{"id":17283,"date":"2026-09-21T10:51:37","date_gmt":"2026-09-21T13:51:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=17283"},"modified":"2026-09-21T10:51:37","modified_gmt":"2026-09-21T13:51:37","slug":"katalin-kariko","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2026\/09\/21\/katalin-kariko\/","title":{"rendered":"Katalin Karik\u00f3"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\" id=\"wpb-content-root\"><p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 \u00a0Katalin Karik\u00f3 nasceu em 1955, na Hungria. Cresceu em uma pequena vila rural sem \u00e1gua encanada nem televis\u00e3o, mas manifestou interesse precoce pela ci\u00eancia. Graduou-se em biologia em 1978 e, em 1982, concluiu seu doutorado em bioqu\u00edmica pela Universidade de Szeged. Atualmente, ela \u00e9 uma renomada bioqu\u00edmica, reconhecida por suas pesquisas pioneiras no desenvolvimento de terapias baseadas em RNA. Sua carreira foi intensamente dedicada ao estudo do RNA mensageiro (mRNA), o que motivou sua mudan\u00e7a para os Estados Unidos, em 1985, para trabalhar como pesquisadora na Universidade de Temple e, posteriormente, na Universidade da Pensilv\u00e2nia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 O grande marco de sua carreira \u00e9 a descoberta e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico envolvendo modifica\u00e7\u00f5es nas bases de nucleos\u00eddeos do mRNA. A inven\u00e7\u00e3o surgiu do desafio de utilizar o mRNA sint\u00e9tico no organismo, visto que a mol\u00e9cula original provocava respostas imunes inflamat\u00f3rias prejudiciais e at\u00e9 fatais em testes com animais. Trabalhando em conjunto com o imunologista Drew Weissman, Karik\u00f3 descobriu que a modifica\u00e7\u00e3o dessas bases bloqueava rea\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias indesejadas e, ao mesmo tempo, aumentava a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas desejadas. Essa tecnologia, patenteada pela dupla em 2005, permite que o sistema imunol\u00f3gico seja direcionado de forma segura contra pat\u00f3genos espec\u00edficos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 \u00a0Recentemente, a pesquisa de Karik\u00f3 e Weissman alcan\u00e7ou um impacto global extraordin\u00e1rio durante a pandemia de COVID-19, que durou de 2020 a 2023. Com base no sequenciamento gen\u00e9tico do v\u00edrus, a plataforma de mRNA modificado permitiu o desenho e o desenvolvimento extremamente r\u00e1pido das vacinas contra a doen\u00e7a. Esse avan\u00e7o biotecnol\u00f3gico salvou a vida de milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo, demonstrando enorme efic\u00e1cia na preven\u00e7\u00e3o de quadros graves e hospitaliza\u00e7\u00f5es. Por viabilizarem essa prote\u00e7\u00e3o em escala global, Karik\u00f3 e Weissman receberam o Pr\u00eamio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 \u00a0A viabiliza\u00e7\u00e3o desses imunizantes e a transforma\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia b\u00e1sica em medicina aplicada n\u00e3o seriam poss\u00edveis sem o envolvimento da ind\u00fastria. Karik\u00f3 e Weissman fundaram inicialmente a RNARx para tentar comercializar o RNA n\u00e3o imunog\u00eanico e, depois, licenciaram a tecnologia para empresas como BioNTech e Moderna. Em 2013, Karik\u00f3 assumiu o cargo de vice-presidente s\u00eanior na empresa biofarmac\u00eautica BioNTech para coordenar ativamente o desenvolvimento do mRNA. Essa uni\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico com o setor industrial superou as antigas dificuldades de apoio financeiro na academia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 \u00a0Para al\u00e9m dos laborat\u00f3rios e pr\u00eamios, Katalin Karik\u00f3 possui uma hist\u00f3ria de vida constru\u00edda sobre a resili\u00eancia e o foco no impacto humano. Como imigrante, precisou costurar o pouco dinheiro que conseguiu \u2014 oriundo da venda de seu carro no mercado clandestino \u2014 no urso de pel\u00facia de sua filha pequena para conseguir deixar seu pa\u00eds durante o regime comunista h\u00fangaro. Longe da vaidade acad\u00eamica, ela afirmou sentir-se mais realizada ao ver idosos de uma casa de repouso sobreviverem \u00e0 COVID-19 gra\u00e7as \u00e0 vacina do que ao receber pr\u00eamios. Karik\u00f3 espera que seu Nobel inspire outras mulheres, imigrantes e cientistas a perseverarem em suas jornadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 \u00a0A trajet\u00f3ria da cientista, no entanto, foi exaustiva e marcada por duras rejei\u00e7\u00f5es. O artigo fundamental sobre sua descoberta foi rejeitado por revistas cient\u00edficas de prest\u00edgio em 2005, com a justificativa de n\u00e3o ser &#8220;inovador&#8221;. Ela lutou continuamente para obter financiamento para pesquisas e, em 2013, chegou a ser rebaixada e for\u00e7ada a se aposentar de sua posi\u00e7\u00e3o na Universidade da Pensilv\u00e2nia, sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o possu\u00eda a &#8220;qualidade&#8221; exigida para compor o corpo docente. Apesar de ter sido for\u00e7ada a esvaziar sua mesa, Karik\u00f3 reconheceu, ap\u00f3s receber o Nobel, que os percal\u00e7os e as pessoas que dificultaram sua vida a tornaram mais resiliente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">\u00a0 \u00a0Em suma, Katalin Karik\u00f3 representa a face de uma ci\u00eancia revolucion\u00e1ria que s\u00f3 triunfou gra\u00e7as a uma teimosia inabal\u00e1vel. A sua perseveran\u00e7a, em um per\u00edodo em que a pr\u00f3pria comunidade acad\u00eamica a menosprezava, transformou a medicina moderna. A sua descoberta em torno da mol\u00e9cula de mRNA hoje vai al\u00e9m da pandemia, pavimentando estudos futuros sobre outras doen\u00e7as infecciosas e novos tratamentos contra o c\u00e2ncer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">Autor: Juan Rattes de Brito<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">REFER\u00caNCIAIS:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">[1] Nobel Prize. KATALIN KARIK\u00d3. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.nobelprize.org\/stories\/women-who-changed-science\/katalin-kariko\/.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">[2] National Geographic Brasil. Quem \u00e9 Katalin Karik\u00f3&#8230; Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/ciencia\/2023\/10\/quem-e-katalin-kariko-a-historia-por-tras-da-vencedora-do-premio-nobel-de-medicina-de-2023.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">[3] PubMed Central. From rejection to the Nobel Prize: Karik\u00f3 and Weissman&#8217;s pioneering work on mRNA vaccines&#8230; Dispon\u00edvel em: https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC10663363\/.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">[4] Britannica. Katalin Karik\u00f3. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.britannica.com\/biography\/Katalin-Kariko.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: &#039;times new roman&#039;, times, serif\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Katalin Karik\u00f3 nasceu em 1955, na Hungria. Cresceu em uma pequena vila rural sem \u00e1gua encanada nem televis\u00e3o, mas manifestou interesse precoce pela ci\u00eancia. Graduou-se em biologia em 1978 e, em 1982, concluiu seu doutorado em bioqu\u00edmica pela Universidade de Szeged. 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