{"id":16177,"date":"2025-10-18T14:49:19","date_gmt":"2025-10-18T17:49:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=16177"},"modified":"2025-11-04T22:19:57","modified_gmt":"2025-11-05T01:19:57","slug":"o-idiota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2025\/10\/18\/o-idiota\/","title":{"rendered":"O Idiota"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">Autor: Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">Ano de publica\u00e7\u00e3o: 1867.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">G\u00eanero: Romance.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">Resenha:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Dostoi\u00e9vski sempre criticou a Igreja Cat\u00f3lica; ainda assim, era profundamente religioso. Em suas obras, inspirava-se na figura de Cristo para dar vida a seus personagens. Por exemplo, sua pureza em ver o lado bom das pessoas e capacidade de perdoar s\u00e3o tra\u00e7os marcantes do Pr\u00edncipe Li\u00e9v Nikol\u00e1ievitch M\u00edchkin. Na trama, por\u00e9m, a alta sociedade de S\u00e3o Petersburgo n\u00e3o compreende tamanha pureza, ridiculariza sua falta de ambi\u00e7\u00e3o e o apelida de \u201cIdiota\u201d \u2013 dando o nome \u00e0 obra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Mas n\u00e3o se engane, leitor: embora zombassem de sua imagem, a alta sociedade russa se regozijava com a presen\u00e7a de M\u00edchkin em suas festividades. Talvez fosse justamente sua inoc\u00eancia que levava as pessoas a se abrirem e depositarem nele sua confian\u00e7a. Diferentemente dos outros nobres, M\u00edchkin n\u00e3o queria lograr fama ou riqueza mediante as pessoas com quem conversava; queria apenas conversar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0No decorrer das p\u00e1ginas, conhecemos gradualmente a hist\u00f3ria de M\u00edchkin. \u00d3rf\u00e3o desde cedo, foi levado \u00e0 Su\u00ed\u00e7a, onde passou parte da vida em tratamento para crises de epilepsia. Com a morte de seu benfeitor, retornou \u00e0 R\u00fassia em busca de uma parente distante. Ao chegar em S\u00e3o Petersburgo, mesmo sem sequer um teto para morar, conheceu herdeiros, magnatas, a tal parente<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">\u2014\u00a0 uma princesa \u2014 e a Nastasya Filippovna \u2014 considerada por muitos a mulher mais linda da R\u00fassia.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Nastasya era controladora. Seu pr\u00f3prio benfeitor, em um ato de desespero, ofereceu um dote exuberante por sua m\u00e3o apenas para ver-se livre dela. Tal como uma cortes\u00e3 da \u00e9poca, Nastasya envolvia-se com todos os seus pretendentes; fazia-os ficar loucamente apaixonados. O jovem pr\u00edncipe, no entanto, foi uma esp\u00e9cie de exce\u00e7\u00e3o: apaixonou-se por compaix\u00e3o. No fim, Nastasya rejeitou-o para ficar com um amigo dele. Perdendo-a, M\u00edchkin viveu sua primeira desilus\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Tempos depois, a sociedade russa n\u00e3o apenas integrou, mas acolheu M\u00edchkin como um dos seus. Afinal, ele herdara uma grande fortuna de um tio distante. Essa ascens\u00e3o social permitiu-lhe apaixonar-se por Aglaia Iv\u00e1novna: jovem, meiga, bela, imaculada e filha de sua parente. No entanto, seu envolvimento com Nastasya Fil\u00edppovna ainda o assombrava, lan\u00e7ando sombras sobre o novo amor. Assim, M\u00edchkin viveu sua segunda desilus\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Essas s\u00e3o as principais tramas do romance \u2014 em si, at\u00e9 banais. No entanto, a verdadeira riqueza da obra est\u00e1 nos di\u00e1logos e nos debates entre os personagens; alguns refletem a pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida de Dostoi\u00e9vski. Naturalmente, essas conversas carregam intensa carga emocional e filos\u00f3fica. Um dos momentos mais marcantes ocorre quando M\u00edchkin narra a hist\u00f3ria de um condenado que tem sua senten\u00e7a revogada minutos antes da execu\u00e7\u00e3o \u2014 experi\u00eancia vivida pelo pr\u00f3prio Dostoi\u00e9vski. Cada sentimento, seja de ang\u00fastia ou de desola\u00e7\u00e3o, que sentia em cada passo foi contado de forma v\u00edvida e profunda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Em suma, trata-se de uma obra sem igual, escrita por um autor igualmente singular. Todos deveriam ter a experi\u00eancia de ler O Idiota. \u00c9 uma leitura verdadeiramente enriquecedora: pol\u00edtica, filosofia, drama e, em certa medida, a pr\u00f3pria psique humana se entrela\u00e7am em cada p\u00e1gina. A parte mais dif\u00edcil \u00e9 chegar ao final e ainda acreditar que h\u00e1 esperan\u00e7a para a humanidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><b>Autor da resenha: Gabriel Mufatto.<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Autor: Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski. Ano de publica\u00e7\u00e3o: 1867. G\u00eanero: Romance. Resenha: \u00a0 \u00a0Dostoi\u00e9vski sempre criticou a Igreja Cat\u00f3lica; ainda assim, era profundamente religioso. 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