{"id":1741,"date":"2014-10-31T00:00:00","date_gmt":"2014-10-31T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2014\/10\/31\/professora-da-unicentro-recebe-premio-excelencia-em-fonoaudiologia\/"},"modified":"2014-10-31T00:00:00","modified_gmt":"2014-10-31T02:00:00","slug":"professora-da-unicentro-recebe-premio-excelencia-em-fonoaudiologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/irati\/2014\/10\/31\/professora-da-unicentro-recebe-premio-excelencia-em-fonoaudiologia\/","title":{"rendered":"Professora da Unicentro recebe Pr\u00eamio Excel\u00eancia em Fonoaudiologia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Pr\u00eamio_Ana-Paula-Dassie-Leite.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-1649\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/irati\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Pr\u00eamio_Ana-Paula-Dassie-Leite-300x206.jpg\" alt=\"Pr\u00eamio_Ana Paula Dassie Leite\" width=\"261\" height=\"179\" \/><\/a>A professora Ana Paula Dassie Leite, do Departamento de Fonoaudiologia da Unicentro, campus Irati, recebeu no in\u00edcio deste m\u00eas o pr\u00eamio &#8220;Excel\u00eancia em Fonoaudiologia&#8221;, em fun\u00e7\u00e3o da sua tese de doutorado. Ana Paula avaliou os dist\u00farbios de voz e fonol\u00f3gicos de crian\u00e7as com hipotireoidismo cong\u00eanito. O pr\u00eamio foi concedido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia durante o Congresso Nacional, que premia anualmente os melhores trabalhos na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Ana Paula explica que o hipotireoidismo cong\u00eanito \u00e9 uma defici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio tireoidiano, e na maior parte das vezes, \u00e9 causado por um problema na pr\u00f3pria gl\u00e2ndula tire\u00f3idia que se localiza no pesco\u00e7o. \u201cO hipotireoidismo \u00e9 a segunda doen\u00e7a end\u00f3crina-cr\u00f4nica mais comum. A minha pesquisa come\u00e7ou quando recebi uma crian\u00e7a que tinha hipotireoidismo e problema de voz. Aquilo me intrigou e resolvi pesquisar mais sobre a doen\u00e7a\u201d, conta.<\/p>\n<p>Em sua pesquisa, a professora avaliou um grupo formado por 200 crian\u00e7as que s\u00e3o atendidas no Hospital de Cl\u00ednicas da Universidade Federal do Paran\u00e1, sendo que 100 possuem o hipotireoidismo e as demais n\u00e3o t\u00eam a doen\u00e7a. \u201cMinha pesquisa envolveu avalia\u00e7\u00e3o de voz e fala em crian\u00e7as com idade a partir dos tr\u00eas anos, e com no m\u00e1ximo 12. Historicamente a literatura descreve que as crian\u00e7as que t\u00eam hipotireoidismo cong\u00eanito podem ter dificuldades tanto no desenvolvimento fonol\u00f3gico, quanto em quest\u00f5s relacionadas a voz, como rouquid\u00e3o e falhas na voz. Isso porque o hipotireoidismo pode gerar um edema na prega vocal, e esse faz com que a voz fique mais grave, mais rouca e mais pesada\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Ana Paula, com o avan\u00e7o dos programas de triagem neonatal a partir da d\u00e9cada de 90, hoje as crian\u00e7as t\u00eam sido diagnosticadas mais cedo e iniciado o tratamento. Como h\u00e1 poucos estudos que mostrem como tem acontecido o desenvolvimento de voz e fala na primeira inf\u00e2ncia de crian\u00e7as precocemente diagnosticadas e com tratamento adequado, a professora decidiu investigar justamente se com essa mudan\u00e7a de panorama no pr\u00f3prio tratamento do hipotireoidismo, essas crian\u00e7as passaram a ter caracter\u00edsticas de voz e fala compat\u00edveis com aquelas que n\u00e3o tem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas de voz que podem ser rouquid\u00e3o, soprosidade ou falha na voz, atrav\u00e9s dos testes feitos pela professora e tamb\u00e9m de exames na laringe, n\u00e3o foi poss\u00edvel observar nenhuma diferen\u00e7a entre as crian\u00e7as com hipotireoidismo e entre as do grupo controle. \u201cAs caracter\u00edsticas de voz foram muito semelhantes, o que fez com que cheg\u00e1ssemos a conclus\u00e3o de que provavelmente esse edema de prega vocal, que sempre foi referido na literatura, est\u00e1 associado provavelmente a uma m\u00e1 ades\u00e3o ao tratamento, ou a um diagn\u00f3stico tardio. Essas crian\u00e7as hoje t\u00eam uma voz na primeira inf\u00e2ncia muito compat\u00edvel com as demais\u201d, completa Ana Paula.<\/p>\n<p>Por outro lado, a pesquisa apontou varia\u00e7\u00f5es sobre a forma como se desenvolve a fala das crian\u00e7as nos primeiros anos de vida. As que n\u00e3o t\u00eam a doen\u00e7a possuem a aquisi\u00e7\u00e3o do sistema fonol\u00f3gico (sons da fala), mais precocemente do que as crian\u00e7as com hipotireoidismo cong\u00eanito.<\/p>\n<p>\u201cCom seis anos, as 100 crian\u00e7as do grupo controle j\u00e1 tinham tido a aquisi\u00e7\u00e3o do sistema fonol\u00f3gico, e nas crian\u00e7as com hipotireoidismo cong\u00eanito, ainda com sete, oito anos, em algumas observamos certa dificuldade. Por\u00e9m, a partir de oito anos isso tende a se normalizar. Assim, o desenvolvimento acontece de forma mais tardia, provavelmente, porque essas crian\u00e7as tiveram uma priva\u00e7\u00e3o hormonal intra\u00fatero, e a produ\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios nesta fase \u00e9 importante para sinapses e para o desenvolvimento neurol\u00f3gico. Mesmo com tratamento precoce e muito efetivo, as crian\u00e7as com hipotireoidismo cong\u00eanito podem ter um pequeno d\u00e9ficit que pode se manifestar na fala e tamb\u00e9m em quest\u00f5es escolares\u201d, conclui a professora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A professora Ana Paula Dassie Leite, do Departamento de Fonoaudiologia da Unicentro, campus Irati, recebeu no in\u00edcio deste m\u00eas o pr\u00eamio &#8220;Excel\u00eancia em Fonoaudiologia&#8221;, em fun\u00e7\u00e3o da sua tese de doutorado. Ana Paula avaliou os dist\u00farbios de voz e fonol\u00f3gicos de crian\u00e7as com hipotireoidismo cong\u00eanito. 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