{"id":1969,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2015\/11\/24\/sarau-celebra-a-beleza-da-cultura-negra\/"},"modified":"2015-11-24T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-24T02:00:00","slug":"sarau-celebra-a-beleza-da-cultura-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2015\/11\/24\/sarau-celebra-a-beleza-da-cultura-negra\/","title":{"rendered":"Sarau celebra a beleza da cultura negra"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sarau-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-2117\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sarau-01-300x199.jpg\" alt=\"sarau 01\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a>Uma noite para celebrar a resist\u00eancia, a alegria e a beleza negra. Assim foi o II Sarau Cultural Afro-Brasileiro, realizado no campus Irati na \u00faltima quinta-feira, (19). O evento fez men\u00e7\u00e3o ao 20 de novembro, Dia da Consci\u00eancia Negra, e integrou a X Semana de Hist\u00f3ria, organizada pelo Departamento de Hist\u00f3ria, Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Unicentro e N\u00facleo de Estudos \u00c9tnico-Raciais (NEER) do campus Irati.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">A coordenadora do NEER, Alexandra Louren\u00e7o foi a organizadora do Sarau e destaca que o objetivo do evento foi trazer a tona a beleza da cultura negra num aspecto est\u00e9tico. \u201cA medida em que eu vejo a beleza da cultura de um povo, estou resgatando a dignidade dele e a identidade dela, estou construindo ela. Ent\u00e3o quando falamos em consci\u00eancia negra para al\u00e9m das quest\u00f5es sociais, \u00e9 fundamental tamb\u00e9m pensar na beleza dessa cultura, e uma cultura que n\u00e3o est\u00e1 long\u00ednqua, ela est\u00e1 no Brasil, a medida que o pa\u00eds tem uma grande parcela da sua popula\u00e7\u00e3o descendente dos africanos\u201d, complementa.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">20 de novembro \u00e9 a data de morte de um \u00edcone da cultura negra: Zumbi dos Palmares. Mas outras figuras negras marcantes tamb\u00e9m estiveram no Sarau, atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o \u201cPresen\u00e7a de her\u00f3is negros em hist\u00f3rias de quadrinhos\u201d, trabalho que resulta de pesquisa e cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica do professor de Artes, La\u00e9rcio Soares da Silva. J\u00e1 a performance teatral de Paulo Alexandre Laskoski, trouxe momentos de reflex\u00e3o para o p\u00fablico. A poesia tamb\u00e9m esteve presente no Sarau com o diretor de Cultura da Unicentro, Edson Santos Silva que declamou \u201cBasta\u201d, de autoria do poetisa mo\u00e7ambicana Noemia de Souza.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201c<span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Ser negro neste pa\u00eds \u00e9 matar um le\u00e3o a cada dia, porque n\u00f3s somos a nossa pele, o nosso cabelo, os nossos dentes, os nossos l\u00e1bios, enfim, o corpo do negro fala por si s\u00f3. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Acredito que as universidades e as escolas de todos os \u00e2mbitos t\u00eam um papel muito importante que \u00e9 resgatar a autoestima do negro. Sendo assim, esse 20 de novembro \u00e9 o momento de olharmos para o passado e vermos que n\u00f3s conquistamos a duras penas alguns espa\u00e7os dentro desse pa\u00eds que deve muito ao negro, mas que ainda n\u00e3o reconhece como deveria o papel do negro dentro da nossa sociedade\u201d, ressalta Santos Silva.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">O ponto alto do Sarau foi o Desfile \u201c\u00c1frica em N\u00f3s\u201d, com trajes criados pela designer Patr\u00edcia Louren\u00e7o. O conjunto de pe\u00e7as apresentado inclu\u00eda vestimentas para o dia-a-dia at\u00e9 eventos festivos. \u201cO desfile realmente foi a parte do trabalho que foi a p\u00e9rola. N\u00f3s tivemos o cuidado de elaborar cada pe\u00e7a para as pessoas que iriam desfilar. Elas foram desenhadas realmente tentando resgatar tra\u00e7os da cultura dos povos africanos, n\u00e3o fazendo algo apenas colorido, mas tendo o cuidado aos m\u00ednimos detalhes, desde a escolha dos tecidos, inclusive alguns que vieram da \u00c1frica, como um de Marrocos e um do Qu\u00eania, mas tamb\u00e9m buscando adaptar esses modelos as pessoas da fam\u00edlia Unicentro que s\u00e3o afrodescentes e que se disponibilizaram a participar\u201d, explica Alexandra.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">Para a chefe da Divis\u00e3o de Promo\u00e7\u00e3o Cultural do campus Irati, professora Ana Maria Rufino Gillies, o Sarau celebrou a resist\u00eancia hist\u00f3rica do povo negro. \u201cN\u00e3o \u00e9 um momento de n\u00f3s aqui adotarmos um discurso pol\u00edtico e militante, isso \u00e9 feito em sala de aula e com todas as nossas a\u00e7\u00f5es ao longo do ano. O Sarau \u00e9 o momento de celebrar essa resist\u00eancia negra que n\u00e3o se trata apenas da \u00e9poca da escravid\u00e3o ou do imediato p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o, mas de hoje, no dia a dia\u201d, acrescenta. <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sarau-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-2116\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/sarau-02-300x199.jpg\" alt=\"sarau 02\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a>Encerrando o evento, o grupo de capoeira Muzenza apresentou a mistura de dan\u00e7a com luta que foi proibida no Brasil at\u00e9 1930, mas que desde o ano passado \u00e9 considerada Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade. \u201cO Sarau deixou um sentimento de felicidade imenso. Houve realmente a mobiliza\u00e7\u00e3o das pessoas aderindo a ideia. N\u00e3o foi um evento que apenas deu trabalho, mas que acima de tudo deu prazer. Penso que o saldo positivo existiu de fato, na medida em que eu estando nos bastidores podia escutar o p\u00fablico aplaudindo e se integrando ao que estava acontecendo\u201d, finaliza Alexandra.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todas as fotos est\u00e3o dispon\u00edveis em:\u00a0https:\/\/www.facebook.com\/media\/set\/?set=a.994079033946898.1073741993.424901944197946&amp;type=3<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma noite para celebrar a resist\u00eancia, a alegria e a beleza negra. Assim foi o II Sarau Cultural Afro-Brasileiro, realizado no campus Irati na \u00faltima quinta-feira, (19). 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