{"id":468,"date":"2016-04-13T00:00:00","date_gmt":"2016-04-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/04\/13\/um-pouco-mais-sobre-as-estrelas\/"},"modified":"2019-10-18T11:03:51","modified_gmt":"2019-10-18T14:03:51","slug":"um-pouco-mais-sobre-as-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/04\/13\/um-pouco-mais-sobre-as-estrelas\/","title":{"rendered":"Um pouco mais sobre as estrelas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"float: none;background-color: #ffffff;color: #333333;cursor: text;font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: left;text-decoration: none;text-indent: 0px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Em textos anteriores foi falado sobre o surgimento de uma estrela (para l\u00ea-lo acesse <strong><a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2015\/09\/22\/estrela-a-historia-de-uma-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/strong>) e sobre uma das maneiras como ela pode chegar ao fim (para l\u00ea-lo acesse <strong><a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/02\/18\/buraco-negro-o-fim-de-uma-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a><\/strong>). No entanto estes s\u00e3o conceitos muito distantes, provavelmente nenhum dos leitores viver\u00e1 o suficiente para observar algum destes fen\u00f4menos, ent\u00e3o agora podemos responder algumas perguntas mais pr\u00f3ximas do nosso cotidiano relacionadas as estrelas. \u00c9 prov\u00e1vel que voc\u00ea, enquanto observava o c\u00e9u noturno, tenha reparado que algumas estrelas emitem uma luz mais avermelhada, outras mais azulada ou completamente branca, talvez voc\u00ea tamb\u00e9m tenha notado que algumas possuem um brilho muito mais intenso e que as vezes at\u00e9 parecem piscar. Este texto destina-se a explicar estes fen\u00f4menos t\u00e3o peculiares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0A colora\u00e7\u00e3o das estrelas est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 temperatura superficial delas. Assim como as chamas de uma vela ou de um fog\u00e3o apresentam cores diferentes por causa de sua temperatura, as long\u00ednquas estrelas n\u00e3o escapam \u00e0 esta regra. Enquanto Rigel, na constela\u00e7\u00e3o de \u00d3rion, e Spica, na constela\u00e7\u00e3o de Virgem, brilham em uma cor azulada, a estrela Sirius, na constela\u00e7\u00e3o de C\u00e3o Maior, e Veja, na constela\u00e7\u00e3o de Lira, brilham em tom mais branco-azulado; j\u00e1 Aldebaran e Arcturus possuem uma cor mais alaranjada e Antares \u00e9 mais avermelhada. Quanto mais pr\u00f3ximo do branco maior \u00e9 a temperatura. A tabela a seguir mostra a classifica\u00e7\u00e3o mais comum utilizada pelos astr\u00f4nomos para esta caracter\u00edstica:<\/span><\/p>\n<table class=\" aligncenter\" style=\"height: 241px\" width=\"798\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\"><strong>Classe Espectral<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center\"><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center\"><strong>Temp. Superficial (K)<\/strong><\/td>\n<td style=\"text-align: center\"><strong>Exemplo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">O<\/td>\n<td>\n<p style=\"text-align: center\">H\u00e9lio ionizado e metais; rais de hidrog\u00eanio de baixa intensidade.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">30.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Mintaka<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">B<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">H\u00e9lio neutro, metais ionizados; raias de hidrog\u00eanio de alta intensidade.<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">20.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Rigel<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">A<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Linhas (raias) de Balmer do Hidrog\u00eanio dominantes; metais fracamente\u00a0 ionizados.<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">10.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">S\u00edrius<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">F<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Metais neutros e fracamente ionizados; raias de hidrog\u00eanio de baixa intensidade.<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">7.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Pr\u00f3cion<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">G<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">C\u00e1lcio fracamente ionizado e metais neutros; raias de hidrog\u00eanio de baixa intensidade.<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">6.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Capella<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">K<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Metais neutros; raias moleculares come\u00e7am a aparecer.<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">4.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Aldebaran<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">M<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Raias de \u00f3xido de Tit\u00e2nio molecular dominantes; metais neutros.<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">3.000<\/td>\n<td style=\"text-align: center\">Betelguese<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center\">\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0Al\u00e9m destas sete classes existe outras quatro (W \u2013 para temperaturas maiores que 30.000 K; R, N e S \u2013 para menores que 3.000 K). Uma curiosidade sobre esta classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a maneira como pode-se memorizar as classes espectrais mais comuns (O, B, A, F, G, K, M), utilizando estas letras como iniciais das palavras, pode-se formar a frase \u201c<strong>O<\/strong>h <strong>B<\/strong>e <strong>A<\/strong> <strong>F<\/strong>ine <strong>G<\/strong>irl\/<strong>G<\/strong>uy, <strong>K<\/strong>iss <strong>M<\/strong>e\u201d (Oh seja uma garota\/garoto legal, beije-me), provavelmente algum aluno galante inventou a frase e ela pegou em muitos lugares. Existem diversos subgrupos a partir desta classifica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m eles n\u00e3o v\u00eam ao caso neste momento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0Quando se diz respeito ao brilho de uma estrela, falamos do seu tamanho e dist\u00e2ncia de n\u00f3s. Estes dois conceitos remetem \u00e0 magnitude das estrelas. Existem duas maneiras de classificar esta magnitude, sendo elas:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>\u00a0Magnitude Absoluta (M)<\/strong>\u00a0\u2013 Esta \u00e9 representada pela letra M mai\u00fascula. Refere-se \u00e0 magnitude que as estrelas apresentariam, se estivessem todas a uma mesma dist\u00e2ncia do observador. Essa dist\u00e2ncia padr\u00e3o \u00e9 determinada em dez parsecs. O \u201cparsec\u201d \u00e9 uma medida astron\u00f4mica, cuja unidade equivale a 3,26156 ano luz. Em outras palavras, a magnitude absoluta \u00e9 a magnitude real da estrela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0<strong>Magnitude aparente (m)<\/strong>\u00a0\u2013 A magnitude aparente \u00e9 representada pela letra m min\u00fascula. Refere-se \u00e0 forma como a magnitude de um astro \u00e9 percebida visualmente, a olho nu. Em muitos casos, uma estrela parece mais brilhante apenas porque est\u00e1 mais pr\u00f3xima do que outras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0A classifica\u00e7\u00e3o do brilho das estrelas \u00e9 antiga e remonta ao menos \u00e0 \u00e9poca de Hiparco (190 a. C. \u2013 120 a. C.), que classificou cerca de 850 estrelas. Entre as estrelas que constavam de seu cat\u00e1logo, as mais brilhantes Hiparco classificou como sendo de primeira magnitude, depois vinham as de segunda, de terceira e assim por diante, at\u00e9 a sexta magnitude, que em sua classifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no limite da vis\u00e3o humana. Em 1856, com o aparecimento dos primeiros fot\u00f4metros e diante da necessidade de desenvolver escalas mais precisas, o astr\u00f4nomo e matem\u00e1tico ingl\u00eas Norman Pogson, desenvolveu uma nova escala, ampliando-a para n\u00fameros negativos. A escala sugerida por ele, que n\u00e3o vamos abordar aqui em detalhe, \u00e9 amplamente conhecida e divulgada, nela as magnitudes negativas indicam maior brilho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0Assim, na escala de magnitude absoluta, o Sol \u00e9 uma estrela modesta, de quinta magnitude (5 M), mas na escala de magnitude aparente, o Sol \u00e9 soberano. Sua magnitude \u00e9 a mais negativa, graduada como vig\u00e9sima s\u00e9tima (-27 m). Entre as estrelas do c\u00e9u noturno, a estrela de maior magnitude aparente \u00e9 S\u00edrius, com -1,44 m, localizada a apenas 8 anos luz de dist\u00e2ncia do Sol.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0Algumas estrelas parecem piscar enquanto as observamos, isto n\u00e3o quer dizer que elas realmente est\u00e3o \u201capagando e ascendendo\u201d na verdade \u00e9 apenas uma ilus\u00e3o de \u00f3tica. O que pisca n\u00e3o s\u00e3o as estrelas, mas sim as imagens que vemos delas. A luz brilhante desses corpos celestes atravessa mais de 100 quil\u00f4metros de atmosfera da Terra antes de chegar \u00e0 n\u00f3s. Durante este percurso, os raios s\u00e3o balan\u00e7ados pelo ar, dando a impress\u00e3o de que as estrelas t\u00eam sua luminosidade alterada. \u00c9 como observar o ralo de uma piscina do lado de fora dela. O balan\u00e7o da \u00e1gua faz com que a imagem do objeto pare\u00e7a sacudir. A atmosfera age na luz das estrelas da mesma forma. Como esses astros aparentam ser simples pontinhos luminosos, a distor\u00e7\u00e3o de suas imagens cria um efeito de pisca-pisca. J\u00e1 com os planetas vis\u00edveis a olho nu &#8211; Merc\u00fario, V\u00eanus, Marte e J\u00fapiter &#8211; isso n\u00e3o ocorre. Como suas imagens no c\u00e9u s\u00e3o maiores para n\u00f3s do que as das estrelas, a distor\u00e7\u00e3o causada pelo ar n\u00e3o \u00e9 suficiente para faz\u00ea-los piscar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por:<\/strong> B\u00e1rbara de Almeida S.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>AS CORES DAS ESTRELAS<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.zenite.nu\/as-cores-das-estrelas\/\">http:\/\/www.zenite.nu\/as-cores-das-estrelas\/<\/a> &gt;. Acesso em: 04 de abril de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>A COR DAS ESTRELAS<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/tecnologia\/a-cor-das-estrelas\">http:\/\/super.abril.com.br\/tecnologia\/a-cor-das-estrelas<\/a> &gt;. Acesso em: 04 de abril de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>OBSERVANDO AS CORES DAS ESTRELAS<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.observatorio.ufmg.br\/dicas01.htm\">http:\/\/www.observatorio.ufmg.br\/dicas01.htm<\/a> &gt;. Acesso em: 04 de abril de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>MAGNITUDE DAS ESTRELAS.<\/strong> Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.ibahia.com\/a\/blogs\/estrelas\/2014\/01\/29\/magnitude-das-estrelas-2\/\">http:\/\/www.ibahia.com\/a\/blogs\/estrelas\/2014\/01\/29\/magnitude-das-estrelas-2\/<\/a> &gt;. Acesso em: 04 de abril de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>POR QUE AS ESTRELAS PISCAM?<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/mundoestranho.abril.com.br\/materia\/por-que-as-estrelas-piscam\">http:\/\/mundoestranho.abril.com.br\/materia\/por-que-as-estrelas-piscam<\/a> &gt;. Acesso em: 04 de abril de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Em textos anteriores foi falado sobre o surgimento de uma estrela (para l\u00ea-lo acesse aqui) e sobre uma das maneiras como ela pode chegar ao fim (para l\u00ea-lo acesse aqui). 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