{"id":328,"date":"2019-01-05T22:11:51","date_gmt":"2019-01-06T00:11:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfilosofia\/?p=328"},"modified":"2019-02-16T19:30:06","modified_gmt":"2019-02-16T21:30:06","slug":"filosofia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfilosofia\/2019\/01\/05\/filosofia\/","title":{"rendered":"NATURALISMO FILOS\u00d3FICO E A METAF\u00cdSICA DA MODERNIDADE &#8211; Dr. Lu\u00eds Oliveira  &#8211; Resenha"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #ff0000\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-363 alignleft\" src=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2019\/01\/42959113_313167496166259_3785762261218361344_n-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"62\" height=\"82\" srcset=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/petfilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2019\/01\/42959113_313167496166259_3785762261218361344_n-225x300.jpg 225w, https:\/\/www3.unicentro.br\/petfilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2019\/01\/42959113_313167496166259_3785762261218361344_n-255x340.jpg 255w, https:\/\/www3.unicentro.br\/petfilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/51\/2019\/01\/42959113_313167496166259_3785762261218361344_n.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 62px) 100vw, 62px\" \/><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #000000\">Por Jos\u00e9 Felipe Cravelin<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif;font-size: 12pt;color: #000000\"><a style=\"color: #000000\" href=\"Jfelipe-cr@outlook.com\">Jfelipe-cr@outlook.com<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Em sua palestra, o professor Lu\u00eds Oliveira iniciou rememorando as no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas que permeiam a an\u00e1lise l\u00f3gica das proposi\u00e7\u00f5es anal\u00edticas, para formar o <em>background<\/em> de sua exposi\u00e7\u00e3o dos diferentes argumentos que s\u00e3o encontrados na meta-\u00e9tica, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s posi\u00e7\u00f5es naturalistas e n\u00e3o naturalistas. Com efeito, ele inicia argumentando sobre as formas b\u00e1sicas de express\u00f5es que a linguagem nos permite usar, sendo elas: as imperativas (pedir, mandar, ordenar); exclamativas (perguntar) e declarativas (dizer algo sobre o mundo). Exposta estas tr\u00eas formas b\u00e1sicas de express\u00f5es lingu\u00edsticas, a conclus\u00e3o que se chega \u00e9 que apenas as express\u00f5es declarativas podem ser tomadas como verdadeiras ou falsas porque se referem a estados de coisas no mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Estendendo sua argumenta\u00e7\u00e3o sobre a l\u00f3gica, Lu\u00eds Oliveira passou a tratar da import\u00e2ncia dos operadores l\u00f3gicos para definir os valores de verdade das proposi\u00e7\u00f5es. A estrutura proposicional somada com as ferramentas da l\u00f3gica possibilita a transfer\u00eancia da linguagem comum para uma nova forma de linguagem estritamente l\u00f3gica. Este seria o contexto em que se opera dentro da filosofia anal\u00edtica, ou seja, colocar o argumento em uma forma padr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Feita sua exposi\u00e7\u00e3o sobre a l\u00f3gica, Lu\u00eds Oliveira adentrou ao dom\u00ednio da \u00e9tica expondo duas perspectivas: \u00e9tica aplicada e \u00e9tica normativa. A primeira considera aquilo que \u00e9 certo ou errado na a\u00e7\u00e3o humana, um exemplo de \u00e9tica aplicada \u00e9 o das ideias encontradas nos trabalhos de Peter Singer. J\u00e1 a segunda, \u00e9 a perspectiva mais comum na filosofia e trata n\u00e3o do que \u00e9 certo ou errado, mas do que faz algo ser certo ou errado. Kant e J. S. Mill s\u00e3o representantes desta \u00e9tica denominada normativa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">A despeito destas duas perspectivas trazerem grandes contribui\u00e7\u00f5es para as discuss\u00f5es \u00e9ticas, elas n\u00e3o est\u00e3o interessadas nos fundamentos da \u00e9tica, ou seja, sobre o que possibilita a discuss\u00e3o da \u00e9tica e as condi\u00e7\u00f5es em que ela pode ser aplicada. Em vista disso, para avaliar estas quest\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio adentrar em um outro dom\u00ednio, o da meta-\u00e9tica. A meta-\u00e9tica est\u00e1 interessada na compreens\u00e3o do sentido, fundamento e condi\u00e7\u00f5es da \u00e9tica. \u00c9 neste dom\u00ednio que o palestrante passou a desenvolver sua argumenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Fator importante para a argumenta\u00e7\u00e3o do professor Lu\u00eds Oliveira na meta-\u00e9tica \u00e9 que as senten\u00e7as da \u00e9tica parecem n\u00e3o estarem de acordo com a estrutura proposicional que ele havia inicialmente apresentado. O ponto em quest\u00e3o \u00e9 que as afirma\u00e7\u00f5es da \u00e9tica parecem n\u00e3o possuir valor de verdade. Vejamos o exemplo:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">(a)\u201cassassinar uma pessoa \u00e9 errado\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Este argumento parece n\u00e3o se encaixar na estrutura proposicional porque n\u00e3o diz nada sobre o mundo. \u00c9 diferente de uma afirma\u00e7\u00e3o tal como:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">(b)\u201cEst\u00e1 chovendo hoje\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Pode-se notar que (b) \u00e9 uma express\u00e3o que se refere a estados de coisas e por isso \u00e9 poss\u00edvel analisar sua verdade ou falsidade, pois trata de uma propriedade existente no mundo. Entretanto, (a) parece n\u00e3o se adequar aos padr\u00f5es necess\u00e1rio para a avalia\u00e7\u00e3o da verdade ou falsidade. Resta, pois, avaliar se (a) tem alguma condi\u00e7\u00e3o de expressar proposi\u00e7\u00f5es. A partir deste problema, o professor Lu\u00eds Oliveira trouxe tr\u00eas questionamentos considerados muitos comuns da meta-\u00e9tica:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Q1: As afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas expressam proposi\u00e7\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Q2: As proposi\u00e7\u00f5es \u00e9ticas s\u00e3o as vezes verdadeiras?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Q3: Os fatos ou as propriedades \u00e9ticas s\u00e3o naturais ou n\u00e3o s\u00e3o naturais?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Uma poss\u00edvel resposta para Q1 seria \u201cn\u00e3o\u201d. Afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas n\u00e3o expressariam proposi\u00e7\u00f5es. Defensores do emotivismo ou expressivismo seriam exemplos destes que n\u00e3o consideram afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas como proposi\u00e7\u00f5es, mas defendem que elas seriam apenas uma atitude de aprova\u00e7\u00e3o ou desaprova\u00e7\u00e3o. Uma outra resposta para Q1 poderia ser \u201csim\u201d. H\u00e1 defensores de que afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas como (a) dizem algo sobre o mundo tanto quanto (b), mas, sendo assim, retornar\u00edamos \u00e0 quest\u00e3o: que tipo de afirma\u00e7\u00e3o sobre o mundo (a) poderia estar fazendo? Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para isso, seria recorrer a Q2 e avalia-lo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Q2 questiona se afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas s\u00e3o as vezes verdadeiras. Uma poss\u00edvel resposta \u00e0 Q2 \u00e9 \u201cn\u00e3o\u201d. Afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas descrevem o mundo de certa maneira e, n\u00e3o obstante, (a) tem sentido e \u00e9 logicamente v\u00e1lido, todavia, n\u00e3o diz algo de verdadeiro ou falso sobre o mundo. Esta \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do niilista. Para resumir a diferen\u00e7a entre o emotivista e o niilista, enquanto o primeiro n\u00e3o considera que (a) seja uma afirma\u00e7\u00e3o sobre o mundo (n\u00e3o diz nada sobre nenhuma propriedade concretamente existente) o segundo considera que (a) diz, de fato, algo sobre as propriedades do mundo, mas estas propriedades s\u00e3o inexistentes e consequentemente falsas. A segunda possibilidade de resposta \u00e9, novamente, \u201csim\u201d. Afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas s\u00e3o as vezes verdadeiras, esta afirma\u00e7\u00e3o conduz \u00e0 Q3, isto \u00e9, se eu considero as afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas como tendo propriedades que s\u00e3o as vezes verdadeiras no mundo, posso questionar se estas propriedades s\u00e3o ou n\u00e3o s\u00e3o naturais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Uma resposta para Q3 \u00e9 \u201csim\u201d. \u00c9 a resposta do naturalismo realista que como assinala o professor Lu\u00eds Oliveira \u00e9 a mais incomum na meta-\u00e9tica. Os defensores desta posi\u00e7\u00e3o consideram que certas afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas tem a propriedade de ser errado ou certo, deste modo, quem aceita Q3 automaticamente aceita Q2, pois se certas afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas tem a propriedade de ser certo ou errado, estas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o verdadeiras ou falsas, decorre disso, que \u201cassassinar uma pessoa \u00e9 errado\u201d \u00e9 um exemplo de afirma\u00e7\u00e3o que deve ser ou verdadeira ou falsa. A outra resposta \u00e9 \u201cn\u00e3o\u201d. Afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas n\u00e3o possuem propriedades naturais, este seria o caso tanto do n\u00e3o naturalismo realista como das tr\u00eas vertentes que foram acima assinaladas: emotivismo, expressivismo e niilismo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">At\u00e9 aqui o professor Lu\u00eds Oliveira havia estabelecido uma classifica\u00e7\u00e3o das vertentes mais comuns que se podem encontrar na meta-\u00e9tica, tal como acima explicitado. Todas estas vertentes se dividem em duas posi\u00e7\u00f5es gerais, qual seja, o naturalismo e o n\u00e3o naturalismo. A partir deste momento, ele discorreu sobre os diversos posicionamentos em fun\u00e7\u00e3o destas vertentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Na segunda parte da palestra, o professor Lu\u00eds Oliveira passou a apresentar algumas posi\u00e7\u00f5es do naturalismo. A primeira posi\u00e7\u00e3o apresentada \u00e9 a do naturalismo anal\u00edtico. Este, considera que uma afirma\u00e7\u00e3o moral expressa uma proposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o moral. A segunda posi\u00e7\u00e3o naturalista \u00e9 o naturalismo redutivo que considera que uma afirma\u00e7\u00e3o moral expressa uma proposi\u00e7\u00e3o moral, mas as proposi\u00e7\u00f5es morais se reduzem em propriedades n\u00e3o morais. Por fim, a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o apresentada \u00e9 a do naturalismo n\u00e3o redutivo que considera que uma afirma\u00e7\u00e3o moral expressa uma proposi\u00e7\u00e3o moral, mas as proposi\u00e7\u00f5es morais n\u00e3o se reduzem a propriedades n\u00e3o morais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Ao argumentar mais sobre essas tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es o professor Lu\u00eds Oliveira conclui que o naturalismo anal\u00edtico \u00e9 o menos aceito entre os fil\u00f3sofos e, seguidamente, ele conclui que tanto o naturalismo redutivo como o n\u00e3o redutivo encontram pontos problem\u00e1ticos. Outra alternativa apresentada por ele \u00e9 o argumento da pergunta aberta que seria uma volta ao naturalismo anal\u00edtico. Como se segue:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">(c)\u201cmatar uma crian\u00e7a maximiza a felicidade, <u>mas \u00e9 errado\u201d<\/u><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 compreendida da seguinte forma, se duas express\u00f5es s\u00e3o equivalentes, elas podem ser substitu\u00eddas sem perda de sentido. Com efeito, houve uma grande aten\u00e7\u00e3o a este argumento devido ao fato dele suscitar uma quest\u00e3o: \u201cmatar uma crian\u00e7a inocente \u00e9 errado\u201d se reduz a moral ou \u00e9 moral em si? As respostas, conforme o professor Lu\u00eds Oliveira, podem variar dependendo da posi\u00e7\u00e3o se toma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Dado o exposto, o professor Lu\u00eds Oliveira passou a argumentar a respeito do n\u00e3o naturalismo realista tomando como representantes desta posi\u00e7\u00e3o o emotivismo e o niilismo. O emotivismo \u00e9 muito comum no pensamento dos empiristas radicais que defendem a exist\u00eancia de proposi\u00e7\u00f5es que se dividem entre aquelas que expressam verdades anal\u00edticas (um homem solteiro n\u00e3o \u00e9 casado) e proposi\u00e7\u00f5es que expressam verdades sint\u00e9ticas (alguns homens s\u00e3o dentistas). Para os empiristas radicais as verdades anal\u00edticas s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de ideias e as sint\u00e9ticas s\u00e3o quest\u00f5es de fato, ambas s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es que se referem ao mundo. Os emotivistas consideram que afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas n\u00e3o podem ser consideradas nem anal\u00edticas nem sint\u00e9ticas, por outro lado, elas seriam express\u00f5es de atitudes. Existem dois tipos de express\u00f5es de atitudes, as diretas \u201cestou cansado\u201d, e as indiretas \u201cum bocejo\u201d ou \u201cacho que o Jos\u00e9 est\u00e1 cansado\u201d. Em resumo, propriedades naturais n\u00e3o podem ser expressadas por proposi\u00e7\u00f5es anal\u00edticas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">A segunda posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a do niilista, este considera que afirma\u00e7\u00f5es \u00e9ticas n\u00e3o s\u00e3o corretas e nem incorretas, mas somos n\u00f3s que atribu\u00edmos propriedades a estas afirma\u00e7\u00f5es. Com efeito, tanto afirma\u00e7\u00f5es positivas \u201cmatar uma pessoa \u00e9 errado\u201d como negativas \u201cmatar uma pessoa n\u00e3o \u00e9 errado\u201d s\u00e3o falsas. O professor Lu\u00eds Oliveira, advertiu que os defensores do niilismo n\u00e3o consideram que n\u00e3o fazemos afirma\u00e7\u00f5es morais, de fato fazemos, contudo, as propriedades que atribu\u00edmos a estas afirma\u00e7\u00f5es n\u00e3o existem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Por fim, \u00e9 apresentado tr\u00eas tipos de argumentos que o professor Lu\u00eds Oliveira exp\u00f4s nos \u00faltimos momentos de sua palestra buscando identificar quais seriam os que se encaixam na posi\u00e7\u00e3o niilista. S\u00e3o eles:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\"><em>\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\"><em>O argumento da diversidade<\/em>: se propriedades morais existissem, haveria acordo moral semelhante ao acordo a respeito das outras propriedades objetivas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\"><em>O argumento da estranheza:<\/em> Se propriedades morais existissem elas seriam diferentes de tudo que conhecemos no mundo, e o conhecimento delas viriam de faculdades cognitivas diferentes de todas que conhecemos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\"><em>Argumento evolucionista:<\/em> mesmo que n\u00e3o seja razo\u00e1vel que existam propriedades morais elas foram \u00fateis para o desenvolvimento do ser humano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14pt;font-family: 'times new roman', times, serif;color: #000000\">Portanto, dos tr\u00eas argumentos acima expostos, apenas o argumento da diversidade n\u00e3o \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o niilista devido ao fato que considera que propriedades morais deveriam estar de acordo com a objetividade das outras propriedades existentes no mundo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Felipe Cravelin Jfelipe-cr@outlook.com &nbsp; Em sua palestra, o professor Lu\u00eds Oliveira iniciou rememorando as no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas que permeiam a an\u00e1lise l\u00f3gica das proposi\u00e7\u00f5es anal\u00edticas, para formar o background de sua exposi\u00e7\u00e3o dos diferentes argumentos que s\u00e3o encontrados na meta-\u00e9tica, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s posi\u00e7\u00f5es naturalistas e n\u00e3o naturalistas. 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