2020-09-24T09:30:13","date_gmt":"2020-09-24T12:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=6879"},"modified":"2021-06-18T15:03:06","modified_gmt":"2021-06-18T18:03:06","slug":"a-fisica-por-tras-dos-raios-e-trovoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2020\/09\/24\/a-fisica-por-tras-dos-raios-e-trovoes\/","title":{"rendered":"A F\u00edsica por tr\u00e1s dos Raios e Trov\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 deve ter presenciado ou visto, em algum dos meios digitais existentes atualmente, algo sobre os raios e trov\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas, voc\u00ea sabe como eles ocorrem? Pois bem, eles s\u00e3o fen\u00f4menos que sempre ocorreram em nosso planeta e que antigamente eram associados a a\u00e7\u00f5es de deuses, como Zeus, para os gregos, e Thor, para a mitologia n\u00f3rdica [1].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Na verdade eles n\u00e3o acontecem em virtude das a\u00e7\u00f5es de deuses, ou seja, podemos explicar os processos envolvidos em suas forma\u00e7\u00f5es por meio da f\u00edsica. No caso dos raios, eles s\u00e3o formados a partir da eletriza\u00e7\u00e3o de nuvens muito altas, que predominam a cerca de 4 km do solo e podem a possuir 12 km de espessura. No interior dessas nuvens, o movimento intenso das massas de ar faz com que gere atrito entre as mol\u00e9culas de ar e gelo, ocasionando a eletriza\u00e7\u00e3o da nuvem. O anterior provoca que a nuvem tenha suas cargas el\u00e9tricas separadas, de modo que sua base e o topo possuir\u00e3o cargas el\u00e9tricas de sinais opostos [2,3]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Ao passo que o ac\u00famulo de cargas nas extremidades da nuvem aumenta, a diferen\u00e7a de potencial (ddp) entre essas regi\u00f5es torna-se cada vez maior, ao ponto de o ar entre as camadas superior e inferior da nuvem ser ionizado e conduzir corrente el\u00e9trica. Nesse momento dizemos que a rigidez diel\u00e9trica do ar, que \u00e9 um tipo de isolante el\u00e9trico, foi rompida e uma enorme descarga el\u00e9trica \u00e9 criada [2-4].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Essa descarga criada pode mover-se entre a nuvem e a Terra, em apenas alguns milion\u00e9simos de segundos. Nesse caso, qualquer corpo, em destaque no solo, como morros, pessoas de p\u00e9, \u00e1rvores, pr\u00e9dios, antenas, etc., pode ser utilizado como ponto de contato [5].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Possivelmente voc\u00ea deve estar pensando que esqueci de falar dos trov\u00f5es, j\u00e1 que os viu no t\u00edtulo, mas est\u00e1 enganado. O que acontece \u00e9 que no instante que um raio alcan\u00e7a o solo, uma segunda descarga el\u00e9trica sobe do ch\u00e3o at\u00e9 as nuvens, seguindo o mesmo caminho que as cargas usaram para descer. O calor gerado por esse segundo raio faz com que o ar ao seu redor chegue a uma temperatura de at\u00e9 27.000 \u00b0C. E como tudo acontece muito r\u00e1pido, o ar n\u00e3o tem tempo de se expandir e acaba se condensando, aumentando sua press\u00e3o atmosf\u00e9rica em cerca de 10 a 100 vezes. Esse ar, ent\u00e3o, acaba \u201cexplodindo\u201d e criando uma onda de choque. \u00c9 essa r\u00e1pida expans\u00e3o do ar que causa o barulho que ouvimos e, comumente, denominamos como trov\u00f5es [3,6].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Outra curiosidade que posso trazer \u00e9 que voc\u00ea pode estimar a dist\u00e2ncia a que um raio caiu de voc\u00ea. Sabia disso? \u00c9 muito simples, basta que, ao perceber o clar\u00e3o de um rel\u00e2mpago, voc\u00ea conte quantos segundos se passaram antes de voc\u00ea ouvir o trov\u00e3o. Cada segundo transcorrido representa cerca de 300 metros, ou seja, depois \u00e9 s\u00f3 multiplicar ambos os valores que ter\u00e1 a dist\u00e2ncia desejada [5].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por:<\/strong> Matheus Vieira<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[1] &#8211; J\u00daNIOR, Joab Silas da Silva. Raios e trov\u00f5es. Dispon\u00edvel em: https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/fisica\/raios-trovoes.htm. Acesso em 18 de setembro de 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[2] &#8211; SABA, Marcelo MF. A F\u00edsica das Tempestades e dos Raios. F\u00edsica na Escola, v. 2, n. 1, p. 19-22, 2001.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[3] &#8211; ESCANHOELA, Felipe Moron. A F\u00edsica das tempestades e dos raios. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/portalpion\/index.php\/artigos\/30-a-fisica-das-tempestades-e-dos-raios. Acesso em 18 de setembro de 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[4] &#8211; SANTOS, Marco Aur\u00e9lio da Silva. &#8220;Os sons dos trov\u00f5es&#8221;; Brasil Escola. Dispon\u00edvel em: https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/fisica\/sons-trovoes.htm. Acesso em 18 de setembro de 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[5] &#8211; AUTOR DESCONHECIDO. 5 fatos curiosos que a f\u00edsica explica: O som do trov\u00e3o. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/14857-5-fatos-curiosos-que-a-fisica-explica.htm. Acesso em 18 de setembro de 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[6] &#8211; UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. O Som do Trov\u00e3o. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ufjf.br\/fisicaecidadania\/2010\/05\/03\/o-som-do-trovao\/#:~:text=As%20ondas%20sonoras%20(ou%20seja,na%20atmosfera%20s%C3%A3o%20denominadas%20trov%C3%B5es.&amp;text=%C3%89%20por%20isso%20que%20sentimos,que%20a%20velocidade%20do%20som. Acesso em 18 de setembro de 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 deve ter presenciado ou visto, em algum dos meios digitais existentes atualmente, algo sobre os raios e trov\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas, voc\u00ea sabe como eles ocorrem? Pois bem, eles s\u00e3o fen\u00f4menos que sempre ocorreram em nosso planeta e que antigamente eram associados a a\u00e7\u00f5es de deuses, como Zeus, para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6880,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4],"tags":[294,1110,965,318,964,625,1235,1236],"class_list":["post-6879","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-blog","tag-curiosidade","tag-curiosidades","tag-matheus-vieira","tag-meio-ambiente","tag-natureza","tag-raios","tag-trovoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6879\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}