{"id":4635,"date":"2019-10-04T12:05:02","date_gmt":"2019-10-04T15:05:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=4635"},"modified":"2021-06-19T16:47:17","modified_gmt":"2021-06-19T19:47:17","slug":"marcia-cristina-bernardes-barbosa-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2019\/10\/04\/marcia-cristina-bernardes-barbosa-1960\/","title":{"rendered":"M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa (1960~)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa, nascida em 14 de janeiro de 1960, \u00e9 professora e pesquisadora brasileira na \u00e1rea da F\u00edsica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Em relatos sobre sua vida antes de iniciar os estudos, desde cedo demonstrou afei\u00e7\u00e3o pela explica\u00e7\u00e3o de determinados fen\u00f4menos f\u00edsicos. Nas pr\u00f3prias palavras: \u201cEu me lembro de quando eu era crian\u00e7a, eu via meu pai, que era eletricista, consertando a corrente el\u00e9trica de casa, colocando um disjuntor\u2026; e eu ficava do lado dele, maravilhada com aquilo, e ele me explicava como \u00e9 que funcionava a eletricidade. Ent\u00e3o todas aquelas coisas que pareciam, para os outros, m\u00e1gicas, eu passava a compreender como funcionava. Eu sabia que essa era a vida que eu queria ter, compreender como funciona o mundo que me rodeia\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Estudou no Col\u00e9gio Estadual Marechal Rondon, em Canoas, RS, onde a convite do professor e diretor do col\u00e9gio, Eberhardt Frank, que pedira ajuda para criar um laborat\u00f3rio de ci\u00eancias, teve suas primeiras experi\u00eancias com a futura carreira de cientista. M\u00e1rcia estudava \u00e0 tarde e durante um ano trabalhou \u00e0 noite na montagem do laborat\u00f3rio, com os professores de Qu\u00edmica e de F\u00edsica. Relatou que a conviv\u00eancia foi muito rica. O professor de F\u00edsica, Milton Zaro, trazia problemas para ela resolver, desde a elabora\u00e7\u00e3o de um forno el\u00e9trico at\u00e9 um dispositivo de efeito fotoel\u00e9trico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Com estas experi\u00eancias, descobriu que a F\u00edsica era um campo de experimenta\u00e7\u00e3o, aventura e descoberta. Foi a\u00ed que resolveu que queria fazer F\u00edsica e ser cientista. Diz M\u00e1rcia que n\u00e3o se via seguindo profiss\u00f5es tradicionais, como Medicina ou E<\/span><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">ngenharia, como seus pais queriam, sendo que no come\u00e7o foi dif\u00edcil, mas com o tempo eles aceitaram sua decis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0M\u00e1rcia Barbosa adentrou o curso de F\u00edsica no Instituto de F\u00edsica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1978, sendo que, dos 80 alunos que entraram junto, apenas oito eram meninas. Na formatura em 1981, ela era a \u00fanica mulher, pois suas colegas desistiram ao longo do curso. Concluiu o mestrado em 1984 e doutorado em 1988, ambos sobre o estudo das anomalias da \u00e1gua, tamb\u00e9m pela UFRGS.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Em 1999, a Assembleia Geral da Uni\u00e3o Internacional de F\u00edsica Pura e Aplicada (<em>International Union of Pure and Applied Physics<\/em> \u2013 IUPAP), a qual M\u00e1rcia e outra cientista faziam parte de um restante do grupo de 98 homens, constituiu o Grupo de Trabalho de Mulheres na F\u00edsica, sendo como um dos representantes a pr\u00f3pria cientista. Este grupo trabalhou com o intuito de obter dados sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na F\u00edsica nos diversos n\u00edveis da carreira no mundo, identificar as barreiras que representam um empecilho para as mulheres na F\u00edsica e definir a\u00e7\u00f5es para reverter o problema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0M\u00e1rcia tem experi\u00eancia na \u00e1rea de F\u00edsica, com \u00eanfase em F\u00edsica da Mat\u00e9ria Condensada. Pelo estudo das anomalias da \u00e1gua, no qual prop\u00f4s uma explica\u00e7\u00e3o baseada em potenciais efetivos de duas escalas, ganhou o pr\u00eamio Loreal \u2013 Unesco de Mulheres nas Ci\u00eancias F\u00edsicas e o pr\u00eamio Claudia em Ci\u00eancia, ambos em 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Em paralelo, atua em quest\u00f5es de desigualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia, principalmente na F\u00edsica, pelo que ganhou a Medalha Nicholson da <em>American Physical Society<\/em>. Por sua atua\u00e7\u00e3o pela p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, ganhou o Pr\u00eamio Anisio Teixeira da CAPES em 2016, e, por seu trabalho em prol da ci\u00eancia, recebeu em 2018, da presid\u00eancia da rep\u00fablica, a Medalha do M\u00e9rito Cient\u00edfico como comendadora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Atualmente, M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa \u00e9 membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias e professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por: <\/strong>Bruno Belin Dal Santos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[1]. Curr\u00edculo Lattes. M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa. Dispon\u00edvel em:&lt;http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4781480T6&gt;. Data de acesso: 30\/09\/2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[2].\u00a0\u00a0\u00a0 Revista Pesquisa FAPESP. M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa: Mais espa\u00e7o para as mulheres. Dispon\u00edvel em:&lt;https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/09\/06\/marcia-cristina-bernardes-barbosa-mais-espaco-para-as-mulheres\/&gt;. Data de acesso: 30\/09\/2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">[3]. Acad\u00eamia Brasileira de Ci\u00eancias. M\u00c1RCIA CRISTINA BERNARDES BARBOSA. Dispon\u00edvel em:&lt;http:\/\/www.abc.org.br\/membro\/marcia-barbosa\/&gt;. Data de acesso: 30\/09\/2019.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa, nascida em 14 de janeiro de 1960, \u00e9 professora e pesquisadora brasileira na \u00e1rea da F\u00edsica. \u00a0 \u00a0Em relatos sobre sua vida antes de iniciar os estudos, desde cedo demonstrou afei\u00e7\u00e3o pela explica\u00e7\u00e3o de determinados fen\u00f4menos f\u00edsicos. 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