{"id":16133,"date":"2025-09-30T15:33:26","date_gmt":"2025-09-30T18:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=16133"},"modified":"2025-10-06T12:43:33","modified_gmt":"2025-10-06T15:43:33","slug":"oswaldo-cruz-1872-1917","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2025\/09\/30\/oswaldo-cruz-1872-1917\/","title":{"rendered":"Oswaldo Cruz (1872 &#8211; 1917)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Oswaldo Gon\u00e7alves Cruz nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Paraitinga, cidade do estado de S\u00e3o Paulo, em 5 de agosto de 1872. Filho do renomado m\u00e9dico Bento Gon\u00e7alves Cruz e de Am\u00e1lia Bulh\u00f5es. Aos 5 anos, em 1877, mudou-se com sua fam\u00edlia para a cidade do Rio de Janeiro, a capital do Brasil na \u00e9poca. L\u00e1 estudou no Col\u00e9gio Laure, no Col\u00e9gio S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara e no Externato Dom Pedro II. Seu pai possu\u00eda uma cl\u00ednica m\u00e9dica na cidade que trazia o sustento \u00e0 fam\u00edlia. Seguindo os passos do pai, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1886, com apenas 14 anos [2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Durante sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, Oswaldo demonstrou grande interesse pela microbiologia. Isso o levou \u00e0 sua tese de doutoramento, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA vehicula\u00e7\u00e3o microbiana pelas \u00e1guas.\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, obtendo o seu grau de doutor em 8 de novembro de 1892, no mesmo dia em que seu pai faleceu. Seu grande interesse na sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o o levou a abrir um pequeno laborat\u00f3rio no por\u00e3o de sua casa, por\u00e9m, a perda de seu pai o for\u00e7ou a parar seus estudos por cerca de dois anos [1].\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Ap\u00f3s esse tempo afastado, a convite de seu amigo Egydio Salles Guerra, trabalhou na polit\u00e9cnica do Rio de Janeiro como chefe da montagem de laborat\u00f3rios cl\u00ednicos. Ele tamb\u00e9m estudou durante alguns anos em renomadas institui\u00e7\u00f5es francesas, como o Instituto Pasteur. Seus estudos o capacitaram para melhor exercer a fun\u00e7\u00e3o de chefia na polit\u00e9cnica do Rio de Janeiro, al\u00e9m de gradu\u00e1-lo com um dos mais not\u00f3rios m\u00e9dicos do Brasil da \u00e9poca [1-3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Em 1894, a regi\u00e3o do Vale da Para\u00edba foi atingida por uma epidemia de c\u00f3lera, foi criado ent\u00e3o o Instituto Sanit\u00e1rio Federal para resolver uma discord\u00e2ncia m\u00e9dica da \u00e9poca, afinal muitos deles acreditavam que era apenas uma crise de disenteria n\u00e3o contagiosa. O diretor do Instituto, Francisco Farjado, convidou Oswaldo Cruz e Eduardo Chapot-Pr\u00e9vost, outro renomado m\u00e9dico e cientista brasileiro da \u00e9poca, para analisar o problema. Ap\u00f3s coletar e analisar diversas amostras, ambos conclu\u00edram<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">que havia a presen\u00e7a do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Vibrio cholerae<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, o agente causador da c\u00f3lera [2].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0J\u00e1 em 1899, novamente Oswaldo foi chamado para analisar outro surto epid\u00eamico, desta vez de peste bub\u00f4nica que havia atingido a cidade de Santos, no estado de S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s an\u00e1lises,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">ele atestou a presen\u00e7a real da doen\u00e7a, levando as autoridades da \u00e9poca ao combate da peste. Em busca de um soro antipestoso para facilitar o combate a essa doen\u00e7a, duas importantes institui\u00e7\u00f5es foram criadas: o Instituto Butant\u00e3, na cidade de S\u00e3o Paulo, e o Instituto Soroter\u00e1pico Federal, no Rio de Janeiro. J\u00e1 em 1900, foram criadas as primeiras doses de soro antipestoso e dois anos ap\u00f3s isso, Oswaldo Cruz tornou-se<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">diretor do Instituto Soroter\u00e1pico Federal [2].\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0No ano de 1903, Oswaldo foi convidado a assumir o posto mais importante de sua vida inteira, o da Diretoria-Geral da Sa\u00fade P\u00fablica (DGSP), o equivalente da \u00e9poca ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade atual. Seu principal desafio era combater os constantes surtos de peste bub\u00f4nica, febre amarela e var\u00edola na cidade do Rio. Suas principais a\u00e7\u00f5es no cargo para o combate da peste e da febre amarela eram eliminar os vetores de propaga\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as, os ratos e mosquitos, criando brigadas sanitaristas. No entanto, ao combater a var\u00edola, Oswaldo acabou por tomar a decis\u00e3o mais controversa de sua vida, afinal a \u00fanica forma de combater a var\u00edola era com a vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. A proposta de Oswaldo se tornou controversa, pois se decidiu pela vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria [3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0A falta de informa\u00e7\u00e3o das pessoas da \u00e9poca e a forma truculenta e for\u00e7ada com que foi realizada a gest\u00e3o sanit\u00e1ria, levaram \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a se revoltar contra o car\u00e1ter obrigat\u00f3rio da vacina\u00e7\u00e3o. Somente no ano de 1904, 87 mil pessoas foram vacinadas contra a var\u00edola, por\u00e9m, no dia 10 de novembro de 1904 as coisas sa\u00edram dos trilhos, revoltas iniciadas pela popula\u00e7\u00e3o contra a vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria levaram a atos de vandalismo, confrontos com a pol\u00edcia e at\u00e9 mesmo na morte de algumas pessoas, somente 13 dias ap\u00f3s o in\u00edcio da revolta a situa\u00e7\u00e3o se normalizou e o car\u00e1ter obrigat\u00f3rio da vacina foi suspenso [1,2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0Oswaldo continuou na ger\u00eancia da DGSP at\u00e9 1909, quando decidiu priorizar o Instituto Oswaldo Cruz, antigo Instituto Soroter\u00e1pico Federal (renomeado em 1908). Ele foi homenageado em 1907 no Congresso Internacional de Higiene da<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Democracia. Seus in\u00fameros trabalhos na \u00e1rea da sa\u00fade garantiram diversos avan\u00e7os para o sanitarismo no Brasil. Em 1915, decidiu se afastar de suas responsabilidades no Instituto por quest\u00f5es de sa\u00fade pessoal. Esses problemas, a nefrite (doen\u00e7a renal) que o afligia, ocasionaram sua morte em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos [2].<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">Autor: Juan Rattes de Brito<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400;font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">Refer\u00eancias:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[1] TAVARES, Aline. <\/span><b>Amigo de Vital Brasil e defensor da vacina\u00e7\u00e3o: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Oswaldo Cruz, um dos pais da sa\u00fade p\u00fablica brasileira<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Portal do Butantan. Dispon\u00edvel em: https:\/\/butantan.gov.br\/noticias\/amigo-de-vital-brazil-e-defensor-da-vacinacao-conheca-a-historia-de-oswaldo-cruz-um-dos-pais-da-saude-publica-brasileira. Acesso em: 20 set. 2025.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[2] SILVA, Daniel Neves. <\/span><b>Oswaldo Cruz<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Mundo Educa\u00e7\u00e3o. Dispon\u00edvel em: https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/historiadobrasil\/oswaldo-cruz.htm. Acesso em: 20 set. 2025.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><span style=\"font-weight: 400\">[3] Revista da Vacina. <\/span><b>Oswaldo Cruz<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.ccms.saude.gov.br\/revolta\/personas\/cruz.html. Acesso em: 20 set. 2025.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Oswaldo Gon\u00e7alves Cruz nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Paraitinga, cidade do estado de S\u00e3o Paulo, em 5 de agosto de 1872. Filho do renomado m\u00e9dico Bento Gon\u00e7alves Cruz e de Am\u00e1lia Bulh\u00f5es. 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