{"id":2867,"date":"2019-06-19T15:16:24","date_gmt":"2019-06-19T18:16:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=2867"},"modified":"2021-11-03T02:22:17","modified_gmt":"2021-11-03T05:22:17","slug":"resenha-de-o-processo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2019\/06\/19\/resenha-de-o-processo\/","title":{"rendered":"Resenha: O Processo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><hr \/>\n<p><span style=\"float: none;background-color: transparent;color: #333333;cursor: text;font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif;font-size: 16px;font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: left;text-decoration: none;text-indent: 0px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor:<\/strong> Franz Kafka.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Ano de Publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> 1925.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>G\u00eanero:<\/strong> Romance.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0\u201c<em>Algu\u00e9m certamente havia caluniado Josef K. pois uma manh\u00e3 ele foi detido sem ter feito mal algum.<\/em>\u201d Assim come\u00e7a um dos romances mais perturbadores e surpreendentes do s\u00e9culo XX, O Processo, de Franz Kafka.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Nele, Josef K., o protagonista, \u00e9 funcion\u00e1rio de um cargo elevado em um banco, e justamente no dia do seu trig\u00e9simo anivers\u00e1rio, acorda com dois oficiais de justi\u00e7a em seu quarto, os quais foram incumbidos de det\u00ea-lo. \u00c9 compreens\u00edvel quando K., diante da situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consegue entender o que se passa, ainda mais quando aqueles homens alegam n\u00e3o terem permiss\u00e3o para lhe contar o motivo de sua deten\u00e7\u00e3o. Completamente confuso, K. exige que os oficiais o coloquem em contato com seus superiores, para que a situa\u00e7\u00e3o possa ser esclarecida, At\u00e9 porque ele tinha certeza de que havia cometido nenhum delito. K., que mora em uma pens\u00e3o, \u00e9 ent\u00e3o encaminhado ao quarto de sua vizinha, que no momento estava ausente, para se encontrar com o superior. A esperan\u00e7a dele \u00e9 que tudo isso tivesse sido um mal entendido e que, com uma conversa r\u00e1pida, tudo pudesse ser esclarecido. Por\u00e9m, o que ocorre \u00e9 que o superior tamb\u00e9m n\u00e3o lhe conta o que est\u00e1 acontecendo e apenas diz para K. ficar atento a aguardar o telefonema do tribunal para que ele se apresente para sua primeira audi\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Apesar de detido, K. \u00e9 mantido em liberdade e leva sua vida \u201cnormalmente\u201d, com a \u00fanica diferen\u00e7a de que agora ele possui esse fardo a mais, que \u00e9 um processo o qual ele n\u00e3o sabe nem ao menos do que se trata. Esse processo leva Josef a enfrentar audi\u00eancias em lugares muitas vezes apertados, velhos, sufocantes, com o p\u00e9-direito da constru\u00e7\u00e3o t\u00e3o baixo que as pessoas precisam ficar curvadas. Al\u00e9m disso, durante o desenrolar do processo, K. percebe que todos a sua volta possuem algum tipo de liga\u00e7\u00e3o com o tribunal, inclusive os funcion\u00e1rios do banco onde ele trabalha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Essa \u00e9 uma hist\u00f3ria visivelmente claustrof\u00f3bica, n\u00e3o s\u00f3 para o personagem, mas tamb\u00e9m para o leitor. Nela, acreditasse que Kafka vai al\u00e9m da mera cr\u00edtica \u00e0 burocracia que assola o sistema judici\u00e1rio. Por isso, diferentes pensadores atribuem diferentes interpreta\u00e7\u00f5es a essa obra, como, por exemplo, a de que o processo \u00e9 a busca, muitas vezes frustrada, pelo nosso subconsciente na esperan\u00e7a de podermos compreender nossos pr\u00f3prios processos interiores. Ou de que o processo pode at\u00e9 ser encarado como a pr\u00f3pria vida, na qual muitos n\u00e3o sabem (ou n\u00e3o entendem) o real motivo de sua exist\u00eancia, e que, em raz\u00e3o de passarem por situa\u00e7\u00f5es desesperadoras, dia ap\u00f3s dia, a \u00fanica coisa que almejam, \u00e9 o fim desse processo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\">\u00a0 \u00a0Seja o que for, uma coisa \u00e9 certa: as obras de Kafka s\u00e3o como portas, que n\u00f3s n\u00e3o s\u00f3 queremos, mas precisamos adentrar por elas. E por isso ficamos incessantemente querendo abri-las, e, quando finalmente conseguimos, elas abrem <em>para dentro<\/em>. Ou seja, est\u00e1vamos o tempo todo dentro daquilo que quer\u00edamos alcan\u00e7ar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: times new roman,times,serif;font-size: 12pt\"><strong>Autor da resenha:<\/strong> Felipe Leria Stefenon.<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Autor: Franz Kafka. Ano de Publica\u00e7\u00e3o: 1925. 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