{"id":2248,"date":"2016-12-21T00:00:00","date_gmt":"2016-12-21T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2016\/12\/21\/semana-de-historia-apresenta-resultados-recentes-de-pesquisas-sobre-povos-tradicionais\/"},"modified":"2016-12-21T00:00:00","modified_gmt":"2016-12-21T02:00:00","slug":"semana-de-historia-apresenta-resultados-recentes-de-pesquisas-sobre-povos-tradicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2016\/12\/21\/semana-de-historia-apresenta-resultados-recentes-de-pesquisas-sobre-povos-tradicionais\/","title":{"rendered":"Semana de Hist\u00f3ria apresenta resultados recentes de pesquisas sobre povos tradicionais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2805\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/semana-dehis-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2805\" class=\" wp-image-2805\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/semana-dehis-01-300x197.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"164\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2805\" class=\"wp-caption-text\">Palestra de abertura ministrada por Dimas Floriani<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Para debater Hist\u00f3ria e Cultura dos Povos Tradicionais e sua rela\u00e7\u00e3o com o momento atual do pa\u00eds, foi realizada a XI Semana de Hist\u00f3ria do campus Irati da Unicentro. O evento integrou tamb\u00e9m a IV Jornada de Integra\u00e7\u00e3o Gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e o VI Semin\u00e1rio de Estudos \u00c9tnico-Raciais.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A coordenadora da Semana, professora Alexandra Louren\u00e7o lembra que em uma reuni\u00e3o envolvendo o Departamento de Hist\u00f3ria, composto tamb\u00e9m por soci\u00f3logos e fil\u00f3sofos, cada um em sua linha de pesquisa, e aqueles que pesquisam povos tradicionais, em especial, ind\u00edgenas, quilombolas, faxinalenses, os professores trouxeram os resultados das suas \u00faltimas pesquisas e visitas a campo. Segundo Alexandra, o que se percebeu \u00e9 que devido as novas configura\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro estas comunidades come\u00e7avam a vivenciar uma s\u00e9rie de press\u00f5es.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">S\u00e3o comunidades que t\u00eam alguns direitos garantidos, muitos conquistados atrav\u00e9s de movimentos e lutas sociais. E no momento em que a sociedade come\u00e7a a questionar os direitos delas, das minorias, dos movimentos sociais e todas essas conquistas desses povos que durante tanto tempo ficaram esquecidos, foram silenciados, eles come\u00e7am a ser colocados em xeque e questionados\u201d, ressalta a professora.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Alexandra cita como exemplos visitas que fez com alunos ao Quilombo Paiol de Telha e, tamb\u00e9m, situa\u00e7\u00f5es vivenciadas por outros professores junto a comunidades faxinalenses e ind\u00edgenas. Ela explica que este \u00e9 um fen\u00f4meno social, ou seja, sempre que os direitos de determinados grupos sociais come\u00e7am a ser questionados, n\u00e3o apenas a sociedade \u00e0 volta come\u00e7a a olhar esses grupos com olhar desconfiado, mas dentro do pr\u00f3prio grupo ao ver suas conquistas sendo questionadas, cresce a inseguran\u00e7a, e at\u00e9 mesmo a possibilidade de conflito interno. Por isso, a Semana de Hist\u00f3ria se prestou a discutir a realidade efetiva desses grupos.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2804\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/semana-dehis-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2804\" class=\" wp-image-2804\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/semana-dehis-02-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2804\" class=\"wp-caption-text\">Maquetes representando comunidades de povos tradicionais<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00c9 pensar quem s\u00e3o esses povos, n\u00e3o permitir que eles fiquem no sil\u00eancio. Trazer visibilidade, mas tamb\u00e9m, os \u00faltimos diagn\u00f3sticos das pesquisas mais recentes que mostram a realidade efetiva desses grupos no momento atual. Porque entre o que sai em um artigo ou em um livro publicado, e o que est\u00e1 acontecendo no dia de hoje, no m\u00eas passado, h\u00e1 uma dist\u00e2ncia relativa pois aquilo que foi publicado h\u00e1 um ano atr\u00e1s sobre o Paiol de Telha, n\u00e3o correspondia minimamente com a realidade que constatamos esse ano do que eles estavam vivenciando. Ent\u00e3o entre as pesquisas, de um ano atr\u00e1s e o que eles est\u00e3o vivendo h\u00e1 uma dist\u00e2ncia\u201d, afirma.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo Alexandra, a integra\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas eventos possibilitou uma troca de conhecimentos ainda mais rica. Professores e alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de outros munic\u00edpios tamb\u00e9m participaram, o que ajudou numa esp\u00e9cie de mapeamento da realidade desses povos no estado. Para a professora, as comunica\u00e7\u00f5es orais trouxeram os resultados mais recentes das pesquisas, o que contribuiu muito para perceber a realidade sob um aspecto mais imediato.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Com certeza as comunica\u00e7\u00f5es promoveram momentos <\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">interessantes. Para al\u00e9m dos alunos de outras universidades que vieram, tamb\u00e9m houve situa\u00e7\u00f5es no campus, como alunas do primeiro ano de Fonoaudiologia que desenvolveram um trabalho na disciplina de Antropologia e se inscreveram e apresentaram uma comunica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o promoveu uma certa interlocu\u00e7\u00e3o entre cursos tamb\u00e9m. O principal destaque da nossa programa\u00e7\u00e3o foi a confer\u00eancia de abertura com o professor Dimas Floriani da UFPR [Universidade Federal do Paran\u00e1]. Ele nos prop\u00f4s uma reflex\u00e3o epistemol\u00f3gica, cient\u00edfica mesmo, para pensar o eixo sobre o qual n\u00f3s olhamos esses povos e a necessidade de sair inclusive de um eixo, de uma perspectiva cient\u00edfica europeizante, e pensar a realidade desses povos segundo a nossa pr\u00f3pria realidade cient\u00edfica\u201d, conclui Alexandra.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para debater Hist\u00f3ria e Cultura dos Povos Tradicionais e sua rela\u00e7\u00e3o com o momento atual do pa\u00eds, foi realizada a XI Semana de Hist\u00f3ria do campus Irati da Unicentro. 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