{"id":352,"date":"2015-09-08T00:00:00","date_gmt":"2015-09-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2015\/09\/08\/relacao-entre-ciencia-e-genero\/"},"modified":"2019-06-11T11:10:55","modified_gmt":"2019-06-11T14:10:55","slug":"relacao-entre-ciencia-e-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2015\/09\/08\/relacao-entre-ciencia-e-genero\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o entre Ci\u00eancia e G\u00eanero"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"float: none;background-color: transparent;color: #333333;cursor: text;font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: left;text-decoration: none;text-indent: 0px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Onde est\u00e3o as mulheres na ci\u00eancia? Quando pensamos na hist\u00f3ria da ci\u00eancia, logo, percebemos o qu\u00e3o invis\u00edvel \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o e o reconhecimento das cientistas nos diversos campos das atividades cient\u00edficas. Por exemplo, voc\u00ea conhece alguma cientista que fez algo excepcional, ou mesmo consegue lembrar o nome de alguma cientista? Uma das exce\u00e7\u00f5es \u00e9 Marie Curie, que nos dias de hoje \u00e9 reconhecida, mas no per\u00edodo em que viveu encontrou diversas dificuldades ao tentar se fazer ser ouvida pela comunidade cient\u00edfica da \u00e9poca, pelo fato de ser mulher.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Marie Skloqowska Curie, nasceu no atual territ\u00f3rio da Pol\u00f4nia em 1867 e estudou qu\u00edmica e f\u00edsica na Fran\u00e7a, pois em seu per\u00edodo, as mulheres n\u00e3o podiam frequentar universidades dentro do Imp\u00e9rio Russo. Dedicou sua vida pesquisando radioatividade, descobrindo dois elementos qu\u00edmicos: o r\u00e1dio e o pol\u00f4nio. Recebeu dois pr\u00eamios Nobel. O primeiro de F\u00edsica, dividindo com seu marido Pierre Curie, pelas pesquisas sobre radia\u00e7\u00e3o, em 1903. O segundo em qu\u00edmica, no ano de 1911, pela descoberta do elemento r\u00e1dio.<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center\">\n<dl id=\"attachment_933\">\n<dt><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/petfisica\/files\/2015\/07\/imagem-I.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/petfisica\/files\/2015\/07\/imagem-I.jpg\" alt=\"Figura 1 - Marie Curie. Figura Livre.\" width=\"183\" height=\"218\" \/><\/a><\/span><\/dt>\n<dd><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Figura 1 &#8211; Marie Curie. Figura Livre.<\/span><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ela enfrentou as dificuldades impostas na \u00e9poca e mesmo assim, especialmente a cren\u00e7a corrente no per\u00edodo que mulheres n\u00e3o poderiam produzir conhecimento e conseguiu fazer ci\u00eancia, se tornando exemplo para outras mulheres ingressarem no universo cient\u00edfico. Uma destes casos foi sua filha, Ir\u00e8ne Joliot-Curie que trabalhou com o marido, Fr\u00e9d\u00e9ric Joliot, nos campos de estrutura do \u00e1tomo e da f\u00edsica nuclear, descobrindo a radioatividade artificial e comprovando a estrutura do n\u00eautron. Estudos esses que trouxeram mais um Pr\u00eamio Nobel para a fam\u00edlia Curie.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na contemporaneidade, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, ainda \u00e9 poss\u00edvel ver que as quest\u00f5es de g\u00eanero predominam sobre o mundo intelectual e cient\u00edfico. Podemos comparar o n\u00famero de mulheres na carreira acad\u00eamica, que \u00e9 infimamente menor que o n\u00famero de homens. Analisamos o distanciamento das mulheres da ci\u00eancia, ainda na inf\u00e2ncia, comparando a distin\u00e7\u00e3o que h\u00e1 nos brinquedos infantis \u2018para meninas\u2019 e \u2018para meninos\u2019. Ou seja, desde pequenas as mulheres s\u00e3o inseridas em campos simb\u00f3licos distantes, que mais tarde refletem tanto nas escolhas, quando no processo de aceita\u00e7\u00e3o pela fam\u00edlia e a pr\u00f3pria sociedade. Assim, n\u00e3o se trata apenas de superar os constrangimentos criados, mas de reinventar a atividade. A quest\u00e3o da objetividade da atividade se confunde com a postura em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 supera\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 V\u00e1rios intelectuais afirmam que a problema das mulheres na ci\u00eancia est\u00e1 no fato delas n\u00e3o serem t\u00e3o racionais quanto os homens. Porem, isso n\u00e3o \u00e9 uma predisposi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, onde a caracteriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica prevalece na personalidade e emocional do sujeito. Percebemos no coment\u00e1rio do Premio Nobel, Tim Hunt, que afirma: \u201ctr\u00eas coisas acontecem quando elas est\u00e3o no laborat\u00f3rio: Voc\u00ea se apaixona por elas, elas se apaixonam por voc\u00ea e, quando as criticamos, elas choram\u201d, a vis\u00e3o predominante sobre a mulher como um ser sens\u00edvel, sexual e fraco. Contudo, estudos de g\u00eanero desenvolvidos em v\u00e1rios campos v\u00eam compreendendo que estes aspectos s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es culturais, pois em geral, as meninas s\u00e3o educadas socialmente para serem assim.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por fim, retomando o exemplo de Marei Curie, que al\u00e9m das muitas dificuldades de apresentar seus resultados obtidos em suas pesquisas, teve ap\u00f3s a morte do marido, origens e a vida sexual contestada pela sociedade. A reflex\u00e3o que se faz \u00e9 quando a ci\u00eancia e o modo de aceitar as mulheres dentro da ci\u00eancia avan\u00e7ar\u00e3o em n\u00edveis iguais? As mulheres n\u00e3o t\u00eam que pedir permiss\u00e3o para dominar um laborat\u00f3rio e tomar a frente em pesquisas. Se as mulheres fazem ci\u00eancia, \u00e9 porque t\u00eam que fazer ci\u00eancia. No fim, grande parte dos homens tem medo de alterar as rela\u00e7\u00f5es sociais e suas formas de poder, sendo que preferem continuar a reprodu\u00e7\u00e3o deste pensamento de exclus\u00e3o feminina, pois sabem que estas podem produzir tanto quanto eles e sentem medo de perder seu lugar no mundo cient\u00edfico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><strong>Texto por:<\/strong> Alaine Gomes<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">MCGRAYNE, Sharon Bertsch. <strong>Mulheres que ganharam o pr\u00eamio Nobel em Ci\u00eancias<\/strong>. Ed. Marco Zero, 1995<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">PUGLIESE, Gabriel. <strong>Um sobrev\u00f4o no &#8220;Caso Marie Curie&#8221;: um experimento de antropologia, g\u00eanero e ci\u00eancia<\/strong>. Rev. Antropol., S\u00e3o Paulo , v. 50, n. 1, p. 347-385, June 2007 .<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">COSTA, Maria Concei\u00e7\u00e3o da. <strong>Ainda somos poucas: exclus\u00e3o e invisibilidade na ci\u00eancia<\/strong>. Cad. Pagu, Campinas , n. 27, p. 455-459, Dec. 2006<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">Fonte da imagem de destaque: Site Conex\u00e3o Planeta. Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/conexaoplaneta.com.br\/blog\/brasil-lidera-ranking-mundial-de-igualdade-de-genero-na-ciencia\/. Acesso em: 11\/06\/2019<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\"><a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2015\/12\/22\/maria-sklodowska-curie-1867-1934\/\">Clique aqui<\/a> para ler outra publica\u00e7\u00e3o sobre Marie Curie<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Onde est\u00e3o as mulheres na ci\u00eancia? Quando pensamos na hist\u00f3ria da ci\u00eancia, logo, percebemos o qu\u00e3o invis\u00edvel \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o e o reconhecimento das cientistas nos diversos campos das atividades cient\u00edficas. Por exemplo, voc\u00ea conhece alguma cientista que fez algo excepcional, ou mesmo consegue lembrar o nome de alguma cientista? 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