{"id":14852,"date":"2024-11-22T08:35:43","date_gmt":"2024-11-22T11:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=14852"},"modified":"2024-11-15T13:37:16","modified_gmt":"2024-11-15T16:37:16","slug":"joseph-john-thomson-1856-1940","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2024\/11\/22\/joseph-john-thomson-1856-1940\/","title":{"rendered":"Joseph John Thomson (1856 \u2013 1940)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #333333\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Em 18 de dezembro de 1856, nos sub\u00farbios de Manchester, Inglaterra, nasceu Joseph John Thomson, mais tarde conhecido como J.J. Thomson. Filho de um vendedor de livros, Thomson cresceu em contato com diversas obras; como consequ\u00eancia, n\u00e3o tardou para se tornar um leitor \u00e1vido e um aluno exemplar. Portanto, n\u00e3o foi espanto quando, aos 14 anos, ingressou na <em>Owens College <\/em>(atual Universidade de <em>Manchester<\/em>) que, ant\u00f4nimo da maioria das faculdades da \u00e9poca, ofertava disciplinas de f\u00edsica experimental [1,2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Aos 19 anos, ap\u00f3s completar o curso de engenharia na <em>Owens College<\/em>, Thomson recebeu uma bolsa de estudos em matem\u00e1tica no Trinity College, em Cambridge. Mesmo ap\u00f3s terminar sua gradua\u00e7\u00e3o em 1880, ele continuou estudando em Cambridge, no Laborat\u00f3rio Cavendish; 5 anos mais tarde, al\u00e9m de ser outorgada uma c\u00e1tedra neste laborat\u00f3rio em seu nome, foi eleito membro da Royal Society. Esse reconhecimento adveio de seus trabalhos no campo do eletromagnetismo, em especial, na formula\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/05\/15\/1321\/\">James Clerk Maxwell <\/a>[1,2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Nos anos que se sucederam, J.J. Thomson construiu uma carreira s\u00f3lida e conquistou prest\u00edgio entre os cientistas, sendo considerado especialista na teoria eletromagn\u00e9tica. No entanto, foi apenas em 1896, ap\u00f3s um conjunto de palestras na Am\u00e9rica do Norte (EUA), que teve o maior <em>insight<\/em> de sua vida: comprovou que os raios cat\u00f3dicos s\u00e3o part\u00edculas carregadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Em 1858, o matem\u00e1tico e f\u00edsico Julius Pl\u00fccker relatou pela primeira vez esse fen\u00f4meno (raios cat\u00f3dicos): quando na presen\u00e7a de uma diferen\u00e7a de potencial suficientemente alta, uma radia\u00e7\u00e3o \u00e9 emitida do c\u00e1todo (polo negativo) em dire\u00e7\u00e3o ao \u00e2nodo (polo positivo) em um tubo de Crookes. Apesar de conhecerem o fen\u00f4meno, a comunidade cient\u00edfica da \u00e9poca se polarizou quanto \u00e0 explica\u00e7\u00e3o. Alguns cientistas, como <a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2016\/09\/28\/heinrich-hertz-1857-1894\/\">Heinrich Hertz<\/a>, acreditavam que esses raios eram uma perturba\u00e7\u00e3o no \u00e9ter lumin\u00edfero, um meio invis\u00edvel e onipresente pelo qual os cientistas acreditavam que a luz e outras formas de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica se propagava. Assim, Hertz acreditava que a radia\u00e7\u00e3o emitida no experimento era uma forma de luz [3,4].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Por outro lado, haviam os que acreditavam que essa radia\u00e7\u00e3o era composta de corp\u00fasculos eletricamente ativos (o equivalente atual as part\u00edculas carregadas). O pr\u00f3prio J.J. Thomson, que acreditava nessa explica\u00e7\u00e3o, realizou uma s\u00e9rie de experimentos para comprov\u00e1-la. O mais famoso deles, que utilizava duas placas met\u00e1licas paralelas para gerar um campo el\u00e9trico perpendicular ao movimento dos raios, mostrou que os mesmos (raios cat\u00f3dicos) eram defletidos (mudavam a dire\u00e7\u00e3o de movimento) ao interagir com o campo. Outros experimentos, tamb\u00e9m realizados por Thomson, utilizando campos magn\u00e9ticos demonstraram que, de fato, esses raios eram compostos por part\u00edculas dotadas de cargas el\u00e9tricas negativas (atualmente nomeadas de el\u00e9trons). Consequentemente, a teoria do \u00e9ter lumin\u00edfero perdeu prest\u00edgio no meio acad\u00eamico, uma vez que n\u00e3o conseguia explicar esses resultados: a teoria n\u00e3o admitia que esse meio (\u00e9ter) fosse perturbado por campos el\u00e9tricos ou magn\u00e9ticos externos [3,4].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Apesar da resist\u00eancia em aceitar a explica\u00e7\u00e3o corpuscular, a comunidade cient\u00edfica reconheceu que todos os trabalhos realizados sobre o tema conduziam, inevitavelmente, a essa interpreta\u00e7\u00e3o. Apesar de n\u00e3o ter sido pioneiro e t\u00e3o pouco o \u00fanico a realizar experimento sobre o tema, Thomson foi o primeiro a mensurar tanto a velocidade dessas part\u00edculas quanto a raz\u00e3o de sua carga por massa [3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Em virtude dessas descobertas, em 1906, J.J. Thomson foi laureado com o pr\u00eamio <a href=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2018\/04\/06\/premio-nobel-em-fisica-1906\/\">Nobel de F\u00edsica<\/a>. Tr\u00eas anos mais tarde, foi nomeado presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica para o Avan\u00e7o da Ci\u00eancia; e em 1912 recebeu a Ordem do M\u00e9rito. Nos anos que se seguiram, continuou trabalhando em seu laborat\u00f3rio em Cambridge, estudando e desenvolvendo equipamentos e t\u00e9cnicas para estudar a estrutura da mat\u00e9ria. Em 1940, Thomson veio a falecer, deixando um legado imensur\u00e1vel para a f\u00edsica e ci\u00eancia [1,2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><strong>Autor: <\/strong>Gabriel Vinicius Mufatto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[1] J.J. Thomson. British physicist. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/biography\/J-J-Thomson\">https:\/\/www.britannica.com\/biography\/J-J-Thomson<\/a>. Acesso em: 4 nov. 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[2] J.J. Thomson. The Nobel Prize. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/physics\/1906\/thomson\/biographical\/\">https:\/\/www.nobelprize.org\/prizes\/physics\/1906\/thomson\/biographical\/<\/a>. Acesso em: 4 nob. 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[3] Tha\u00eds Cyrino de Mello FORATO, T, C. M.; <em>Et al<\/em>. <strong>Debates, contextos e lacunas no desenvolvimento coletivo da teoria sobre. <\/strong>Caderno Brasileiro de Ensino de F\u00edsica, v. 38, n. 3, p. 1619-1649, dez. 2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">[4] Silva, L, C. M.; Santos, W, M. S. Dias, P, M. C.; <strong>A carga espec\u00edfica do el\u00e9tron. Um enfoque hist\u00f3rico e experimental<\/strong>. Revista Brasileira de Ensino de Fsica, v. 33, n. 1, 1601. 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #333333\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0 \u00a0Em 18 de dezembro de 1856, nos sub\u00farbios de Manchester, Inglaterra, nasceu Joseph John Thomson, mais tarde conhecido como J.J. Thomson. Filho de um vendedor de livros, Thomson cresceu em contato com diversas obras; como consequ\u00eancia, n\u00e3o tardou para se tornar um leitor \u00e1vido e um aluno exemplar. 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