{"id":2237,"date":"2016-12-05T00:00:00","date_gmt":"2016-12-05T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2016\/12\/05\/neer-promove-iii-sarau-cultural-afro-brasileiro\/"},"modified":"2016-12-05T00:00:00","modified_gmt":"2016-12-05T02:00:00","slug":"neer-promove-iii-sarau-cultural-afro-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2016\/12\/05\/neer-promove-iii-sarau-cultural-afro-brasileiro\/","title":{"rendered":"Neer promove III Sarau Cultural Afro-Brasileiro"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2777\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/sarau-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2777\" class=\"wp-image-2777 \" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/sarau-01-300x199.jpg\" alt=\"sarau-01\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2777\" class=\"wp-caption-text\">Audit\u00f3rio Denise Stoklos recebeu a terceira edi\u00e7\u00e3o do Sarau<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Novembro \u00e9 considerado o m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, e para comemorar e refletir sobre a beleza da cultura africana na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, o N\u00facleo de Estudos \u00c9tnicos e Raciais (Neer), do campus Irati da Unicentro, organizou a terceira edi\u00e7\u00e3o do Sarau Cultural Afro-Brasileiro. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A coordenadora do Neer, professora Alexandra Louren\u00e7o lembra que \u00e9 necess\u00e1rio repensar a import\u00e2ncia da cultura negra, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em especial no Paran\u00e1. \u201cO Paran\u00e1 tem uma tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica falha, muitas vezes de se pensar ele &#8216;muito branquinho&#8217;. Isso n\u00e3o \u00e9 uma realidade. O Paran\u00e1 s\u00f3 de comunidades quilombolas tem mais de 80. Ent\u00e3o, o Sarau \u00e9 um momento para mobilizar os estudantes, os professores e a sociedade de modo geral para uma reflex\u00e3o sobre o que significa de fato em novembro esse m\u00eas da Consci\u00eancia Negra. E acima de tudo, pensar a pr\u00f3pria beleza da contribui\u00e7\u00e3o da cultura negra, porque ela est\u00e1 em tudo: na m\u00fasica, no linguajar, na alimenta\u00e7\u00e3o, no vestu\u00e1rio, enfim, ela faz parte do nosso cotidiano e muitas vezes passa despercebida\u201d, destaca Alexandra.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O Sarau tamb\u00e9m recebe o apoio da Divis\u00e3o de Promo\u00e7\u00e3o Cultural. O chefe da Diproc e professor do Departamento de Letras, Edson Santos Silva apresentou o poema dramatizado \u201cGritaram-me Negra\u201d, de Victoria Santa Cruz, acompanhado da professora Ana Maria Rufino Gillies, do Departamento de Hist\u00f3ria. Segundo Edson, o texto \u00e9 um convite para reflex\u00e3o sobre o poder das palavras.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00c9 um texto que traz uma personagem que aos sete anos, na rua, foi agredida pela palavra negra e, naquela ocasi\u00e3o, ela n\u00e3o entendia o que significava isso. E dentro do contexto da palavra vinha a quest\u00e3o do nariz, da pele. E o texto traz um pouco essa quest\u00e3o de voc\u00ea se apropriar do que voc\u00ea \u00e9, e perceber que o seu cabelo crespo \u00e9 bonito, que o seu nariz n\u00e3o afilado tamb\u00e9m \u00e9 bonito, e que sua pele escura tamb\u00e9m \u00e9 bonita. O feio \u00e9 o que as pessoas tentam impingir a essas qualidades. E o texto fala de uma crian\u00e7a que aos sete anos n\u00e3o entendeu aquela agress\u00e3o e que aos poucos ao amadurecer, fez as pazes com a palavra e com toda aquela situa\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 um texto que faz com que pensemos nas dores e como elas se introjetam nas pessoas\u201d, explica o professor.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2778\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/sarau-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2778\" class=\" wp-image-2778\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/sarau-02-300x199.jpg\" alt=\"Alunos que estavam na plateia tamb\u00e9m entraram na roda de capoeira\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2778\" class=\"wp-caption-text\">Alunos que estavam na plateia tamb\u00e9m entraram na roda de capoeira<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A programa\u00e7\u00e3o do Sarau envolveu ainda leituras de textos que propuseram diferentes reflex\u00f5es sobre a tem\u00e1tica, e apresenta\u00e7\u00f5es musicais. J\u00e1 o grupo de capoeira Guerreiros dos Palmares, de Imbituva, animou o p\u00fablico com a mistura de dan\u00e7a e luta. Para a acad\u00eamica de Hist\u00f3ria e integrante do Neer, Jaqueline Kotlinski, o Sarau \u00e9 uma forma de resist\u00eancia da cultura negra. \u201cN\u00f3s temos o ano todo para pensar nesta quest\u00e3o do preconceito, mas \u00e9 necess\u00e1rio ter um dia espec\u00edfico com foco nestas quest\u00f5es e em toda cultura, e a maneira como esse processo influencia a nossa vida hoje\u201d, complementa.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Durante o Sarau, os participantes tamb\u00e9m puderam conferir duas exposi\u00e7\u00f5es organizadas por alunos do Col\u00e9gio Estadual S\u00e3o Vicente de Paulo. Uma delas foi produzida dentro da disciplina de Hist\u00f3ria, ministrada pela professora Jenice Longato, e a outra, foi confeccionada pelos alunos do professor Carlos de Moura, de Geografia.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2776\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/sarau-03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2776\" class=\" wp-image-2776\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/sarau-03-300x199.jpg\" alt=\"Exposi\u00e7\u00e3o foi organizada por alunos do Col\u00e9gio S\u00e3o Vicente de Paulo\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2776\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o foi organizada por alunos do Col\u00e9gio S\u00e3o Vicente de Paulo<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O N\u00facleo de Estudos \u00c9tnico-Raciais tem<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> alguns projetos de extens\u00e3o com esse contato com as escolas. N\u00f3s tanto participamos nas escolas de atividades, como tamb\u00e9m, convidamos a trazer o que eles elaboram, e o m\u00eas de novembro \u00e9 muito rico. Eles vieram, montaram a exposi\u00e7\u00e3o e participaram com grande satisfa\u00e7\u00e3o. E isso nos deixa extremamente felizes\u201d, conclui Alexandra.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novembro \u00e9 considerado o m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, e para comemorar e refletir sobre a beleza da cultura africana na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, o N\u00facleo de Estudos \u00c9tnicos e Raciais (Neer), do campus Irati da Unicentro, organizou a terceira edi\u00e7\u00e3o do Sarau Cultural Afro-Brasileiro. 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