{"id":4723,"date":"2019-10-10T09:30:41","date_gmt":"2019-10-10T12:30:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=4723"},"modified":"2021-06-19T16:44:37","modified_gmt":"2021-06-19T19:44:37","slug":"4723","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2019\/10\/10\/4723\/","title":{"rendered":"Brook Taylor (1685 &#8211; 1731)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Nascido em Middlesex, Inglaterra, em 18 de agosto de 1685, Brook Taylor era filho de John Taylor e de Olivia Tempest. Sua fam\u00edlia era moderadamente rica e estava ligada \u00e0 baixa nobreza. John Taylor era um pai severo e rigoroso: expulsou Brook de casa em 1721, quando ele decidiu se casar com uma mulher que, embora pertencesse a uma boa fam\u00edlia, n\u00e3o era muito rica. Em 1723, Brook voltou \u00e0 sua antiga casa ap\u00f3s a morte de sua esposa durante o parto. Ele se casou novamente em 1725, desta vez com a aprova\u00e7\u00e3o e ben\u00e7\u00e3o de seu pai, mas infelizmente sua segunda esposa tamb\u00e9m morreu durante o parto em 1730. Sua filha, entretanto, conseguiu sobreviver.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0A sua vida pessoal parece ter influenciado seu trabalho em diversas formas. Duas das suas maiores contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas lidam com vibra\u00e7\u00f5es e desenho em perspectiva. Os arquivos da fam\u00edlia cont\u00eam pinturas de Taylor e tamb\u00e9m um manuscrito n\u00e3o publicado chamado <i>On Musick<\/i>, que foi encontrado entre seus pap\u00e9is.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Ele teve aulas particulares em casa antes de entrar para a <i>Saint John&#8217;s College<\/i>, em 1701. Recebeu seu diploma de Bacharelado em 1709. Foi eleito para a <i>Royal Society of london<\/i> em 1712, quando participou do comit\u00ea formado para o julgamento da quest\u00e3o da prioridade na inven\u00e7\u00e3o do C\u00e1lculo, entre Newton e Leibniz. Em 1714, recebeu o diploma de Doutorado; nesse ano, tamb\u00e9m foi eleito secret\u00e1rio da <i>Royal Society of london<\/i>, mas se demitiu em outubro de 1718, em virtude de sua sa\u00fade.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Publicou o seu primeiro artigo importante na <i>Philosophical Transactions<\/i> em 1714, que, na verdade, j\u00e1 havia sido escrito em 1708.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O per\u00edodo entre 1714 e 1719 foi, para ele, o mais produtivo matematicamente. As primeiras edi\u00e7\u00f5es de seus dois livros matem\u00e1ticos, <i>Methodus incrementorum directa<\/i> <i>et inversa <\/i>e <i>Linear Perspective<\/i> sa\u00edram em 1715. Nos \u00faltimos anos de sua vida, voltou-se para escritos religiosos e filos\u00f3ficos. Seu terceiro livro, <i>Comtemplatio philosophica,<\/i> foi impresso postumamente pelo seu neto em 1793.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Taylor \u00e9 conhecido pelo teorema ou processo de se expandir fun\u00e7\u00f5es em s\u00e9ries infinitas. Seu primeiro relat\u00f3rio, deste conte\u00fado, foi escrito em uma carta para John Machin no dia 26 de julho de 1712, e reescrito por H. Bateman. Nele, Taylor conta que a sua descoberta surgiu ap\u00f3s uma &#8220;dica&#8221; de Machin durante uma palestra no <i>Child&#8217;s Coffeehouse<\/i> sobre a &#8220;utiliza\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie de Sir Isaac Newton, para a resolu\u00e7\u00e3o do problema de Kepler&#8221; e sobre o &#8220;m\u00e9todo do Dr. Halley para se achar as ra\u00edzes de equa\u00e7\u00f5es polinomiais\u201d, que fora publicado na <i>Philosophical Transactions<\/i> em 1694. Isto demonstra sua honestidade e cuidado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de artigos matem\u00e1ticos. Ele usou sua f\u00f3rmula para expandir fun\u00e7\u00f5es em s\u00e9ries e para resolver equa\u00e7\u00f5es diferenciais, mas n\u00e3o conseguiu prever sua fun\u00e7\u00e3o mais importante; esta s\u00f3 foi descoberta mais tarde por Lagrange, que a proclamou como o princ\u00edpio b\u00e1sico do c\u00e1lculo diferencial.\u00a0 A ele tamb\u00e9m \u00e9 dado o cr\u00e9dito do processo de integra\u00e7\u00e3o por partes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Taylor faleceu em Londres, Inglaterra, em 29 de dezembro de 1731. Um estudo mais detalhado e profundo sobre sua vida revela que a sua contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da matem\u00e1tica foi substancialmente maior do que a simples liga\u00e7\u00e3o do seu nome a um teorema. Seu trabalho era conciso, dif\u00edcil de ser seguido e estudado. O surpreendente n\u00famero de conceitos importantes que ele citou e tentou desenvolver, mas infelizmente n\u00e3o pode finalizar, mostra que a sa\u00fade, problemas e preocupa\u00e7\u00f5es familiares, e outros fatores como riqueza e repress\u00e3o dos pais, conseguiram restringir o per\u00edodo produtivo de sua relativamente curta vida; apesar disso, ele ter\u00e1 seu nome marcado para sempre na hist\u00f3ria da Ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por:<\/strong> Ricardo Gonzatto Rodrigues.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[1] Imagem retirada de: &lt; https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Brook_Taylor&gt;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[2] Diederichsen J. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.fem.unicamp.br\/~em313\/paginas\/person\/taylor.htm&gt;. Acessado em 06\/10\/19<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[3] &#8220;Brook Taylor&#8221; em S\u00f3 Matem\u00e1tica. Virtuous Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, 1998-2019. Consultado em 05\/10\/2019 \u00e0s 23:32. Dispon\u00edvel na Internet em https:\/\/www.somatematica.com.br\/biograf\/taylor.php<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Nascido em Middlesex, Inglaterra, em 18 de agosto de 1685, Brook Taylor era filho de John Taylor e de Olivia Tempest. Sua fam\u00edlia era moderadamente rica e estava ligada \u00e0 baixa nobreza. 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