{"id":5300,"date":"2022-12-19T08:48:40","date_gmt":"2022-12-19T11:48:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/?p=5300"},"modified":"2022-12-19T08:48:40","modified_gmt":"2022-12-19T11:48:40","slug":"30o-roda-de-mate-e-debate-promove-conversa-sobre-a-vida-dos-indigenas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2022\/12\/19\/30o-roda-de-mate-e-debate-promove-conversa-sobre-a-vida-dos-indigenas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"30\u00ba Roda de Mate e Debate promove conversa sobre a vida dos ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Um relato sobre a resist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas e sobre a necessidade de buscar solu\u00e7\u00f5es que permitam o seu desenvolvimento socioecon\u00f4mico. Esses foram alguns dos pontos colocados em discuss\u00e3o durante a 30\u00aa Roda de Mate e Debate, intitulada \u201cInd\u00edgenas da\/na universidade: a vida dos nativos da Amaz\u00f4nia\u201d, realizada no C\u00e2mpus Irati da Unicentro. O evento promovido pelo projeto de extens\u00e3o Feira Agroecol\u00f3gica, em conjunto com docentes dos cursos de Psicologia, Geografia e Hist\u00f3ria e a Casa de Passagem Ind\u00edgena de Irati teve como convidado Darlisson Peixoto, ind\u00edgena da etnia Apiak\u00e1.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Mestrando em Ci\u00eancias Florestais na Unicentro, Darlisson contou sobre a vida do seu povo, presente na regi\u00e3o noroeste de Mato Grosso, divisa com o Par\u00e1 e o Amazonas. Darlisson trouxe detalhes sobre as caracter\u00edsticas culturais da etnia, como o fato de que a l\u00edngua Apiak\u00e1 est\u00e1 em perigo de extin\u00e7\u00e3o, contando com apenas tr\u00eas falantes ainda vivos. Ao falar sobre os conflitos, a amea\u00e7a \u00e9 a mesma com que sofrem outros ind\u00edgenas da regi\u00e3o: o garimpo ilegal de ouro. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de ser controlada, de ser denunciada por causa das repres\u00e1lias. Tem muita gente da regi\u00e3o e mesmo das aldeias que est\u00e3o envolvidas nas irregularidades\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">No entanto, para Darlisson, a simples cr\u00edtica \u00e0s atividades il\u00edcitas \u00e9 muito f\u00e1cil, quando n\u00e3o se apresentam alternativas econ\u00f4micas vi\u00e1veis para a Amaz\u00f4nia. Segundo ele, esse entendimento fez com que ingressasse no mestrado ofertado no c\u00e2mpus de Irati, para pesquisar sobre o mercado de cr\u00e9ditos de carbono \u2013 recursos gerados, por exemplo, pela preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas florestais e comprados por empresas para compensar parte das emiss\u00f5es de gases que provocam o efeito estufa.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u201cEu estou numa regi\u00e3o que tem um potencial muito grande nesse mercado que hoje \u00e9 bilion\u00e1rio. Mas a gente n\u00e3o sabe como funciona e tem medo de fazer acordo com empresas que, na maioria das vezes, s\u00e3o multinacionais. Por isso, senti a necessidade de estudar como isso funciona, quais s\u00e3o os pontos positivos e negativos, se \u00e9 vi\u00e1vel para a gente, se \u00e9 seguro. Ent\u00e3o, eu vim aqui para Unicentro, porque tem professores com muita compet\u00eancia e conhecimento na \u00e1rea e seria o lugar certo para eu aprender e poder dar esse retorno para minha aldeia, gerando emprego e renda. Se voc\u00ea tem um trabalho legal que tem condi\u00e7\u00f5es para viver, voc\u00ea sai das atividades que n\u00e3o s\u00e3o vi\u00e1veis, em que muitas vezes voc\u00ea est\u00e1 trabalhando sobre risco\u201d, enfatiza o mestrando.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Durante a conversa com o convidado, a ind\u00edgena da etnia Kaingang e acad\u00eamica do 3\u00ba ano de Psicologia, Danieli Finhgre Felix, destacou os desafios que os povos origin\u00e1rios enfrentam para ocupar espa\u00e7os como o da universidade. Segundo ela, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m questionar a exclus\u00e3o das suas especificidades nas discuss\u00f5es acad\u00eamicas. \u201cN\u00f3s, povos ind\u00edgenas, estamos em todos os lugares, mas somos invisibilizados. Quando cheguei no curso de Psicologia, eu era a \u00fanica ind\u00edgena e o que a gente aprendia em sala de aula n\u00e3o era o que acontecia na minha aldeia, n\u00e3o era a minha viv\u00eancia. Ent\u00e3o, eu levantei questionamentos de que existiam outras psicologias. E a gente tem que fazer isso em outros cursos, de que existe uma perspectiva diferente. Por isso, mobilizei meus professores e meus colegas para criar rodas para conversar sobre a import\u00e2ncia dos ind\u00edgenas em todos os \u00e2mbitos, principalmente na universidade\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">A professora Fernanda Keiko Ikuta, coordenadora pedag\u00f3gica da Feira Agroecol\u00f3gica, explica que um dos objetivos do projeto de extens\u00e3o \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de maneira participativa, por isso a import\u00e2ncia de criar espa\u00e7os para o di\u00e1logo entre os diferentes atores envolvidos, sem uma hierarquiza\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is. Al\u00e9m disso, a docente afirma que o meio acad\u00eamico tem o dever de olhar para a realidade dos povos ind\u00edgenas e de responder \u00e0s suas demandas. \u201cO Darlisson trouxe hoje essa provoca\u00e7\u00e3o: \u2018olha, n\u00f3s queremos sa\u00eddas da universidade, quais s\u00e3o as respostas que voc\u00eas t\u00eam?\u2019. A gente entende que o conhecimento cient\u00edfico precisa partir das demandas da sociedade e eles t\u00eam in\u00fameras demandas, h\u00e1 mais de 500 anos. A universidade, sobretudo a p\u00fablica, tem a obriga\u00e7\u00e3o de responder a esses desafios, aos problemas que a sociedade nos traz\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relato sobre a resist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas e sobre a necessidade de buscar solu\u00e7\u00f5es que permitam o seu desenvolvimento socioecon\u00f4mico. 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