{"id":16669,"date":"2026-02-24T22:38:59","date_gmt":"2026-02-25T01:38:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=16669"},"modified":"2026-02-24T22:40:44","modified_gmt":"2026-02-25T01:40:44","slug":"emilie-du-chatelet-1706-1749-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2026\/02\/24\/emilie-du-chatelet-1706-1749-2\/","title":{"rendered":"\u00c9milie du Ch\u00e2telet (1706 &#8211; 1749)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Nascida em 17 de dezembro de 1706, em Paris, no cora\u00e7\u00e3o da aristocracia francesa, Gabrielle-\u00c9milie Le Tonnelier de Breteuil cresceu cercada por diplomatas, fil\u00f3sofos e militares. \u00c9milie era filha de Gabrielle Anne de Froulay \u2014 mulher de sangue nobre, respons\u00e1vel por administrar a casa e organizar a vida social e moral da fam\u00edlia \u2014 fun\u00e7\u00e3o tradicionalmente atribu\u00edda \u00e0s damas da alta sociedade. J\u00e1 seu pai, Louis Nicolas Le Tonnelier de Breteuil, ocupava um dos cargos de maior prest\u00edgio e de elevada confian\u00e7a pol\u00edtica: o de introdutor dos embaixadores<sup>1<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0na corte de Lu\u00eds XIV [1].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0\u00c9milie era a \u00fanica filha entre cinco irm\u00e3os homens. N\u00e3o era a primog\u00eanita nem a ca\u00e7ula, embora muitas vezes assumisse esse \u00faltimo papel. Seus irm\u00e3os, como era de se esperar no contexto do s\u00e9culo XVIII, foram preparados para carreiras militares, diplom\u00e1ticas e administrativas \u2014 cargos que n\u00e3o eram concedidos \u00e0s jovens francesas, educadas quase exclusivamente para o matrim\u00f4nio e para a boa etiqueta. \u00c9milie, contudo, n\u00e3o se restringiu a esse destino. Incentivada pelo pai, que reconheceu nela talentos inatos, passou a estudar latim, grego, italiano, alem\u00e3o \u2014 e, sobretudo, matem\u00e1tica [1].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Ainda que \u00c9milie tenha trilhado um percurso formativo distinto do padr\u00e3o imposto \u00e0s damas de sua \u00e9poca, houve um aspecto em que n\u00e3o p\u00f4de divergir: o casamento. Aos dezoito anos \u2014 idade considerada adequada para o matrim\u00f4nio \u2014, \u00c9milie casou-se com Florent-Claude du Ch\u00e2telet-Lomont, passando a ser designada socialmente como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Madame la marquise du Ch\u00e2telet<sup>2<\/sup><\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">; entre os mais pr\u00f3ximos, era simplesmente chamada de \u00c9milie du Ch\u00e2telet. A uni\u00e3o foi firmada por meio de negocia\u00e7\u00e3o entre as fam\u00edlias, que possu\u00edam posi\u00e7\u00e3o social equivalente e estavam interessadas em consolidar alian\u00e7as, preservar o patrim\u00f4nio e ampliar suas redes de influ\u00eancia na corte. Esse enlace n\u00e3o levou em conta qualquer afinidade intelectual ou afetiva entre ambos [1].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Logo ap\u00f3s os primeiros anos de casamento, nasceram seus tr\u00eas filhos: Fran\u00e7oise Gabrielle Pauline du Ch\u00e2telet, Louis Marie Florent du Ch\u00e2telet e Victor-Esprit du Ch\u00e2telet. Com o aumento da fam\u00edlia, coube a \u00c9milie administrar a resid\u00eancia e supervisionar a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, j\u00e1 que o esposo, no posto de oficial do ex\u00e9rcito, raramente permanecia em casa, passando, assim, longos per\u00edodos em campanhas ou em miss\u00f5es a servi\u00e7o da Coroa. Desse modo, embora mantivessem uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, funcional e socialmente adequada, a dist\u00e2ncia e as circunst\u00e2ncias n\u00e3o favoreciam a constru\u00e7\u00e3o de uma intimidade conjugal mais profunda, tampouco o desenvolvimento de uma paix\u00e3o genu\u00edna [1, 2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Essa aus\u00eancia do marido, contudo, n\u00e3o lhe foi de mal a pior; ao contr\u00e1rio, abriu-lhe espa\u00e7o e conferiu-lhe autonomia para retomar seus estudos e ampliar sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, especialmente em matem\u00e1tica, \u00e1rea em que contou com a orienta\u00e7\u00e3o de matem\u00e1ticos de destaque, entre eles Pierre-Louis Moreau de Maupertuis e Alexis Clairaut, aprofundando-se no c\u00e1lculo diferencial e integral, na mec\u00e2nica cl\u00e1ssica e na f\u00edsica matem\u00e1tica [1, 2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Foi dessa maneira que \u00c9milie du Ch\u00e2telet passou a circular pelos sal\u00f5es da Academia de Ci\u00eancias de Paris, onde se reuniam os maiores matem\u00e1ticos e fil\u00f3sofos de seu tempo. Imagine a cena:\u00a0 atravessar portas imensas e pesadas, que davam acesso a amplos sal\u00f5es iluminados por velas, sentar-se ao redor de mesas extensas cobertas por manuscritos redigidos com pena e tinta, enquanto vozes acaloradas ecoavam pelo recinto. Nem mesmo um cen\u00e1rio t\u00e3o hostil como esse foi capaz de intimid\u00e1-la; pelo contr\u00e1rio, serviu-lhe de est\u00edmulo para participar ativamente de um dos debates cient\u00edficos mais proeminentes de sua \u00e9poca, que buscava definir qual grandeza deveria ser associada ao movimento dos corpos [2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Trata-se de uma controv\u00e9rsia que j\u00e1 vinha sendo discutida desde o s\u00e9culo XVII, quando <\/span><a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2017\/03\/07\/gottfried-wilhelm-leibniz-1890-1971\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Gottfried Wilhelm Leibniz<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> prop\u00f4s que essa grandeza seria proporcional a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">mv\u00b2\u00a0 \u2014 <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">sendo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">m <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">a massa e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">v<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> a velocidade do corpo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u2014<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, denominada por ele de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">vis viva<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> \u2014 do latim, \u201cfor\u00e7a viva\u201d \u2014, em contraste com a formula\u00e7\u00e3o de <\/span><a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/05\/15\/cientista-da-semana-isaac-newton-1642-1727\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Isaac Newton<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que defendia a quantidade de movimento proporcional a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">mv<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Naquele per\u00edodo, Newton venceu a batalha, mas ainda estava longe de vencer a guerra, que ganhou um novo cap\u00edtulo em 1728, quando resultados experimentais obtidos por Willem \u2019s Gravesande<sup>3<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0ofereceram respaldo emp\u00edrico \u00e0 tese leibniziana, reacendendo embates por toda a Europa [2].\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Inserida nesse ambiente de tens\u00e3o intelectual, \u00c9milie posicionou-se a favor da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">vis viva<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, decis\u00e3o que a levou a enfrentar severas cr\u00edticas por parte de opositores na Academia \u2014 ambiente no qual jamais foi admitida como membro oficial, condi\u00e7\u00e3o reservada apenas a homens eruditos, brancos e ricos. Ainda assim, obteve uma rara permiss\u00e3o para frequentar e participar das sess\u00f5es, pois fazia parte da aristocracia, era inteligente e possu\u00eda, sobretudo, amigos influentes. Dentre esses amigos estava Voltaire, de quem \u00c9milie se aproximou em 1733 e manteve um relacionamento amoroso [2, 3].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Desde o in\u00edcio, o marido de \u00c9milie du Ch\u00e2telet estava ciente do envolvimento de sua esposa com Voltaire. Ele n\u00e3o se intrometia, tampouco demonstrava oposi\u00e7\u00e3o \u2014 assim como ele pr\u00f3prio mantinha suas aventuras amorosas, algo relativamente comum na elite francesa da \u00e9poca [3].\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0\u00c0 medida que os anos avan\u00e7avam, a dedica\u00e7\u00e3o de \u00c9milie tornava-se ainda mais intensa; praticamente n\u00e3o descansava, passava horas lendo e revisando demonstra\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas, impulsionada pelo desejo de esclarecer a controv\u00e9rsia acerca da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">vis viva<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> [1, 4]. Essa rotina de estudos culminou, em 1740, na publica\u00e7\u00e3o da obra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Institutions de Physique<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, na qual \u00c9milie apresenta suas an\u00e1lises sobre o experimento de Willem \u2019s Gravesande e exp\u00f5e argumentos cient\u00edficos que refor\u00e7am a validade da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">vis viva<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> como grandeza proporcional a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">mv\u00b2<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Embora esse resultado ainda estivesse incompleto \u00e0 \u00e9poca, o livro foi decisivo para o amadurecimento do conceito que, mais tarde, conduziria \u00e0 formula\u00e7\u00e3o da grandeza correta: a energia cin\u00e9tica. Al\u00e9m disso, na mesma obra, \u00c9milie sistematizou e explicou os fundamentos te\u00f3ricos e o formalismo matem\u00e1tico da gravita\u00e7\u00e3o universal de Newton, teoria que tamb\u00e9m era alvo de resist\u00eancia entre os franceses que defendiam o cartesianismo<sup>4<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\"> [2, 4].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Todavia, o feito mais not\u00e1vel de toda a sua carreira ainda estava por vir: a tradu\u00e7\u00e3o comentada da obra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Philosophi\u00e6 Naturalis Principia Mathematica <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">de Isaac Newton. \u00c9milie verteu o texto do latim para o franc\u00eas e acrescentou coment\u00e1rios, esclarecimentos matem\u00e1ticos e notas explicativas, o que tornou a obra acess\u00edvel ao p\u00fablico erudito franc\u00eas em 1749. Essa tradu\u00e7\u00e3o, conclu\u00edda pouco antes de sua morte, foi fundamental para consolidar e difundir o newtonianismo na Fran\u00e7a, contribuindo para sua plena aceita\u00e7\u00e3o no meio cient\u00edfico. Al\u00e9m disso, a edi\u00e7\u00e3o por ela preparada permaneceu, por d\u00e9cadas, como livro-base na Academia de Ci\u00eancias de Paris [3, 4].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0\u00c9milie du Ch\u00e2telet morreu em 10 de setembro de 1749, aos 42 anos, em Lun\u00e9ville, atual comuna<sup>5<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0na Fran\u00e7a, poucos dias ap\u00f3s o nascimento de sua quarta filha, Stanislas-Ad\u00e9la\u00efde du Ch\u00e2telet. A causa mais prov\u00e1vel de sua morte foi febre puerperal \u2014 infec\u00e7\u00e3o p\u00f3s-parto comum e letal no s\u00e9culo XVIII. O pai da crian\u00e7a era Jean-Fran\u00e7ois de Saint-Lambert, poeta com quem \u00c9milie mantinha um envolvimento entre 1748 e 1749 [2, 4].\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0\u00c0quela altura, Voltaire, que fora seu companheiro por muitos anos, j\u00e1 n\u00e3o mantinha com ela uma rela\u00e7\u00e3o conjugal desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1740, embora o v\u00ednculo intelectual e a amizade entre ambos persistissem. Ap\u00f3s sua morte, Voltaire registrou, em cartas, a dor que o acometeu, chegando a afirmar que havia perdido <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u201ca metade de si mesmo\u201d <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">[3, 4]. Apesar do luto, ele permaneceu atuante na Academia de Ci\u00eancias de Paris, onde continuou a difundir os trabalhos dela e a reconhecer publicamente a relev\u00e2ncia de \u00c9milie du Ch\u00e2telet para a ci\u00eancia [4].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><b><i>Autora: <\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400\">Cassandra Trentin.<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><b><i>Refer\u00eancias:<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[1] HAGAN, N. M. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">La dame d\u2019esprit: a biography of the Marquise du Ch\u00e2telet<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. New York: Alfred A. Knopf, 1957.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[2] ZINSSER, J. P. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Emilie du Ch\u00e2telet: daring genius of the Enlightenment<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. New York: Viking, 2006.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[3] BODANIS, D. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Passionate minds: Emilie du Ch\u00e2telet, Voltaire, and the great love affair of the Enlightenment<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. New York: Crown Publishers, 2006.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[4] REILLY, J.; RYAN, T. B. C. (org.). <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">The Bloomsbury handbook of \u00c9milie Du Ch\u00e2telet<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. London: Bloomsbury Academic, 2023.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 14px\"><sup>1. <\/sup><span style=\"font-weight: 400\">Cargo respons\u00e1vel por receber e apresentar \u00e0 corte os representantes oficiais das demais monarquias europeias \u2014 homens enviados para negociar alian\u00e7as, tratados e interesses pol\u00edticos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 14px\"><sup>2.\u00a0<\/sup><span style=\"font-weight: 400\"> Em franc\u00eas no original: Senhora marquesa du Ch\u00e2telet.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><sup>3. <\/sup>Observou, em experimentos com esferas met\u00e1licas lan\u00e7adas verticalmente de diferentes alturas sobre superf\u00edcies de argila e areia, que a profundidade da deforma\u00e7\u00e3o produzida na colis\u00e3o era proporcional ao quadrado da velocidade de impacto dos corpos.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 14px\"><sup>4. <\/sup>Corrente filos\u00f3fico-cient\u00edfica associada a Ren\u00e9 Descartes. Esse fil\u00f3sofo havia proposto um universo mecanicista baseado em v\u00f3rtices de mat\u00e9ria, segundo o qual os fen\u00f4menos f\u00edsicos deveriam ser explicados por contato direto entre corpos. Nesse contexto, a concep\u00e7\u00e3o newtoniana de uma for\u00e7a gravitacional atuando \u00e0 dist\u00e2ncia \u2014 sem a media\u00e7\u00e3o de um meio material vis\u00edvel \u2014 parecia, para muitos intelectuais franceses, obscura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 14px\"><sup>5. <\/sup>Menor divis\u00e3o administrativa da Fran\u00e7a, equivalente ao munic\u00edpio no Brasil.<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Nascida em 17 de dezembro de 1706, em Paris, no cora\u00e7\u00e3o da aristocracia francesa, Gabrielle-\u00c9milie Le Tonnelier de Breteuil cresceu cercada por diplomatas, fil\u00f3sofos e militares. \u00c9milie era filha de Gabrielle Anne de Froulay \u2014 mulher de sangue nobre, respons\u00e1vel por administrar a casa e organizar a vida social e moral da fam\u00edlia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":550,"featured_media":16672,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[15],"tags":[1411,1463,299],"class_list":["post-16669","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cientista-da-semana","tag-cassandra-trentin","tag-cientista-2026","tag-mulher-cientista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/550"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16669"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16669\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16674,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16669\/revisions\/16674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16672"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}