{"id":2088,"date":"2016-05-13T00:00:00","date_gmt":"2016-05-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2016\/05\/13\/irati-fara-mapeamento-sociocultural-das-benzedeiras-e-oficios-tradicionais\/"},"modified":"2016-05-13T00:00:00","modified_gmt":"2016-05-13T03:00:00","slug":"irati-fara-mapeamento-sociocultural-das-benzedeiras-e-oficios-tradicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2016\/05\/13\/irati-fara-mapeamento-sociocultural-das-benzedeiras-e-oficios-tradicionais\/","title":{"rendered":"Irati far\u00e1 mapeamento sociocultural das benzedeiras e of\u00edcios tradicionais"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mapeamento-benzedeiras.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-2398\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/mapeamento-benzedeiras-300x199.jpg\" alt=\"mapeamento benzedeiras\" width=\"252\" height=\"166\" \/><\/a>O primeiro Encontro Regional de Benzedeiras, Benzedores, Rezadeiras, Curadores, Costureiras de Machucaduras e Parteiras foi realizado, em 2008, no campus de Irati. E foi numa oficina desse encontro, que surgiu a ideia de se fazer um mapeamento social dos of\u00edcios tradicionais de sa\u00fade popular, aqueles repassados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O mestrando do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Unicentro, Antonio Michel K\u00fcller Meira desenvolve pesquisa na \u00e1rea e participou do processo. \u201cO primeiro mapeamento social foi em Rebou\u00e7as onde havia um grupo j\u00e1 mais mobilizado, e as benzedeiras s\u00e3o capacitadas com GPS e gravadores para executar essa pesquisa a campo com os pesquisadores. O levantamento mostrou 134 benzedeiras em Rebou\u00e7as, depois a foi feito em S\u00e3o Jo\u00e3o do Triunfo e l\u00e1 foram apontadas 161 benzedeiras\u201d, conta.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O mapeamento em S\u00e3o Jo\u00e3o do Triunfo, inclusive, ganhou um pr\u00eamio do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan). Segundo Meira, a import\u00e2ncia do mapeamento \u00e9 que a partir dele, as benzedeiras come\u00e7am a perder o medo de dizer quem realmente elas s\u00e3o. Ele lembra que nas primeiras pesquisas muitas n\u00e3o se sentem a vontade para dar as informa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Existe a<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"> Pol\u00edtica Nacional de Plantas Medicinais que protege esse conhecimento associado delas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s plantas e elas n\u00e3o precisam ter medo de ensinar o rem\u00e9dio, porque essa pol\u00edtica incentiva o uso das plantas medicinais. At\u00e9 mesmo porque hoje tem alguns m\u00e9dicos ensinando plantas medicinais nos postos de sa\u00fade. Ent\u00e3o essa pol\u00edtica valoriza o conhecimento tradicional associado que as benzedeiras carregam ao longo da hist\u00f3ria\u201d, ressalta o mestrando.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Al\u00e9m disso, o mapeamento permite que as benzedeiras comecem a se organizar em movimentos sociais, pautando os governos em rela\u00e7\u00e3o a necessidade da cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de reconhecimento dessa cultura e desses conhecimentos tradicionais. Rebou\u00e7as foi a primeira cidade a ter uma lei municipal de reconhecimento e que garante livre acesso das benzedeiras \u00e0s plantas medicinais.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Essa lei tamb\u00e9m foi premiada recentemente em janeiro, num encontro em Porto Alegre. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Na ocasi\u00e3o, o prefeito Claudemir Herthel recebeu o pr\u00eamio por ser o primeiro munic\u00edpio a reconhecer as benzedeiras e seu of\u00edcio tradicional de sa\u00fade popular. Por isso tudo, a nossa regi\u00e3o tem muito a contribuir com essa discuss\u00e3o, \u00e9 pioneira. Essa discuss\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 sendo levada a n\u00edvel nacional, o mapeamento social possui o apoio do Projeto Nova Cartografia Social que \u00e9 ligado a Universidade Federal do Amazonas. O grupo capacita esses sujeitos para estarem mapeando seus territ\u00f3rios, localidades, dificuldades, cultura e conhecimentos tradicionais, fazendo um mapa cient\u00edfico mesmo\u201d, observa Meira.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">E \u00e9 exatamente esta ideia que come\u00e7a a ser implantada em Irati. A secret\u00e1ria Municipal de Cultura, Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Legado \u00c9tnico, Fernanda Popoaski explica que o munic\u00edpio far\u00e1 um mapeamento sociocultural das benzedeiras e dos of\u00edcios populares. Para isso, ser\u00e1 utilizada uma t\u00e9cnica realizada atrav\u00e9s de pontos de GPS identificados pelas pr\u00f3prias benzedeiras.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Elas v\u00e3o se olhar no mapa e colocar pontos: aqui existe uma curadeira, ali uma parteira, uma benzedeira, um benzedor. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Tamb\u00e9m ser\u00e3o realizadas durante cinco meses, oficinas de forma\u00e7\u00e3o e de troca de conhecimentos, como benzimento, troca de rem\u00e9dios caseiros, receitas de xarope, enfim, todo o conhecimento dessa cultura que v\u00eam dos seus bisav\u00f3s e av\u00f3s, e que s\u00e3o repassados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Diante deste mapeamento, o resultado do projeto ser\u00e1 um mapa plotado, e as benzedeiras colocar\u00e3o desenhos delas mesmas, se reconhecendo na cidade de Irati\u201d, destaca Fernanda.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A iniciativa do mapeamento \u00e9 da Prefeitura Municipal e do Movimento Aprendizes da Sabedoria. Tamb\u00e9m contar\u00e1 com a parceria da Unicentro, Instituto Federal do Paran\u00e1, APP Sindicato, Rede Puxir\u00e3o, Rede de Cultura e Conhecimentos Tradicionais e Instituto Equipe de Educadores Populares.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro Encontro Regional de Benzedeiras, Benzedores, Rezadeiras, Curadores, Costureiras de Machucaduras e Parteiras foi realizado, em 2008, no campus de Irati. 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