{"id":6190,"date":"2020-04-23T08:00:21","date_gmt":"2020-04-23T11:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=6190"},"modified":"2021-06-18T16:12:40","modified_gmt":"2021-06-18T19:12:40","slug":"um-pouco-sobre-emocoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2020\/04\/23\/um-pouco-sobre-emocoes\/","title":{"rendered":"Um pouco sobre emo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O homem sempre teve diversos questionamentos sobre as suas emo\u00e7\u00f5es, os quais eram respondidos atrav\u00e9s da mitologia. Tomando como exemplo a mitologia grega, temos as emo\u00e7\u00f5es como uma manifesta\u00e7\u00e3o dos deuses.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Sendo assim, um homem que se v\u00ea completamente apaixonado por uma mulher, com uma emo\u00e7\u00e3o que ele n\u00e3o consegue compreender e muito menos explicar, seria o resultado de uma das \u201cflechas do amor\u201d de Eros (Deus do amor), enquanto um homem que anseia por vingan\u00e7a por ter sido tra\u00eddo, era uma manifesta\u00e7\u00e3o das Er\u00ednias (personifica\u00e7\u00f5es da vingan\u00e7a). Em ambos os casos os indiv\u00edduos t\u00eam dificuldades em controlar as emo\u00e7\u00f5es, as quais simplesmente afloravam nos homens. Por esse motivo, eles acreditavam que essas emo\u00e7\u00f5es eram uma manifesta\u00e7\u00e3o divina<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0E essas ideias foram aceitas por diversos s\u00e9culos e ainda permanecem, com algumas altera\u00e7\u00f5es, no cristianismo, no qual as emo\u00e7\u00f5es \u201cpositivas\u201d est\u00e3o relacionadas com Deus e as emo\u00e7\u00f5es \u201cnegativas\u201d s\u00e3o influ\u00eancia do Diabo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Com o desenvolvimento do estudo das emo\u00e7\u00f5es, por meio da psicologia e da biologia, foram surgindo diversas teorias sobre as emo\u00e7\u00f5es. Entre elas, vamos discutir a teoria evolutiva da emo\u00e7\u00e3o, a teoria da emo\u00e7\u00e3o de James-Lange e a de Cannon-Bard.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0A teoria evolutiva da emo\u00e7\u00e3o foi desenvolvida pelo famoso Charles Darwin. Ele percebeu que as emo\u00e7\u00f5es eram comuns tanto nos homens como nos demais animais, sendo assim era algo inato. E ent\u00e3o, j\u00e1 que todos os animais tinham uma origem em comum, ele interpretou que a capacidade de demonstrar emo\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m evolu\u00eda e que a utiliza\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o era essencial para a sobreviv\u00eancia dos indiv\u00edduos. Isso porque as emo\u00e7\u00f5es motivam as pessoas a agir aos est\u00edmulos exteriores, permitindo que estas<\/span><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"> sobrevivam e se reproduzam. O que ressaltava o car\u00e1ter instintivo das emo\u00e7\u00f5es.[2]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Com base na teoria evolutiva, surgiram outras teorias seguindo essa ideia de sobreviv\u00eancia, mas procurando relacionar as respostas fisiol\u00f3gicas com as emo\u00e7\u00f5es. Consideremos a teoria desenvolvida de maneira independente por William James e Carl Lange em 1884, a qual sugere que um est\u00edmulo externo leva a uma rea\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, o que n\u00f3s interpretamos como uma emo\u00e7\u00e3o. William James fez o seguinte questionamento: \u201cn\u00f3s sentimos medo porque fugimos ou nos fugimos porque sentimos medo?\u201d. De acordo com a teoria elaborada, n\u00f3s sentimos medo porque fugimos, pois quando fugimos a nossa press\u00e3o sangu\u00ednea aumenta, os m\u00fasculos contraem e a nossa \u201cresposta\u00a0 emotiva\u201d \u00e9 o medo, pois estamos ofegantes e tremendo [3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0No ano de 1929, Walter Cannon apresentou uma teoria, a qual sofreu pequenas altera\u00e7\u00f5es de Phillip Bard. Esta refutava a teoria de James-Lange, dizendo que, na verdade, n\u00f3s sentimos medo, o que faz com que o nosso c\u00e9rebro receba um determinado est\u00edmulo e ent\u00e3o o nosso corpo tenha uma resposta fisiol\u00f3gica (aumento da press\u00e3o sangu\u00ednea, contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos, etc) [4].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Essas teorias alavancaram o estudo sobre as emo\u00e7\u00f5es, procurando entender o que as pessoas sentiam e como elas se comportavam com determinado est\u00edmulo. Alguns estudos mostraram que muitas vezes as nossas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o influenciadas pela nossa cultura e cria\u00e7\u00e3o. Em uma an\u00e1lise de como crian\u00e7as reagem a uma situa\u00e7\u00e3o \u201cassustadora\u201d foi observado que a maneira que as crian\u00e7as agem depende do que elas aprenderam sobre determinado assunto; caso ela aprenda que aranhas podem atacar, ela ter\u00e1 medo, mas se aprendeu que aranha s\u00e3o inofensivas, ela ser\u00e1 indiferente com a presen\u00e7a destas [5].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0E a mesma manifesta\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica pode ser interpretada de diferentes maneiras. Um exemplo disso \u00e9 se sentir envergonhado, algumas culturas interpretam isso como algo negativo e chegam a reprimir o ato, enquanto outras culturas interpretam como algo natural e um sinal de humildade [6].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Portanto, podemos perceber que as emo\u00e7\u00f5es fazem parte da hist\u00f3ria humana, essas simples respostas fisiol\u00f3gicas, a quais eram consideradas uma manifesta\u00e7\u00e3o divina, tiveram influ\u00eancia na evolu\u00e7\u00e3o da nossa esp\u00e9cie. E como uma pessoa se expressa ou como vai ser interpretado \u00e9 exclusivo de cada ser humano, pois depende de sua cultura e cria\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<strong>Texto escrito por:<\/strong> Vinicius Andrade de Oliveira<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[1] Imagem retirada de: Jennifer Delgado Su\u00e1rez. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.asomadetodosafetos.com\/2019\/06\/alergia-emocional-viver-com-as-emocoes-a-flor-da-pele.html&gt;, Acessado em 19\/04\/20.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[2] DARWIN, Charles; PRODGER, Phillip. <strong>The expression of the emotions in man and animals<\/strong>. Oxford University Press, USA, 1998.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[3] Kendra Cherry, Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.verywellmind.com\/what-is-the-james-lange-theory-of-emotion-2795305\">https:\/\/www.verywellmind.com\/what-is-the-james-lange-theory-of-emotion-2795305<\/a>&gt;, Acessado em 19\/04\/20.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[4] Kendra Cherry, Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.verywellmind.com\/what-is-the-cannon-bard-theory-2794965&gt;, Acessado em 19\/04\/20.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[5] SAYFAN, Liat; LAGATTUTA, Kristin Hansen. <strong>Grownups are not afraid of scary stuff, but kids are: Young children\u2019s and adults\u2019 reasoning about children\u2019s, infants\u2019, and adults\u2019 fears.<\/strong> <strong>Child Development<\/strong>, v. 79, n. 4, p. 821-835, 2008.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[6] Marianna Pogosyan, Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.psychologytoday.com\/us\/blog\/between-cultures\/201803\/how-culture-shapes-emotions&gt;, Acessado em 19\/04\/20.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0O homem sempre teve diversos questionamentos sobre as suas emo\u00e7\u00f5es, os quais eram respondidos atrav\u00e9s da mitologia. 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