‘Projeto A Árvore: biomas brasileiros’ promove reflexão sobre valores humanos, arte e sustentabilidade nas escolas

‘Projeto A Árvore: biomas brasileiros’ promove reflexão sobre valores humanos, arte e sustentabilidade nas escolas

O Projeto Árvore vem transformando a rotina escolar em todo o mundo ao unir valores humanos, artes e sustentabilidade em uma proposta inovadora de formação cidadã.

A ideia surgiu a partir do trabalho do acervo do artista Otávio Hoth, cujo legado é preservado em São Paulo, visando estimular crianças e adolescentes a refletirem sobre os valores humanos e o mundo que desejam construir para o futuro.

Financiado pela Fundação Abrinq e pela Faber-Castell, a iniciativa oferece às escolas um kit pedagógico composto por cards que representam diferentes valores humanos por meio da expressão artística, além de dois livros temáticos. Professores utilizam esse material em atividades formativas, incentivando os estudantes a analisar seu contexto social, debater valores como respeito, solidariedade e empatia, e imaginar um futuro mais justo e sustentável.

“Os alunos são convidados a expressar livremente sua visão de um mundo melhor em duas folhinhas recebidas no kit. Uma das folhinhas contribuirá para a confecção de uma árvore na escola e a outra é devolvida para o acervo Otávio Roth, que de tempos em tempos compõe a montagem de uma grande Árvore dos Sonhos, que consiste em uma obra de arte produzida coletivamente”, explicou a professora Adriana Massaê Kataoka.

 

Guarapuava planta sua Árvore dos Sonhos

Em Guarapuava, o Projeto Árvore ganhou força em diversas instituições de ensino ao se integrar ao trabalho da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), ao Pacto Global de Jovens pelo Clima e aos Clubes de Ciências.
A professora Crissiane Loyse Luiz, coordenadora do Clube de Ciências “Velozes e Curiosos” do Colégio Estadual Cristo Rei e integrante do Pacto, foi uma das primeiras educadoras do município a aplicar a metodologia.

Ela relatou que, no colégio, o trabalho começou com o estudo dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e, a partir dessa reflexão, os estudantes registraram seus desejos para o futuro em folhas que estão sendo coladas em uma árvore feita em papel kraft. Além disso, ela apresentou as obras de Otávio Roth e propôs a eles uma releitura utilizando tinta guache em folha sulfite. A proposta é organizar uma exposição que una as obras do artista às releituras dos alunos, encerrando com a montagem da Árvore dos Desejos.

Para a professora, a atividade ultrapassa os limites da sala de aula e alcança a formação cidadã dos jovens. “Participar deste projeto inspirado em Otávio Roth tem sido uma experiência riquíssima. A proposta de resgatar os artigos da Declaração Universal de forma artística e criativa encantou os alunos. Ao desenharem suas interpretações e colarem as produções na Árvore dos Desejos por um mundo melhor, eles não apenas exercitam a criatividade, mas também refletem sobre a importância dos direitos de todos”, apontou a docente.

Ela acrescenta que a releitura das obras de Roth trouxe cor, vida e sensibilidade ao aprendizado. “Foi surpreendente ver como se envolveram, se emocionaram e compreenderam, de forma lúdica e significativa, o valor da dignidade humana. Sem dúvida, é um trabalho que une arte, conhecimento e consciência cidadã”, relatou.

Paraná Faz Ciência

Ao longo dos anos, milhares de folhas já foram reunidas em grandes instalações coletivas no Brasil e no exterior, incluindo montagens no Sesc São Paulo e até em Nova Iorque.

Neste ano, todas as escolas participantes de Guarapuava terão suas árvores reunidas em uma mostra especial durante o evento Paraná Faz Ciência, que acontece de 29 de setembro a 3 de outubro na cidade. Esta edição é coordenada pela Unicentro. No último dia da programação, a população poderá participar de uma oficina aberta.

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