{"id":6037,"date":"2020-03-12T08:00:27","date_gmt":"2020-03-12T11:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=6037"},"modified":"2021-06-19T16:29:13","modified_gmt":"2021-06-19T19:29:13","slug":"uma-visao-positiva-sobre-energia-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2020\/03\/12\/uma-visao-positiva-sobre-energia-nuclear\/","title":{"rendered":"Uma vis\u00e3o positiva sobre energia nuclear"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Dentre as v\u00e1rias outras formas de energia, a nuclear possivelmente \u00e9 a vista com mais suspeita, provavelmente em raz\u00e3o dos famosos acidentes de Fukushima e Chernobyl, bem como devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial, pelas bombas que utilizam do mesmo princ\u00edpio de rea\u00e7\u00e3o das usinas nucleares. O funcionamento destas pode ser resumido assim: ur\u00e2nio enriquecido no formato de pastilhas \u00e9 mergulhado em \u00e1gua altamente pressurizada e ent\u00e3o bombardeado por n\u00eautrons, come\u00e7ando uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia; cada \u00e1tomo de ur\u00e2nio atingido libera dois ou mais n\u00eautrons (que atingir\u00e3o outros \u00e1tomos de ur\u00e2nio e assim segue) e outros \u00e1tomos de menor massa, de forma que a massa total \u00e9 menor que a inicial; a massa \u201cperdida\u201d na verdade foi transformada em energia, que servir\u00e1 para aquecer \u00e1gua a fim de vaporiz\u00e1-la, de forma a movimentar uma turbina e ativar um gerador. Os recipientes das pastilhas, bem como o combust\u00edvel \u201cvencido\u201d s\u00e3o Rejeitos de Alta Atividade (RAA). Todas as coisas em contato direto com os RAA, como pe\u00e7as do reator, s\u00e3o considerados Rejeitos de M\u00e9dia Atividade (RMA); os em contato indireto, como as roupas dos funcion\u00e1rios da usina, s\u00e3o Rejeitos de Baixa Atividade (RBA).[1]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Todos os rejeitos produzidos pela usina acabam em reservat\u00f3rios intermedi\u00e1rios, no aguardo para serem direcionados a dep\u00f3sitos geol\u00f3gicos, nos quais o lixo nuclear ficar\u00e1 isolado por muitos anos at\u00e9 perder significativamente sua radioatividade. O combust\u00edvel utilizado nas usinas pode ser reciclado e reutilizado, o que reduz o volume de lixo produzido, mas tamb\u00e9m encarece o produto. Tendo em mente o b\u00e1sico sobre funcionamento e res\u00edduos das usinas nucleares, pode-se discutir as vantagens e desvantagens e, quem sabe, responder \u00e0 pergunta: vale a pena investir?[1]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O Brasil possui grande quantidade de min\u00e9rio de ur\u00e2nio, bem como a tecnologia pr\u00f3pria (ultracentrifuga\u00e7\u00e3o) para enriquec\u00ea-lo, e isso representa uma grande vantagem de inclus\u00e3o da energia nuclear na matriz energ\u00e9tica brasileira, que em 2019 correspondia a 1,2% nesta, segundo o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Energ\u00e9ticas (SIE) do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME). Outro ponto a favor das usinas nucleares \u00e9 a independ\u00eancia de fatores locais, como a necessidade de um rio, como no caso das hidrel\u00e9tricas. A geografia do pa\u00eds tamb\u00e9m ajuda, pois no Brasil n\u00e3o h\u00e1 terremotos ou maremotos, como no Jap\u00e3o, onde ocorreu o acidente na usina de Fukushima devido a um maremoto de propor\u00e7\u00f5es inesperadas.[2]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Do outro lado da balan\u00e7a, o custo envolvido na constru\u00e7\u00e3o das usinas nucleares no Brasil \u00e9 deveras alto, com Angra III, ainda em constru\u00e7\u00e3o, superando os 10 bilh\u00f5es de reais. Mesmo assim, o governo federal informou, pelo interm\u00e9dio do Secret\u00e1rio de Planejamento Energ\u00e9tico do MME, que estuda a possibilidade de construir outras tr\u00eas usinas nucleares no Brasil at\u00e9 2050, com investimento de 30 bilh\u00f5es de reais e 1GW de pot\u00eancia a cada nova usina, o que parece ser mais um sonho de crian\u00e7a tendo em vista a situa\u00e7\u00e3o de Angra III. Para cumprir com tal possibilidade, o governo precisa investir no desenvolvimento da tecnologia nuclear e em formas inovadoras de constru\u00e7\u00e3o delas para reduzir os custos.[2]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Sobre a import\u00e2ncia ambiental deste tipo de energia, um estudo do MIT revelou que o investimento nela \u00e9 necess\u00e1rio se \u00e9 desejado um menor custo no processo de descarboniza\u00e7\u00e3o da atmosfera, um grande problema contempor\u00e2neo que vem agravando o efeito estufa, este que influencia drasticamente no clima do planeta a na sobreviv\u00eancia de diversas formas de vida\u2026 incluindo a nossa. O estudo leva em considera\u00e7\u00e3o que usinas nucleares utilizam de um princ\u00edpio de rea\u00e7\u00e3o que n\u00e3o gera gases do efeito estufa, como CO<\/span><span style=\"font-weight: 400\">2<\/span><span style=\"font-weight: 400\">. Caso a energia nuclear n\u00e3o seja levada em considera\u00e7\u00e3o no processo de descarboniza\u00e7\u00e3o, os custos possivelmente ser\u00e3o desencorajadores aos pa\u00edses[3]. Logicamente, o investimento em tais usinas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para reduzir o impacto ambiental que causamos, mas tudo que servir de ajuda certamente \u00e9 bem-vindo, e agora, mais do que nunca, \u00e9 o momento de repensar a pol\u00edtica ambiental e tecnol\u00f3gica, e apenas o investimento em educa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia tornar\u00e1 isso poss\u00edvel.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por:<\/strong> Bruno Henrique Lisenko Ribeiro<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify\">\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">ARA\u00daJO, Tarso. <\/span><b>Onde \u00e9 guardado o lixo nuclear das usinas brasileiras?<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> &#8211; jul 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/super.abril.com.br\/mundo-estranho\/onde-e-guardado-o-lixo-nuclear-das-usinas-brasileiras\/&gt;. Acesso em: 29\/02\/2020.<\/span><\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">NEIVA, Lucas. Jornal de Bras\u00edlia: <\/span><b>Energia nuclear vale o risco<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> \u2013 out 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/jornaldebrasilia.com.br\/brasil\/energia-nuclear-vale-o-risco\/\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/jornaldebrasilia.com.br\/brasil\/energia-nuclear-vale-o-risco\/<\/span><\/a> <span style=\"font-weight: 400\">&gt;. Acesso em: 29\/02\/2020.<\/span><\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Petronot\u00edcias. <\/span><b>Estudo do MIT revela que energia nuclear ser\u00e1 vital para a descarboniza\u00e7\u00e3o do planeta <\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u2013 set 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/petronoticias.com.br\/archives\/116820\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/petronoticias.com.br\/archives\/116820<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> &gt;. Acesso em 29\/02\/2020.<\/span><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Dentre as v\u00e1rias outras formas de energia, a nuclear possivelmente \u00e9 a vista com mais suspeita, provavelmente em raz\u00e3o dos famosos acidentes de Fukushima e Chernobyl, bem como devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial, pelas bombas que utilizam do mesmo princ\u00edpio de rea\u00e7\u00e3o das usinas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6038,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4],"tags":[265,909,1146,592,755,407],"class_list":["post-6037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-bruno-lisenko","tag-ciencias-exatas","tag-energia-nuclear","tag-geracao-de-energia","tag-radioatividade","tag-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6037\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}