Estudos que envolvam o tema atenção à saúde em comunidades quilombolas são escassos no Brasil e as condições de saúde dessa população são pouco exploradas. Os trabalhos disponíveis demonstram que esse grupo ainda vive em situação de vulnerabilidade, fruto de um processo histórico escravocrata, acarretando desigualdades sociais, econômicas, políticas e na saúde, bem como dificuldade e menor acesso aos bens e serviços públicos. Frente o exposto e, no que se refere à atenção a saúde em comunidades quilombolas, torna-se ampliada a necessidade de compreensão socioeconômica e cultural e a atuação de profissionais ligados à área da saúde, com vistas ao empoderamento e à facilitação do acesso a serviços de saúde junto a populações em situação de vulnerabilidade, como é o caso de grande parte das populações quilombolas no Brasil. O objetivo geral do presente projeto é promover ações de educação e prevenção em saúde junto a uma população de quilombolas do centro-leste paranaense. Os sujeitos serão aproximadamente 53 famílias, pertencentes à Colônia Sutil, localizada na região dos Campos Gerais a aproximadamente 19 quilômetros do município de Ponta Grossa/PR. Propõe-se um estudo exploratório descritivo, com caráter de pesquisa-ação, e com a utilização de metodologia quantitativa e qualitativa, desenvolvido junto à totalidade de moradores da referida comunidade quilombola (n= 220). As atividades de educação, prevenção e promoção da saúde serão desenvolvidas em quatro momentos, como proposto por Matus (1993) para o Planejamento Estratégico. Almeja-se fornecer subsídios ao desenvolvimento e à concretização de políticas públicas de saúde voltadas as comunidades remanescentes quilombolas, em especial, a Colônia do Sutil (Ponta Grossa/PR), ponto central da presente proposta.

Equipe:

Cristina Berger Fadel (coordenadora);
Juliana Lemos;
Fernanda Jucoski ;
Dyenily Sloboda;
Marcos Vinícius de Souza Ribeiro;