{"id":465,"date":"2016-04-13T00:00:00","date_gmt":"2016-04-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/04\/13\/magnetismo-que-da-nos-nervos\/"},"modified":"2019-09-19T10:24:26","modified_gmt":"2019-09-19T13:24:26","slug":"magnetismo-que-da-nos-nervos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/04\/13\/magnetismo-que-da-nos-nervos\/","title":{"rendered":"Magnetismo que d\u00e1 nos Nervos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Desde que Luigi Galvani aplicou corrente el\u00e9trica numas pernas de r\u00e3s, no fim do s\u00e9culo XVIII, os m\u00e9dicos e pesquisadores sabem que os nervos s\u00e3o condutores de corrente el\u00e9trica. Em meados do s\u00e9culo XIX, Maxwell estabeleceu a inter-rela\u00e7\u00e3o entre eletricidade e magnetismo. Desde ent\u00e3o, cientistas t\u00eam buscado um meio pr\u00e1tico e confi\u00e1vel para medir o magnetismo gerado pela rede el\u00e9trica do sistema nervoso. Um novo tipo de detector est\u00e1 nascendo nos laborat\u00f3rios da Dinamarca e parece ser o graal do biomagnetismo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O magnetismo dos seres vivos nem sempre foi visto com bons olhos pelos cientistas. Alguns anos antes de Galvani, Franz Mesmer [1734-1815] percorria a Europa fazendo apresenta\u00e7\u00f5es de um suposto magnetismo animal. Apesar do grande impacto junto ao p\u00fablico \u2014 que nos rendeu termos como mesmerismo e mesmerizar (pode ser entendido como estagnar ou magnetizar) \u2014 Mesmer nunca convenceu a comunidade cient\u00edfica pelo simples fato de que era praticamente imposs\u00edvel medir qualquer tra\u00e7o de magnetismo em seres vivos. Antes da r\u00e3 de Galvani [1737-1798] e do eletromagnetismo de James Clerk Maxwell [1831-1879] sequer havia base te\u00f3rica para tanto.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center\">\n<dl id=\"attachment_1655\">\n<dt><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/petfisica\/files\/2016\/04\/fig2-3.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1655\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/petfisica\/files\/2016\/04\/fig2-3-300x300.jpg\" alt=\"Figura 1 - Mesmer (esq.), prop\u00f4s uma esp\u00e9cie de magnetismo animal, variante das teorias do fluido vital de ent\u00e3o. Galvani (centro) comprovou a condutividade el\u00e9trica dos nervos. Maxwell (dir) demonstrou matematicamente que magnetismo e eletricidade s\u00e3o interdependentes.\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><\/span><\/dt>\n<dd><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Figura 1 &#8211; Mesmer (esq.), prop\u00f4s uma esp\u00e9cie de magnetismo animal, variante das teorias do fluido vital de ent\u00e3o. Galvani (centro) comprovou a condutividade el\u00e9trica dos nervos. Maxwell (dir) demonstrou matematicamente que magnetismo e eletricidade s\u00e3o interdependentes.<\/span><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ca\u00eddo em total descr\u00e9dito, o estudo do magnetismo dos seres vivos s\u00f3 seria revivido no s\u00e9culo XX, ap\u00f3s a descoberta dos raios cat\u00f3dicos e do oscilosc\u00f3pio. Tais t\u00e9cnicas revolucionaram o entendimento do sistema nervoso, confirmando que o modo como os nervos conduzem seus sinais podem ser indicadores, desde de intoxica\u00e7\u00f5es, a doen\u00e7as como a esclerose m\u00faltipla. Mesmo assim, o estudo do magnetismo nervoso se revelou bastante limitado. Medi\u00e7\u00f5es por oscilosc\u00f3pio exigem a aplica\u00e7\u00e3o de agulhas nos nervos, o que obviamente altera a corrente el\u00e9trica e seu consequente campo magn\u00e9tico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center\">\n<dl id=\"attachment_1654\">\n<dt><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/petfisica\/files\/2016\/04\/fig1-16.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1654\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/petfisica\/files\/2016\/04\/fig1-16-300x140.jpg\" alt=\"Figura 2 - (a) Esquema experimental. Luz de prova alongo do eixo z. Divisor de feixe polarizado (PBS) de meia-onda plana \u03bb\/2, e fotodetector diferencial s\u00e3o componentes do detector de polariza\u00e7\u00e3o. (b) O princ\u00edpio do magnetometro se baseia na amplitude.\" width=\"300\" height=\"140\" \/><\/a><\/span><\/dt>\n<dd><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Figura 2 &#8211; (a) Esquema experimental. Luz de prova alongo do eixo z. Divisor de feixe polarizado (PBS) de meia-onda plana \u03bb\/2, e fotodetector diferencial s\u00e3o componentes do detector de polariza\u00e7\u00e3o. (b) O princ\u00edpio do magnetometro se baseia na amplitude.<\/span><\/dd>\n<dd><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A aplica\u00e7\u00e3o de radiofrequ\u00eancias sob intensos campos magn\u00e9ticos \u2014 t\u00e9cnica desenvolvida nos anos 1970 e 1980, conhecida como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou MRI \u2014 permitiu grandes avan\u00e7os com o imageamento de tecidos in vivo. No entanto, qualquer tra\u00e7o de magnetismo emitido pelos nervos acabava inteiramente ofuscado pelos grandes campos magn\u00e9ticos da MRI.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Os campos magn\u00e9ticos gerados pela passagem de um sinal el\u00e9trico por um nervo s\u00f3 puderam ser medidos a partir dos anos 1980, com os chamados magnet\u00f4metros SQUID (superconducting quantum interference devices). Nesse instrumento, o nervo passa pelo interior de uma pequena bobina. Por si s\u00f3, isso j\u00e1 dificulta a medi\u00e7\u00e3o in vivo, pois \u00e9 preciso expor o nervo e tir\u00e1-lo do lugar. Pior: os magnet\u00f4metros SQUID funcionam a base de supercondu\u00e7\u00e3o \u2014 o que significa que eles t\u00eam que ser extremamente resfriados. Ainda que tenha sido aperfei\u00e7oado, o sistema SQUID est\u00e1 longe de ser uma t\u00e9cnica de aplica\u00e7\u00e3o simples e barata.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Os neurocientistas continuam precisando de um meio para medir campos magn\u00e9ticos de forma n\u00e3o-invasiva, a temperatura ambiente e barata. Que tal usar laser? Os propositores dessa abordagem s\u00e3o Kasper Jensen e seus colegas da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Galvani com lasers<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Jensen e sua equipe constru\u00edram um sensor que usa laser para detectar o campo magn\u00e9tico de maneira indireta \u2014 pelo efeito que o magnetismo causa em \u00e1tomos de c\u00e9sio gasoso. Quando s\u00e3o magnetizados, esses \u00e1tomos podem polarizar uma luz. Os chamados magnet\u00f4metros \u00f3pticos tem se mostrado bastante sens\u00edveis e precisos \u2014 apesar de algumas limita\u00e7\u00f5es como as causadas pelo ru\u00eddo qu\u00e2ntico da luz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Teoricamente, um magnet\u00f4metro a laser pode detectar campos emitidos por nervos situados a alguns mil\u00edmetros de dist\u00e2ncia. Assim, esses sensores poderiam ser aplicados sobre a pele, sem a necessidade de expor (ou furar) nervos. Outras vantagens \u00e9 que eles funcionam muito bem \u00e0 temperatura ambiente (ou do corpo) e s\u00e3o bastante pequenos (com poucos mil\u00edmetros de largura).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Embora n\u00e3o tenham inventado esse tipo de detector, o que Jensen et. al. fizeram foi lev\u00e1-lo aos limites de seus efeitos qu\u00e2nticos numa aplica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. O dispositivo foi testado detectando os campos magn\u00e9ticos gerados por nervos ci\u00e1ticos de sapos a poucos mil\u00edmetros de dist\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Os resultados, publicados na plataforma arXiv.org: foram detectados campos na ordem de picoTesla de intensidade. Medi\u00e7\u00f5es ainda menores s\u00e3o teoricamente poss\u00edveis. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o campo magn\u00e9tico da Terra \u00e9 da ordem de dezenas de microTesla (cerca de mil vezes mais intenso). Al\u00e9m da intensidade, o sensor de Jensen ainda mede o formato do campo magn\u00e9tico e suas varia\u00e7\u00f5es de acordo com diferentes est\u00edmulos, tudo em tempo real.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A aplica\u00e7\u00e3o em seres humanos ainda n\u00e3o foi testada, mas isso \u00e9 quest\u00e3o de tempo. Segundo os pesquisadores, \u201co magnet\u00f4metro \u00e9 perfeito para diagn\u00f3sticos em \u00e1reas fisiol\u00f3gicas\/cl\u00ednicas como cardiografia de fetos, respostas sin\u00e1pticas na retina e magnetoencefalografia\u201d. Outra possibilidade seria o estudo da intera\u00e7\u00e3o entre campos magn\u00e9ticos e sistema nervoso nos animais capazes de detectar o magnetismo do planeta (como os pombos).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por:<\/strong> Maycol Szpunar<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Texto retirado e editado do blog <strong>\u201cScience Blogs Brasil\u201d<\/strong>&lt;<a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/2016\/03\/magnetismo-que-d-nos-nervos\/\">http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/2016\/03\/magnetismo-que-d-nos-nervos\/<\/a>&gt; acessado em Mar\u00e7o de 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Mais informa\u00e7\u00f5es vide artigo: <strong>\u201cJENSEN, Kasper et. al. Non-invasive detection of animal nerve impulses with an atomic magnetometer operating near quantum limited sensitivity\u201d<\/strong> (vide arxiv.org)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Fonte da imagem de destaque: <a href=\"https:\/\/rotasaude.lusiadas.pt\/doencas\/sintomas-e-tratamentos\/sistema-nervoso-autonomo-6-perguntas\/\">https:\/\/rotasaude.lusiadas.pt\/doencas\/sintomas-e-tratamentos\/sistema-nervoso-autonomo-6-perguntas\/<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"float: none;background-color: #ffffff;color: #333333;cursor: text;font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: left;text-decoration: none;text-indent: 0px\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Desde que Luigi Galvani aplicou corrente el\u00e9trica numas pernas de r\u00e3s, no fim do s\u00e9culo XVIII, os m\u00e9dicos e pesquisadores sabem que os nervos s\u00e3o condutores de corrente el\u00e9trica. 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