{"id":547,"date":"2017-03-20T22:24:26","date_gmt":"2017-03-21T01:24:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/?p=547"},"modified":"2022-10-21T16:39:11","modified_gmt":"2022-10-21T19:39:11","slug":"a-violencia-contra-mulher-e-algumas-possiveis-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/2017\/03\/20\/a-violencia-contra-mulher-e-algumas-possiveis-solucoes\/","title":{"rendered":"A viol\u00eancia contra mulher e algumas poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14pt\">A viol\u00eancia contra as mulheres ainda \u00e9 muito presente nos lares brasileiros, isso impacta inclusive a vida profissional das v\u00edtimas. Algumas mulheres que est\u00e3o no mercado de trabalho e sofrem viol\u00eancia dom\u00e9stica trazem para seus empregos o reflexo do que vivem em suas casas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Cear\u00e1 em parceria com o Instituto Maria da Penha no ano de 2016, elas chegam a ficar aproximadamente 50% a menos em ocupa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s que n\u00e3o passam por situa\u00e7\u00f5es como essa. Al\u00e9m disso, os sal\u00e1rios s\u00e3o menores e as v\u00edtimas costumam faltar ao trabalho diversas vezes por ano devido a incapacidades provocadas pelas agress\u00f5es f\u00edsicas ou psicol\u00f3gicas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>Maria<\/strong> (nome fict\u00edcio para preservar a identidade da fonte), 40, m\u00e3e de <strong>Emilly<\/strong>, 19, faz parte desta realidade e passou por situa\u00e7\u00f5es complicadas dentro de casa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">\u00a0\u201cMeu pai sempre foi muito violento, desde quando namoravam. Ele e minha m\u00e3e tiveram um casamento arranjado. Eu vi o inferno dentro da minha casa\u201d, conta a jovem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Entre trai\u00e7\u00f5es, bebidas e crises de viol\u00eancia, ela, a m\u00e3e e a irm\u00e3 viveram em medo constante. \u201cN\u00f3s demoramos muito para tomar uma atitude. Ele chegou em casa b\u00eabado e nos espancou. Eu fui desmaiada para o hospital e cheguei a ter crises convulsivas\u201d, lembrou ela. O pai passou uma noite na cadeia, voltou para a casa e a situa\u00e7\u00e3o se repetiu. Dessa vez, uma medida protetiva foi pedida para a fam\u00edlia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt\">Viol\u00eancia na lei<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A Lei n.11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, teve vigor em 2006 e as normas protetivas foram decididas atrav\u00e9s dela. Ap\u00f3s a den\u00fancia de agress\u00e3o, o juiz determina seu apontamento em at\u00e9 48 horas. Essa \u00e9 uma forma de garantir que qualquer mulher possa usufruir de seus direitos e seguran\u00e7a. Essa medida pede que o agressor se afaste do lar, al\u00e9m de determinar o limite m\u00ednimo de dist\u00e2ncia entre ele e a v\u00edtima.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 14pt\">Em 2017, cerca de dez mil mulheres sofriam viol\u00eancia dom\u00e9stica em Guarapuava. Esses dados foram recolhidos por meio de uma pesquisa realizada pela Delegacia da Mulher. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade apresentava dados afirmando que uma em cada seis mulheres j\u00e1 sofreu com abuso. A cada cem mil, um total de 4,4% eram v\u00edtimas de homic\u00eddio praticado por seus pr\u00f3prios c\u00f4njuges.\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A viol\u00eancia esteve presente na vida de<strong> Joana<\/strong>, 18, desde que foi concebida; \u201cTudo come\u00e7ou antes mesmo que eu tivesse nascido. Eu cresci em um cen\u00e1rio de horror\u201d, afirmou. A m\u00e3e lhe contou diversas vezes pelo que passava. \u201cQuando ele bebe fica irritado. Se algu\u00e9m fala algo, apanha. Ent\u00e3o preferimos ficar em sil\u00eancio\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A jovem cresceu em meio a brigas, palavras ofensivas e bebidas,\u00a0 que ainda encontra diariamente ao chegar em casa. \u201cN\u00f3s mor\u00e1vamos no interior e quando n\u00f3s mudamos para a cidade, minha m\u00e3e disse que iria denunciar. Engra\u00e7ado, nunca aconteceu\u201d, relembra Joana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A viol\u00eancia verbal pode estar presente nos mais variados ambientes. \u00c9 um comportamento agressivo, baseado em palavras pejorativas e danosas, com inten\u00e7\u00e3o de humilhar ou manipular. Esse comportamento afeta significativamente a v\u00edtima e est\u00e1 presente na casa de Joana. \u201cContinua sempre, ela parece nunca parar. Eu me sinto vulner\u00e1vel, sou fraca por isso. Eu passo medo, fico assustada e me deprimo. Eu me fecho no quarto e choro. Sou chamada de coisas horr\u00edveis\u201d, explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Diferente da fam\u00edlia de Emilly, a de Joana n\u00e3o procurou ajuda e revive constantemente o trauma. \u201cVivemos debaixo do mesmo teto com algu\u00e9m que s\u00f3 difama e humilha a gente. Eu tenho p\u00e2nico de muitas coisas por isso. N\u00e3o posso ver discuss\u00f5es, n\u00e3o posso ver ningu\u00e9m sendo agressivo. Eu projeto meu pai nessas pessoas\u201d, esclarece Joana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Na casa de <strong>J\u00e9ssica<\/strong>, 24, essa situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era frequente. \u201c\u00c9 muito triste voc\u00ea ver um homem b\u00eabado chegar em casa e descontar as frustra\u00e7\u00f5es na esposa. Ele perdia mais da metade do sal\u00e1rio em apostas e culpava todos que encontrava na frente\u201d, conta. Tudo come\u00e7ou com empurr\u00f5es, tapas, pux\u00f5es de cabelo, m\u00f3veis quebrados, entre outras atitudes que mostravam o lado violento do homem. \u201cO tempo foi passando e essas agress\u00f5es apenas pioraram. Ficaram mais graves, eram batidas na cabe\u00e7a, socos no rosto, e isso vai se tornando dif\u00edcil esconder de toda a fam\u00edlia. At\u00e9 que um dia houve amea\u00e7a de morte, sufocamento. \u00c9 triste ter que falar sobre isso. Mas houve um dia que uma faca foi utilizada como defesa, esse homem tentou homic\u00eddio e um corte no bra\u00e7o dele o fez parar. \u00c9 errado? \u00c9, mas isso foi apenas um ato para sair viva\u201d, recorda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Todas as mulheres que passam por situa\u00e7\u00f5es de risco devem contar a fam\u00edlia, amigos e respons\u00e1veis p\u00fablicos o que est\u00e1 acontecendo.. \u201c\u00c9 medo, impot\u00eancia e inseguran\u00e7a. N\u00f3s n\u00e3o podemos deixar quieto, precisamos nos unir. Hoje sou uma mulher forte, toda minha fam\u00edlia sentiu na pele o poder patriarcal. N\u00f3s n\u00e3o somos obrigadas a aceitar isso\u201d afirma J\u00e9ssica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-548 size-full\" src=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.05.jpeg\" alt=\"\" width=\"756\" height=\"1200\" srcset=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.05.jpeg 756w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.05-255x405.jpeg 255w\" sizes=\"auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt\">N\u00e3o se cale\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">N\u00e3o s\u00e3o poucos os casos de den\u00fancias contra a mulher, e atualmente especialmente na ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica, nossos casos aparecem todos os dias. Segundo dados recolhidos pelo USA Today, em entrevista com mais de 800 mulheres envolvidas em produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas, 94% delas j\u00e1 sofreram algum epis\u00f3dio de ass\u00e9dio, sendo que apenas 25% dessas mulheres procuraram algum superior ou \u00f3rg\u00e3o sindical para relatar o ocorrido. Evidenciando o medo vivido diariamente. O trauma causado impede que essas v\u00edtimas comentem com qualquer familiar ou amigo sobre o caso. Perder o emprego, julgamentos e repres\u00e1lias se tornam motivos que as fazem reverter a culpa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-549 aligncenter\" src=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.04-e1666315730184.jpeg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"639\" srcset=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.04-e1666315730184.jpeg 1200w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.04-e1666315730184-255x136.jpeg 255w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2022\/10\/WhatsApp-Image-2022-08-31-at-21.34.04-e1666315730184-768x409.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt\">Programas em Guarapuava\u00a0<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A secretaria de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Mulheres atua em Guarapuava h\u00e1 nove anos. Idealizado pela deputada <strong>Eva Schran<\/strong>, o \u00f3rg\u00e3o tem como objetivo combater e prevenir a viol\u00eancia contra a mulher e proporcionar \u00e0s mesmas a autonomia econ\u00f4mica. Pensando nisso, no cen\u00e1rio municipal, a Secretaria desenvolve anualmente diversos projetos que incluam a mulher na sociedade e a auxiliem a reconstruir ou enxergar sua dignidade social. Para capacitar essas mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, a Secretaria criou o \u201cEla Empreendedora\u201d. \u201cElas precisam de ajuda para sair a viol\u00eancia, e n\u00f3s conseguimos entender que para isso elas devem ter a chance de independ\u00eancia financeira. Com o Ela Empreendedora n\u00f3s oportunizamos cursos que trabalhem suas capacita\u00e7\u00f5es profissionais\u201d, explica <strong>Priscila Schran<\/strong>, que est\u00e1 a frente da secretaria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Em conversa com entidades, grupos, coletivos e movimentos que debatiam o Plano Municipal de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Mulheres, a equipe conseguiu definir\u00a0 as necessidades da cidade e regi\u00e3o, descobrindo quais as verdadeiras prioridades para 2018, que acarretam na elabora\u00e7\u00e3o de novas ideias como eventos e aprimoramento de programas. Em 2017, o deputado Aliel Machado, por meio de uma emenda parlamentar, disponibilizou cem mil reais para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos que foram comprados e est\u00e3o sendo distribu\u00eddos na secretaria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt\">Proposta de melhoria\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A passos lentos o Brasil est\u00e1 deixando de ser masculinizado. Atualmente mulheres est\u00e3o entrando em ramos que antes eram considerados dignos ou poss\u00edveis de serem executados apenas por homens. Pedreiras, eletricistas, motoristas de \u00f4nibus e caminh\u00f5es est\u00e3o surgindo no mercado. Em meio a esse cen\u00e1rio surgiu a ideia de ampliar no munic\u00edpio a Lei da Constru\u00e7\u00e3o Civil. Essa proposta tem como objetivo oportunizar vagas de emprego para as mulheres formadas nessas profiss\u00f5es. Desde agosto de 2017, 10% das contrata\u00e7\u00f5es para obras da prefeitura s\u00e3o destinadas a elas. Qualquer mulher em situa\u00e7\u00e3o de risco, viol\u00eancia ou ass\u00e9dio deve procurar um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel que ofere\u00e7a apoio, incentivo e luta pelo bem-estar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Mais casos de viol\u00eancia contra mulher podem ser conferidos no<span style=\"text-decoration: underline\"><strong><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/document\/u\/0\/d\/1AV4ZmuB73-Wo2RhAqZfxmnc5FzingyXkg4zWwu6_9KU\/edit\"> texto sobre viol\u00eancia obst\u00e9trica<\/a><\/strong><\/span>, uma forma de violentar as mulheres no momento do pr\u00e9-natal, parto ou p\u00f3s-parto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><b>Texto: Sabrina Ferrari para o jornal \u00c1gora, em mar\u00e7o de 2017\u00a0<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><b>Edi\u00e7\u00e3o: Millena Ricardo, em outubro de 2022<\/b><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A viol\u00eancia contra as mulheres ainda \u00e9 muito presente nos lares brasileiros, isso impacta inclusive a vida profissional das v\u00edtimas. 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