{"id":6875,"date":"2020-09-23T08:00:10","date_gmt":"2020-09-23T11:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=6875"},"modified":"2021-11-03T01:37:36","modified_gmt":"2021-11-03T04:37:36","slug":"6875","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2020\/09\/23\/6875\/","title":{"rendered":"Resenha: Investiga\u00e7\u00e3o sobre o Entendimento Humano"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor:<\/strong> David Hume.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Ano de publica\u00e7\u00e3o da Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Ano de publica\u00e7\u00e3o da Obra Original:<\/strong> 1748.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>G\u00eanero:<\/strong> Filosofia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Podemos dizer que o ser humano possui naturalmente uma curiosidade, e a intensidade desta, varia dependendo de cada caso. Essa caracter\u00edstica nos faz, muitas das vezes, descobrir coisas extraordin\u00e1rias. Entretanto, ela tamb\u00e9m nos leva a adentrar em zonas que est\u00e3o al\u00e9m do que podemos conhecer, fazendo-nos afirmar ideias que n\u00e3o passam de mera abstra\u00e7\u00e3o da nossa mente. Uma vez que pretendemos, cada vez mais, adquirir conhecimento sobre o mundo que nos cerca e sobre n\u00f3s mesmos, precisamos de uma forma de verificar a validade desse saber, necessitamos, de uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o entendimento humano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O livro Investiga\u00e7\u00e3o sobre o Entendimento Humano, \u00e9 o desdobramento de outro livro intitulado Tratado da Natureza Humana, tamb\u00e9m de David Hume. Naquele, temos um olhar aprofundado do autor a respeito do conhecimento que o ser humano pode adquirir, analisando desde a forma com que formamos nossas ideias at\u00e9 como as ligamos e as consequ\u00eancias dessas conjun\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Para Hume, existem duas classes de percep\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito: as ideias e pensamentos; e as impress\u00f5es. A primeira, o pr\u00f3prio nome faz dela compreens\u00edvel; a segunda, \u00e9 um pouco mais complicada, e se refere a todas as nossas impress\u00f5es mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos e queremos. Para ele, as impress\u00f5es s\u00e3o pintadas pelas cores mais vivas, j\u00e1 as ideias e pensamentos s\u00e3o pintadas por cores mais fracas:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">O pensamento mais vivo \u00e9 sempre inferior a mais remota sensa\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Apesar das ideias e pensamentos variarem infinitamente e dificilmente voc\u00ea consegue delimitar o pensamento humano, para Hume, todas as ideias partem de uma mesma base, elas derivam das impress\u00f5es que temos da realidade. Em seguida, nosso pensamento manipula essas percep\u00e7\u00f5es, aumentando-as, diminuindo-as, unindo-as, etc. Tente relembrar as impress\u00f5es que voc\u00ea teve das cores que existem, isso \u00e9, de certa forma, f\u00e1cil. Agora tente imaginar uma nova cor. Provavelmente, voc\u00ea n\u00e3o foi capaz de tal feito, e isso se deve ao fato de que \u00e9 nossa percep\u00e7\u00e3o que cria as ideias e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Dessa forma, uma percep\u00e7\u00e3o nova, antes de ser transformada em ideia, deve ser percebida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Creio que com essa concep\u00e7\u00e3o, podemos entender e verificar, n\u00e3o somente as ideias aparentemente abstratas que muitas das vezes a Filosofia e a Ci\u00eancia tratam, mas tamb\u00e9m compreender melhor nosso pr\u00f3prio entendimento das coisas que aprendemos. Toda vez que voc\u00ea estiver incerto sobre uma ideia, basta se perguntar: de que impress\u00e3o vem aquela determinada ideia? Se for imposs\u00edvel designar uma, provavelmente, \u00e9 uma ideia puramente abstrata e nenhum conhecimento pode ser formado com ela sem que seja extremamente duvidoso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Uma vez que nossas percep\u00e7\u00f5es criam nossas ideias simples, evidentemente, existe algo que as conecta. Para o autor, existem tr\u00eas princ\u00edpios conectivos das ideias: de semelhan\u00e7a, de contiguidade &#8211; no espa\u00e7o e no tempo &#8211; e o de causa e efeito. Ao olhar uma obra de arte realista, relembramos da percep\u00e7\u00e3o que tivemos ao olhar para o objeto, que \u00e9 id\u00eantico, em certo grau, ao da pintura; eis o princ\u00edpio de semelhan\u00e7a. Quando um historiador analisa um certo per\u00edodo da hist\u00f3ria, ele trabalha com um conjunto de ideias para montar a sua narrativa, e essas ideias est\u00e3o ligadas a um certo per\u00edodo do tempo e a um certo local, para isso, ele faz uso do princ\u00edpio de contiguidade. Por \u00faltimo, e o principal deles, \u00e9 o de causa e efeito; para descrever um determinado conjunto de eventos, comumente, criamos uma cadeia de acontecimentos pois, assim, essa descri\u00e7\u00e3o se torna entend\u00edvel e qualquer acontecimento que fuja da linha de causas e efeitos da cadeia, n\u00e3o nos faz sentido para.\u00a0 No decorrer do livro, o autor analisa essa rela\u00e7\u00e3o de causalidade, concluindo que \u00e9 indemonstr\u00e1vel a ideia de tentar prever o futuro, por meio da rela\u00e7\u00e3o de causalidade experienciada no passado. Essa no\u00e7\u00e3o parte, puramente, do h\u00e1bito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Temos ent\u00e3o, como se arquiteta o que aprendemos a chamar de conhecimento. Com esses instrumentos de an\u00e1lise em m\u00e3os, ou melhor, entendidos. Podemos come\u00e7ar a questionar a forma com que interpretamos a realidade. Claramente, essa an\u00e1lise n\u00e3o se trata de uma verdade absoluta, nem o autor nos garante que \u00e9, entretanto, \u00e9 uma ferramenta extremamente \u00fatil para verificar se ideias que habitualmente aprendemos, s\u00e3o de fato concretas ou apenas dogmas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor da resenha:<\/strong> Ricardo Gonzatto Rodrigues<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Autor: David Hume. Ano de publica\u00e7\u00e3o da Edi\u00e7\u00e3o: 2017. Ano de publica\u00e7\u00e3o da Obra Original: 1748. 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