{"id":4470,"date":"2019-09-25T18:04:53","date_gmt":"2019-09-25T21:04:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=4470"},"modified":"2021-11-03T01:55:58","modified_gmt":"2021-11-03T04:55:58","slug":"resenha-de-lolita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2019\/09\/25\/resenha-de-lolita\/","title":{"rendered":"Resenha: Lolita"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor:\u00a0<\/strong>Vladmir Nabokov.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Ano de publica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>1955.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>G\u00eanero:\u00a0<\/strong>Romance.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><em>\u201cLolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. Lo-li-ta: a ponta da l\u00edngua toca em tr\u00eas pontos consecutivos do palato para encostar, ao tr\u00eas, nos dentes. Lo. Li. Ta.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><em>Ela era Lo, apenas Lo, pela manh\u00e3, um metro e quarenta e cinco de altura e um p\u00e9 de meia s\u00f3. Era Lola de cal\u00e7as compridas. Era Dolly na escola. Dolores na linha pontilhada. Mas nos meus bra\u00e7os sempre foi Lolita.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Aos olhos de algu\u00e9m que n\u00e3o conhece a hist\u00f3ria, as passagens iniciais do livro Lolita, do escritor russo Vladimir Nabokov, que acabaram de ser citadas, tratam-se de uma hist\u00f3ria de amor, daquelas sonhadas por qualquer pessoa que almeja encontrar sua alma g\u00eamea. E, de certa forma, realmente \u00e9. O problema reside no fato de que a pessoa apaixonada, isto \u00e9, o narrador, Humbert Humbert, \u00e9 um homem com mais de 40 anos de idade, ao mesmo tempo em que sua amada, a qual ele se refere como Lolita, possui 12 anos, ou seja, \u00e9 apenas uma crian\u00e7a.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Ao julgar pela forma como o protagonista declara seus sentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Lolita, o leitor pode acabar se encontrando em uma situa\u00e7\u00e3o, digamos, confusa, ou seja, pode acabar n\u00e3o compreendendo o porqu\u00ea algu\u00e9m com a idade de Humbert Humbert se declara de tal forma a uma crian\u00e7a. Essa incompreens\u00e3o \u00e9 totalmente compreens\u00edvel. Por\u00e9m, \u00e9 por este fato que a obra de Vladmir Nabokov \u00e9 considerada uma das mais importantes e influentes do s\u00e9culo XX. Nela, o protagonista descreve sua paix\u00e3o, ou melhor, obsess\u00e3o, por uma garota de 12 anos. Essa descri\u00e7\u00e3o \u00e9 feita totalmente a partir da perspectiva daquele, o que acaba levando, em alguns casos, mesmo que de maneira involunt\u00e1ria, \u00e0 como\u00e7\u00e3o, por parte do leitor, \u00e0s desaven\u00e7as e decep\u00e7\u00f5es \u201camorosas\u201d que o personagem acaba enfrentando no desenrolar da hist\u00f3ria. Isso se deve, principalmente, \u00e0 forma po\u00e9tica com a qual os fatos s\u00e3o narrados. Al\u00e9m disso, o que torna a hist\u00f3ria mais interessante \u00e9 que o protagonista admite, desde as p\u00e1ginas iniciais, sentir atra\u00e7\u00e3o por garotas entre 9 e 12 anos de idade, ou seja, admite ser ped\u00f3filo. E como se n\u00e3o bastasse, ele ainda argumenta a seu favor, apresentando acontecimentos do seu passado que possivelmente o levaram a ser quem \u00e9 no momento, como, por exemplo, a perda (morte) de um amor de inf\u00e2ncia.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O escritor, Vladmir, nasceu em uma fam\u00edlia nobre, em abril de 1899, na cidade de S\u00e3o Petersburgo. Sua fam\u00edlia fugiu para a Alemanha em 1919 por causa da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Estudou na <em>Trinity College<\/em>, Cambridge. Viveu, a princ\u00edpio, em Berlim (Alemanha) e nos Estados Unidos, onde lecionou disciplinas de Literatura Russa e Entomologia. Al\u00e9m disso, dominava tr\u00eas idiomas: russo, ingl\u00eas e franc\u00eas.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0O livro Lolita \u00e9 um livro cuja hist\u00f3ria foi muito bem escrita. E ao que da para perceber, n\u00e3o se trata inteiramente de um romance, mas tamb\u00e9m de uma trag\u00e9dia. Tendo em vista sua import\u00e2ncia, n\u00e3o s\u00f3 liter\u00e1ria, mas tamb\u00e9m por levantar quest\u00f5es \u00e9ticas, culturais e pol\u00edticas, recomendo fortemente a leitura dessa obra. Mas real\u00e7o antecipadamente que a leitura ir\u00e1, no m\u00ednimo, causar um certo desconforto durante sua leitura, principalmente nos momentos em que, ao estar envolto pela narrativa do protagonista, voc\u00ea se lembra de que Lolita, a garota pela qual ele \u00e9 obcecado, \u00e9 apenas uma crian\u00e7a.<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor da resenha:<\/strong> Felipe Leria Stefenon.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 12pt\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Autor:\u00a0Vladmir Nabokov. Ano de publica\u00e7\u00e3o:\u00a01955. G\u00eanero:\u00a0Romance. \u201cLolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. 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