{"id":14761,"date":"2024-10-19T12:00:12","date_gmt":"2024-10-19T15:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/?p=14761"},"modified":"2024-10-19T10:45:24","modified_gmt":"2024-10-19T13:45:24","slug":"outubro-rosa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfisica\/2024\/10\/19\/outubro-rosa-2\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0O c\u00e2ncer de mama \u00e9 uma das doen\u00e7as mais temidas pelas mulheres, e esta preocupa\u00e7\u00e3o existe h\u00e1 mil\u00eanios. A evid\u00eancia mais antiga sobre a doen\u00e7a remonta ao Egito Antigo, por volta de 1700 a.C., quando m\u00e9dicos eg\u00edpcios registraram tumores nas mamas em papiros m\u00e9dicos, como o de Edwin Smith. Naquela \u00e9poca, os tratamentos eram limitados e o progn\u00f3stico frequentemente pessimista. Foi somente no s\u00e9culo XX, com o avan\u00e7o da medicina e o surgimento de novas tecnologias, que o c\u00e2ncer de mama passou a ser amplamente discutido e tratado como um problema de sa\u00fade p\u00fablica (TEIXEIRA, 2007).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0No \u00faltimo s\u00e9culo, a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de mama tem ganhado for\u00e7a em todo o mundo. Um marco importante foi o movimento \u201cOutubro Rosa\u201d, que surgiu nos Estados Unidos na d\u00e9cada de 1990. Iniciado por organiza\u00e7\u00f5es como a Funda\u00e7\u00e3o Susan G. Komen, a mobiliza\u00e7\u00e3o promoveu campanhas para arrecadar fundos, apoiar pacientes vulner\u00e1veis e incentivar a detec\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a. Eventos como corridas e caminhadas, intitulados &#8220;Mais do que Rosa&#8221;, mobilizam participantes a usarem camisetas e fitas rosas para simbolizar a uni\u00e3o e a esperan\u00e7a dessa causa. Atualmente, o movimento Outubro Rosa \u00e9 celebrado no dia 19 de outubro, proclamado o Dia Mundial de Combate ao C\u00e2ncer de Mama (TEIXEIRA, 2007).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Essa data refor\u00e7a a import\u00e2ncia de discutir o c\u00e2ncer de mama, uma condi\u00e7\u00e3o que surge a partir do crescimento desordenado das c\u00e9lulas que revestem os ductos ou lobos mam\u00e1rios, levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de tumores que podem ser benignos ou malignos. Embora as causas exatas ainda n\u00e3o sejam totalmente compreendidas, fatores como predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, muta\u00e7\u00f5es em genes (como BRCA1 e BRCA2), hist\u00f3rico familiar, idade avan\u00e7ada e estilo de vida contribuem para o surgimento da doen\u00e7a (INCA, 2020).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0O c\u00e2ncer de mama evolui por est\u00e1gios, desde o tumor inicial at\u00e9 a met\u00e1stase, que envolve a dissemina\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas cancer\u00edgenas para outras partes do corpo. O tratamento varia conforme o diagn\u00f3stico e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, terapias hormonais (PORTO, 2013; SILVA, 2018).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), em 2020, foram estimados 66.280 novos casos da doen\u00e7a no Brasil, tornando-se o segundo tipo de c\u00e2ncer mais comum entre mulheres, atr\u00e1s apenas do c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma (INCA, 2020). Globalmente, as estat\u00edsticas tamb\u00e9m s\u00e3o alarmantes: a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS, 2020) estima que mais de 2,3 milh\u00f5es de novos casos de c\u00e2ncer de mama s\u00e3o diagnosticados anualmente no mundo, com cerca de 1% desses casos ocorrendo em homens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Al\u00e9m disso, a doen\u00e7a \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 685.000 mortes anuais no mundo, muitas delas acontecendo porque a enfermidade \u00e9 frequentemente identificada em est\u00e1gios avan\u00e7ados, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura (SILVA, 2018). Dessa forma, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental e abrange a realiza\u00e7\u00e3o de exames regulares, como a mamografia, al\u00e9m da ado\u00e7\u00e3o de um estilo de vida saud\u00e1vel, com pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos e alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Outro fator importante a se considerar \u00e9 o impacto psicol\u00f3gico da doen\u00e7a, especialmente quando o tratamento envolve a mastectomia, que \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica da mama. Este procedimento, embora muitas vezes necess\u00e1rio para salvar a vida da paciente, pode afetar profundamente a autoestima feminina (SILVA, 2018). Em 2013, a atriz norte-americana Angelina Jolie optou por uma mastectomia preventiva ap\u00f3s descobrir que carregava a muta\u00e7\u00e3o no gene BRCA1, que aumentava significativamente suas chances de desenvolver c\u00e2ncer de mama. Sua decis\u00e3o foi amplamente divulgada e trouxe visibilidade ao tema, inspirando muitas mulheres a tomarem medidas preventivas e a enfrentarem a doen\u00e7a com resili\u00eancia e determina\u00e7\u00e3o (JOLIE, 2013).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0A reconstru\u00e7\u00e3o mam\u00e1ria, frequentemente realizada logo ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do seio, tem ajudado muitas mulheres a restabelecer sua confian\u00e7a e a se sentirem mais confort\u00e1veis com seus corpos (SILVA, 2018). Al\u00e9m disso, grupos de apoio e terapias psicol\u00f3gicas t\u00eam se mostrado fundamentais para melhorar a sa\u00fade mental e emocional de mulheres que enfrentam esse tipo de enfermidade (SILVA, 2018).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">\u00a0 \u00a0Para que impasses como esses sejam evitados, \u00e9 essencial que todas as mulheres se mantenham informadas e atentas ao c\u00e2ncer de mama, pois a preven\u00e7\u00e3o e o diagn\u00f3stico precoce s\u00e3o cruciais para evitar os impactos negativos que a doen\u00e7a pode trazer. O apoio social e familiar \u00e9 vital nesse processo, proporcionando a base necess\u00e1ria para que se sintam acolhidas e encorajadas a buscar cuidados m\u00e9dicos. Quanto mais cedo a doen\u00e7a for detectada, maiores s\u00e3o as chances de cura. Portanto, &#8220;Cuide-se, ame-se e previna-se, porque a sua vida \u00e9 o bem mais precioso que voc\u00ea possui&#8221; (TEIXEIRA, 2007).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><strong>Autora:<\/strong> Cassandra Trentin.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">INSTITUTO NACIONAL DE C\u00c2NCER JOS\u00c9 ALENCAR GOMES DA SILVA \u2013 INCA. <strong>Estimativa 2020: incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil<\/strong>. Rio de Janeiro: INCA, 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">JOLIE, Angelina. <strong>My Medical Choice<\/strong>. The New York Times, 14 maio 2013. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2013\/05\/14\/opinion\/my-medical-choice.html\">https:\/\/www.nytimes.com\/2013\/05\/14\/opinion\/my-medical-choice.html<\/a>. Acesso em: 11 out. 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DA SA\u00daDE \u2013 OMS. <strong>Breast cancer fact sheet<\/strong>. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.who.int\">https:\/\/www.who.int<\/a>. Acesso em: 11 out. 2024.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">PORTO, S. M.; TEIXEIRA, L. A.; SILVA, H. P. <strong>O c\u00e2ncer de mama no Brasil: mortalidade e pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade<\/strong>. Revista de Sa\u00fade P\u00fablica, S\u00e3o Paulo, v. 47, n. 1, p. 35-43, 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">SILVA, L. R.; BARBOSA, M. S. <strong>Aspectos psicol\u00f3gicos do c\u00e2ncer de mama: a import\u00e2ncia da interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica<\/strong>. Revista Brasileira de Terapia Comportamental, S\u00e3o Paulo, v. 10, n. 1, p. 25-34, 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 16px\">TEIXEIRA, L. A.; FONSECA, M. M. <strong>A Pol\u00edtica Nacional de Controle do C\u00e2ncer: hist\u00f3ria e desafios<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, 2007.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_facebook][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0O c\u00e2ncer de mama \u00e9 uma das doen\u00e7as mais temidas pelas mulheres, e esta preocupa\u00e7\u00e3o existe h\u00e1 mil\u00eanios. A evid\u00eancia mais antiga sobre a doen\u00e7a remonta ao Egito Antigo, por volta de 1700 a.C., quando m\u00e9dicos eg\u00edpcios registraram tumores nas mamas em papiros m\u00e9dicos, como o de Edwin Smith. 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