{"id":16260,"date":"2025-11-03T18:23:56","date_gmt":"2025-11-03T21:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=16260"},"modified":"2026-02-24T14:11:59","modified_gmt":"2026-02-24T17:11:59","slug":"doces-ou-travessuras-a-historia-do-halloween","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2025\/11\/03\/doces-ou-travessuras-a-historia-do-halloween\/","title":{"rendered":"Doces ou Travessuras? A Hist\u00f3ria do Halloween"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0O Halloween \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o t\u00edpica de pa\u00edses de origem anglo-sax\u00f4nica, como o Reino Unido, a Irlanda, a Austr\u00e1lia e os Estados Unidos. \u00c9 ineg\u00e1vel a fama que este \u00faltimo pa\u00eds conquistou mundialmente ao longo dos anos ao se transformar em um verdadeiro cen\u00e1rio tem\u00e1tico. L\u00e1, casas, ruas e com\u00e9rcios exibem decora\u00e7\u00f5es arrepiantes, criando o clima perfeito para o grande dia: 31 de outubro. Nesse dia, milh\u00f5es de crian\u00e7as vestem as mais diversas fantasias \u2014 desde criaturas assustadoras como vampiros, zumbis, fantasmas e lobisomens, at\u00e9 personagens de contos de fadas, as bruxas \u2014 e saem \u00e0s ruas. A tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 bater de porta em porta, dizendo a famosa frase: &#8220;Doces ou Travessuras?&#8221;, em busca da recompensa mais valiosa: os doces [1].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Al\u00e9m disso, a maneira como os Estados Unidos retratam o Halloween em produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e liter\u00e1rias contribuiu para difundir a ideia de que sua origem estaria ligada \u00e0 Am\u00e9rica do Norte. Mas n\u00e3o se enganem! Como diz o velho ditado popular, \u201cnem tudo o que parece \u00e9\u201d. A verdade \u00e9 que o ber\u00e7o dessa celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais antigo: trata-se de uma festividade de origem celta [2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Para esse povo ancestral, o ano novo n\u00e3o come\u00e7ava em janeiro, mas sim no Samhain, celebrado na noite de 31 de outubro [2]. A cren\u00e7a central era que a barreira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos se tornava t\u00eanue. Acreditava-se que os esp\u00edritos dos falecidos retornavam \u00e0 Terra para visitar suas fam\u00edlias, e que seres m\u00e1gicos e at\u00e9 malignos tamb\u00e9m podiam transitar entre os reinos. Era um momento de honrar os ancestrais, mas tamb\u00e9m de se proteger de entidades indesejadas. Para isso fogueiras eram acesas para guiar os esp\u00edritos bons e afastar os maus [1, 2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Esse festival marcava o fim da colheita e o in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o escura e fria, e \u00e9 justamente nessa transi\u00e7\u00e3o que surgem as cores que remetem ao Halloween [2]. O preto, por exemplo, representa o fim do ver\u00e3o, a escurid\u00e3o do inverno que se aproxima, a morte e o mist\u00e9rio da noite de Samhain [1, 2]. J\u00e1 o laranja, em contraste vibrante com o preto, simboliza a colheita farta do outono, o calor das fogueiras, e a pr\u00f3pria vitalidade da vida e da terra. \u00c9 a cor da abund\u00e2ncia e da esperan\u00e7a em meio \u00e0 escurid\u00e3o [2, 3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Ao longo dos anos, a Igreja Cat\u00f3lica expandiu sua influ\u00eancia pela Europa, buscando ressignificar e suprimir as celebra\u00e7\u00f5es pag\u00e3s como o Samhain. Foi assim que o termo Halloween ganhou vida, vindo da express\u00e3o em ingl\u00eas &#8220;All Hallow\u2019s Eve&#8221;, que significa &#8220;V\u00e9spera de Todos os Santos&#8221;. Isso porque a comemora\u00e7\u00e3o acontece um dia antes do Dia de Todos os Santos, celebrado em 1\u00ba de novembro. E dessa forma, a celebra\u00e7\u00e3o que antes era pag\u00e3 passou a ser a v\u00e9spera de uma festa religiosa [2, 3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0No entanto, essa cristianiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o eliminou totalmente as ra\u00edzes m\u00edsticas e as associa\u00e7\u00f5es com o mundo sobrenatural. Pelo contr\u00e1rio, com o tempo, a Igreja e a sociedade da Idade M\u00e9dia passaram a associar essas pr\u00e1ticas antigas a figuras consideradas malignas: as bruxas. Esse per\u00edodo foi marcado pela terr\u00edvel e injusta ca\u00e7a \u00e0s bruxas, em que mulheres que possu\u00edam conhecimentos de medicina natural, parteiras e conhecedoras de ervas \u2014 muitas vezes figuras s\u00e1bias e respeitadas em suas comunidades \u2014 foram brutalmente perseguidas, acusadas de pactos demon\u00edacos e, infelizmente, queimadas vivas em fogueiras. Por essa heran\u00e7a hist\u00f3rica t\u00e3o dolorosa e pela persist\u00eancia do elo entre o sobrenatural do Samhain e a imagem demon\u00edaca da bruxa, em muitos pa\u00edses \u2014 principalmente nos Estados Unidos \u2014, o Halloween \u00e9 popularmente conhecido como Dia das Bruxas [3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Mas como sabemos, n\u00e3o s\u00e3o as bruxas as protagonistas do Halloween, e sim uma ab\u00f3bora esculpida e iluminada, carinhosamente chamada de Jack-o&#8217;-Lantern. Sua hist\u00f3ria vem de uma antiga lenda irlandesa sobre um trapaceiro chamado Stingy Jack [3, 4]. A lenda conta que Jack conseguiu enganar o Diabo algumas vezes. Como resultado, quando morreu, foi recusado tanto no c\u00e9u quanto no inferno. Condenado a vagar pela escurid\u00e3o eterna, o Diabo, em um \u00faltimo ato de esc\u00e1rnio, jogou-lhe uma brasa do inferno, que Jack colocou dentro de um nabo oco para iluminar seu caminho solit\u00e1rio [4]. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Quando os imigrantes irlandeses levaram essa lenda e o costume de esculpir vegetais para a Am\u00e9rica do Norte, eles descobriram que as ab\u00f3boras eram muito mais abundantes, f\u00e1ceis de esculpir e, convenhamos, muito mais imponentes do que os nabos ou batatas que usavam na Irlanda. Assim, a ab\u00f3bora rapidamente se tornou o &#8220;vegetal&#8221; preferido para criar as famosas Jack-o&#8217;-Lanterns [2, 4]. Originalmente, essas lanternas eram colocadas nas janelas ou portas das casas para afastar esp\u00edritos malignos e outras entidades sobrenaturais na noite de Halloween, servindo como um guardi\u00e3o luminoso contra as amea\u00e7as do mundo espiritual [1, 4]. Hoje, ela \u00e9 o centro das decora\u00e7\u00f5es e representa a face divertida e um pouco assustadora da festa. Mas a verdade \u00e9 que, al\u00e9m da ic\u00f4nica ab\u00f3bora, s\u00e3o as cores vibrantes e uma galeria de personagens assustadores que, juntos, teceram \u2013 e continuam a tecer \u2013 a atmosfera misteriosa e inesquec\u00edvel do Halloween [4].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><strong>Autora:<\/strong> Cassandra Trentin.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">Refer\u00eancias: <\/span><\/strong><br \/>\n<span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[1] LEANDRO, F. R. S. Halloween e D\u00eda de los Muertos: um passeio multicultural entre ab\u00f3boras e caveiras no Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o do Amazonas \u2013 Campus Manacapuru. In: TEIXEIRA, W. B.; HEUFEMANN, F. M. C.; FERREIRA, C. J. (org.). Ensinando Espanhol no Amazonas: experimentando, integrando e resistindo. Manaus: EDUA, 2021. p. 123-127.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[2] COSTA, C. M. Halloween do Saci: proposta para o resgate do folclore brasileiro. 2021. Trabalho de Gradua\u00e7\u00e3o (Tecnologia em Eventos) \u2013 Faculdade de Tecnologia de Jundia\u00ed \u201cDeputado Ary Fossen\u201d, Centro Estadual de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica Paula Souza, Jundia\u00ed, 2021.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[3] DIAS, B. V. K.; CABREIRA, R. H. U. A imagem da bruxa: da antiguidade hist\u00f3rica \u00e0s representa\u00e7\u00f5es f\u00edlmicas contempor\u00e2neas. Ilha do Desterro, Florian\u00f3polis, v. 72, n. 1, p. 175-196, 2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[4] NASCIMENTO, M. E. De monstros a met\u00e1foras: o papel dos personagens assustadores no Halloween. Revista Transversal, S\u00e3o Paulo, v. 19, n. 1, p. 99-102, jan.\/jun. 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-size: 16px\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0O Halloween \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o t\u00edpica de pa\u00edses de origem anglo-sax\u00f4nica, como o Reino Unido, a Irlanda, a Austr\u00e1lia e os Estados Unidos. \u00c9 ineg\u00e1vel a fama que este \u00faltimo pa\u00eds conquistou mundialmente ao longo dos anos ao se transformar em um verdadeiro cen\u00e1rio tem\u00e1tico. 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