{"id":16500,"date":"2026-01-31T21:48:14","date_gmt":"2026-02-01T00:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=16500"},"modified":"2026-02-23T23:00:12","modified_gmt":"2026-02-24T02:00:12","slug":"a-ciencia-do-vinho-da-videira-a-taca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2026\/01\/31\/a-ciencia-do-vinho-da-videira-a-taca\/","title":{"rendered":"A Ci\u00eancia do Vinho: Da Videira \u00e0 Ta\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0O vinho n\u00e3o \u00e9 apenas uma bebida; \u00e9 um registro do lugar de onde vem \u2014 do tipo de solo, do manejo da videira, do clima, do tempo de colheita e das decis\u00f5es humanas que orientam a transforma\u00e7\u00e3o da uva em vinho. Antes mesmo do primeiro gole, ele j\u00e1 comunica sua proced\u00eancia por meio do aroma, da cor e da textura, antecipando, na ta\u00e7a, a identidade do territ\u00f3rio que o originou [1].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0O vinho figura entre as bebidas de maior consumo e prest\u00edgio em escala global. N\u00e3o se sabe ao certo quando, onde ou em que circunst\u00e2ncias ocorreu sua descoberta; sabe-se, contudo, que sua hist\u00f3ria antecede a escrita [1]. Evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas indicam que o vinho j\u00e1 era confeccionado por volta de 7000 a.C., em sociedades agr\u00edcolas do Neol\u00edtico, especialmente nas regi\u00f5es do C\u00e1ucaso \u2014 atual Ge\u00f3rgia, Arm\u00eania e Azerbaij\u00e3o. Essa constata\u00e7\u00e3o baseia-se em estudos atuais que identificaram jarros e recipientes cer\u00e2micos contendo res\u00edduos v\u00ednicos, os quais indicam que a transforma\u00e7\u00e3o do suco de uva em uma bebida capaz de alterar os sentidos ocorreu de forma natural e foi observada empiricamente por essas civiliza\u00e7\u00f5es antigas. A inexist\u00eancia de explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a produ\u00e7\u00e3o do vinho favoreceu a consolida\u00e7\u00e3o de mitos, cren\u00e7as e simbolismos ao longo do tempo [1, 2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Na Gr\u00e9cia Antiga, por exemplo, havia um deus espec\u00edfico do vinho: Dion\u00edsio. Sob sua tutela, o vinho legitimava a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria das normas sociais e a libera\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es. Durante as celebra\u00e7\u00f5es gregas, o excesso, o transe e a perda moment\u00e2nea do autocontrole racional eram compreendidos como portas de acesso para outras esferas espirituais [2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Por outro lado, durante a Idade M\u00e9dia, al\u00e9m de seu valor simb\u00f3lico, o vinho passou a desempenhar uma fun\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica [2]. Em um contexto de precariedade sanit\u00e1ria e de conhecimentos m\u00e9dicos limitados, o vinho passou a ser consumido como um \u201ct\u00f4nico milagroso\u201d, frequentemente combinado a ervas e especiarias, sob a cren\u00e7a de que fortalecia o organismo, auxiliava a digest\u00e3o e mitigava enfermidades. De forma indireta, a mortalidade diminuiu, uma vez que a popula\u00e7\u00e3o reduziu o consumo de \u00e1gua contaminada, amenizando, assim, a exposi\u00e7\u00e3o a infec\u00e7\u00f5es e intoxica\u00e7\u00f5es h\u00eddricas [2, 3]. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, em 1866, o qu\u00edmico Louis Pasteur fez a seguinte afirma\u00e7\u00e3o: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u201co vinho \u00e9 a mais saud\u00e1vel e higi\u00eanica das bebidas\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> [3].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 <span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0O vinho, assim como uma boa reputa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se forma \u00e0s pressas; sua confec\u00e7\u00e3o resulta de uma sequ\u00eancia de processos f\u00edsico-qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos que <\/span><\/span><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">se inicia no <\/span><span style=\"font-weight: 400\">vinhedo<sup>1<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">. O manejo da videira ao longo do ciclo vegetativo determina a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da uva a ser colhida [2, 3]. A poda regula o crescimento da planta e a carga de frutos, controlando a produtividade e a qualidade da uva. Com menor n\u00famero de cachos, cada uva recebe maior incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o solar e maior aporte de a\u00e7\u00facares produzidos pela fotoss\u00edntese<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, que se acumulam na polpa. Paralelamente, a acidez varia em fun\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o celular e do metabolismo do fruto, estabelecendo um balan\u00e7o qu\u00edmico determinante para as etapas subsequentes do processo [1, 3].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 Nesse contexto, a casca da uva assume papel central na produ\u00e7\u00e3o do vinho. \u00c9 nela que se concentram os compostos fen\u00f3licos<sup>3<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, respons\u00e1veis pela cor e por parte expressiva do aroma e do car\u00e1ter gustativo do vinho [3]. Tamb\u00e9m \u00e9 na superf\u00edcie da casca que se encontram as leveduras<sup>4<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, cuja principal fonte de alimento \u00e9 o a\u00e7\u00facar presente na polpa da uva. Quando essa separa\u00e7\u00e3o \u00e9 rompida \u2014 por esmagamento ou prensagem \u2014, tem in\u00edcio a fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica<sup>5<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">: as leveduras passam a metabolizar a glicose e a frutose do mosto<sup>6<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\"> e, em condi\u00e7\u00f5es anaer\u00f3bias<sup>7<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, convertem esses a\u00e7\u00facares em etanol e di\u00f3xido de carbono [2, 3]. O \u00e1lcool produzido \u00e9 liberado pelas c\u00e9lulas e incorporado ao suco da uva. A concentra\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica passa, ent\u00e3o, a depender do teor inicial de a\u00e7\u00facares e da efici\u00eancia metab\u00f3lica das leveduras [3].<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 Encerrada a fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, o mosto \u00e9 separado das cascas e das sementes das uvas, por prensagem e trasfega, originando o vinho propriamente dito. A partir desse momento, iniciam-se transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas lentas e estruturantes \u2014 como rea\u00e7\u00f5es de esterifica\u00e7\u00e3o, polimeriza\u00e7\u00e3o de compostos fen\u00f3licos e processos de oxida\u00e7\u00e3o controlada \u2014 que n\u00e3o introduzem novos constituintes ao vinho, mas organizam os j\u00e1 presentes. Essa etapa corresponde \u00e0 matura\u00e7\u00e3o<sup>8<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\"> do vinho [1, 4].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 O encadeamento descrito corresponde a um modelo geral de vinifica\u00e7\u00e3o<sup>9<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, mas n\u00e3o define, por si s\u00f3, o resultado final do produto. Cada vinho resulta de uma condu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, determinada por decis\u00f5es tomadas antes e durante a fermenta\u00e7\u00e3o [2, 4]. Nos vinhos tintos secos, por exemplo, a fermenta\u00e7\u00e3o prossegue at\u00e9 a convers\u00e3o quase total dos a\u00e7\u00facares em \u00e1lcool, com contato prolongado entre o mosto e as cascas, fator respons\u00e1vel pela percep\u00e7\u00e3o de acidez e amargor do vinho. Nos tintos doces, a fermenta\u00e7\u00e3o \u00e9 interrompida antes do consumo completo dos a\u00e7\u00facares pelas leveduras, o que \u00e9 suficiente para que a sensa\u00e7\u00e3o de do\u00e7ura seja predominante no paladar [3, 4].<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 Nos vinhos brancos, o princ\u00edpio bioqu\u00edmico \u00e9 o mesmo, mas o procedimento se diferencia principalmente pelo tempo reduzido \u2014 ou inexistente \u2014 de contato do mosto com as cascas da uva. Como resultado, os compostos fen\u00f3licos n\u00e3o s\u00e3o extra\u00eddos, o que impede a transfer\u00eancia de pigmentos para o mosto. Dessa forma, a colora\u00e7\u00e3o permanece clara e a estrutura gustativa \u00e9 pouco<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0t\u00e2nica<sup>10<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, com baixa adstring\u00eancia<sup>11<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, caracter\u00edstica comum tanto a vinhos brancos secos quanto a doces. A sensa\u00e7\u00e3o de amargor ou aspereza na boca, frequentemente associada a esses vinhos, decorre da predomin\u00e2ncia da acidez, e n\u00e3o da presen\u00e7a de taninos, como ocorre nos vinhos tintos [4, 5].<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 Conclu\u00edda a vinifica\u00e7\u00e3o, os vinhos s\u00e3o transferidos para recipientes fechados, geralmente de vidro ou madeira, e armazenados em ambientes com baixa incid\u00eancia de luz, temperatura est\u00e1vel e umidade controlada, como adegas, por\u00f5es ou cavernas [1, 5]. Mantido em condi\u00e7\u00f5es adequadas, o vinho evolui de forma lenta, n\u00e3o com o objetivo de intensificar sabores, mas de preservar o equil\u00edbrio qu\u00edmico alcan\u00e7ado, evitando degrada\u00e7\u00f5es que podem conduzir \u00e0 <\/span><span style=\"font-weight: 400\">acetifica\u00e7\u00e3o<sup>12<\/sup><\/span><span style=\"font-weight: 400\"> [4, 5].\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\">\u00a0 Dessa forma, o vinho encontra-se em condi\u00e7\u00f5es ideais para ser servido e consumido e, quando finalmente chega \u00e0 ta\u00e7a, est\u00e1 pronto para ser apreciado, revelando frescor e leveza a cada gole [5].<br \/>\n[5].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><b><i>Autora:<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400\"> Cassandra Trentin.<\/span><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><b><i>Refer\u00eancias:<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">[1] GOODE, J. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">The Science of Wine: From Vine to Glass<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. 2. ed. London: Mitchell Beazley, 2005.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">[2] JACKSON, R. S. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Wine Science: Principles and Applications<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. 4. ed. San Diego: Academic Press, 2014.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">[3] PASTEUR, L. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9tudes sur le vin<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Paris: Gauthier-Villars, 1866.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">[4] MCDONALD, P. E.; MCDONALD, S. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Ancient Wine: The Search for the Origins of Viniculture<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Princeton: Princeton University Press, 2013.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 16px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><span style=\"font-weight: 400\">[5] UNWIN, T. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Wine and the Vine: An Historical Geography of Viticulture and the Wine Trade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. London: Routledge, 1996.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>1.\u00a0<\/sup><span style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c1rea agr\u00edcola destinada ao cultivo de videiras (plantas que produzem a uva).<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>2.\u00a0<\/sup><span style=\"font-weight: 400\">Processo pelo qual as plantas convertem energia luminosa em energia qu\u00edmica a partir de CO\u2082 e \u00e1gua.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 13px;font-family: 'times new roman', times, serif\"><sup>3. <\/sup>Grupo de mol\u00e9culas org\u00e2nicas presentes principalmente nas cascas, sementes e enga\u00e7os da uva, como taninos, antocianinas e flavonoides.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>4.\u00a0<\/sup>Fungos unicelulares.<br \/>\n<sup>5.\u00a0<\/sup>Processo metab\u00f3lico anaer\u00f3bio no qual leveduras convertem a\u00e7\u00facares em etanol e di\u00f3xido de carbono.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>6.\u00a0<\/sup>Suco da uva que cont\u00e9m a\u00e7\u00facares, \u00e1cidos e outros compostos que ser\u00e3o fermentados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>7.\u00a0<\/sup><span style=\"font-weight: 400\">Condi\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 aus\u00eancia ou disponibilidade muito limitada de oxig\u00eanio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>8.\u00a0<\/sup>Fase de desenvolvimento da uva na videira em que ocorre o ac\u00famulo de a\u00e7\u00facares e a modifica\u00e7\u00e3o da acidez e dos compostos fen\u00f3licos, determinando sua aptid\u00e3o para a colheita.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 13px\"><sup>9.\u00a0<\/sup><span style=\"font-weight: 400\">Processo de transforma\u00e7\u00e3o da uva em vinho.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 14px\"><sup>10. Caracter\u00edstica relacionada \u00e0 quantidade de taninos presentes no vinho e \u00e0 intensidade da adstring\u00eancia percebida na boca.<\/sup><br \/>\n<sup>11. Sensa\u00e7\u00e3o t\u00e1til de secura e aspereza na boca, causada pela intera\u00e7\u00e3o de taninos com as prote\u00ednas da saliva.<\/sup>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 14px\"><sup>12. Processo de degrada\u00e7\u00e3o do vinho no qual o etanol \u00e9 oxidado a \u00e1cido ac\u00e9tico (vinagre) pela a\u00e7\u00e3o de microrganismos, resultando em aumento de acidez vol\u00e1til.<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 16px\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0O vinho n\u00e3o \u00e9 apenas uma bebida; \u00e9 um registro do lugar de onde vem \u2014 do tipo de solo, do manejo da videira, do clima, do tempo de colheita e das decis\u00f5es humanas que orientam a transforma\u00e7\u00e3o da uva em vinho. Antes mesmo do primeiro gole, ele j\u00e1 comunica sua proced\u00eancia por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":841,"featured_media":16523,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4],"tags":[1466,1411,1110,965],"class_list":["post-16500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-blog-2026","tag-cassandra-trentin","tag-curiosidade","tag-curiosidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/841"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16500"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16539,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16500\/revisions\/16539"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16523"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}