{"id":372,"date":"2022-10-20T11:29:13","date_gmt":"2022-10-20T14:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/?p=372"},"modified":"2022-10-20T11:29:13","modified_gmt":"2022-10-20T14:29:13","slug":"diarios-do-conhecimento-carolina-maria-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/2022\/10\/20\/diarios-do-conhecimento-carolina-maria-de-jesus\/","title":{"rendered":"Di\u00e1rios do Conhecimento: Carolina Maria de Jesus"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Quando surge o questionamento sobre quais os autores mais influentes do Brasil dos s\u00e9culos XIX e XX, certamente nomes como <strong>\u00c9rico Ver\u00edssimo, Jos\u00e9 de Alencar, M\u00e1rio de Andrade e Jorge Amado<\/strong> s\u00e3o citados sem esfor\u00e7o algum de mem\u00f3ria. Ao mesmo tempo, h\u00e1 outros que permanecem esquecidos pela sociedade, mesmo que sejam igualmente importantes por contribuir com a literatura brasileira. Um desses nomes \u00e9 o da escritora<strong> <a href=\"https:\/\/vermelhazona.blogspot.com\/2020\/11\/carolina-maria-de-jesus-o-que-as.html\">Carolina Maria de Jesus<\/a>.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">O mestre em educa\u00e7\u00e3o e professor de hist\u00f3ria <strong>Joatan Nunes Machado Junior<\/strong>, conta que infelizmente pouco ouviu sobre ela durante sua vida escolar, devido ao curr\u00edculo euroc\u00eantrico empregado pelas escolas, por isso hoje tenta adotar uma nova forma de trabalho, que d\u00ea visibilidade a autora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">\u201cNa biblioteca das escolas, geralmente, n\u00e3o encontramos <strong>Carolina<\/strong> nas prateleiras (primeiro pela baixa tiragem da sua obra, segundo pelo esquecimento a que a literatura brasileira relegou a sua obra). Ent\u00e3o eu levo o meu pequeno acervo com Quarto de Despejo, Di\u00e1rio de Bitita e algumas poesias retiradas da internet, empresto meus livros para os alunos com um aperto no cora\u00e7\u00e3o e sou recompensado todas \u00e0s vezes que eles chegam com l\u00e1grimas nos olhos quando discutimos os textos dela\u201d, relata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Carolina foi uma mulher negra, moradora da favela, m\u00e3e solteira e escritora. Ela nasceu em 14 de mar\u00e7o de 1914, em Sacramento (MG). Sua \u00e1rvore geneal\u00f3gica \u00e9 composta por av\u00f3s escravos, pai trabalhador rural e a m\u00e3e, al\u00e9m da profiss\u00e3o do pai, tamb\u00e9m era lavadeira e dom\u00e9stica. Quanto ao pai, ao que se sabe, j\u00e1 que era casado com outra mulher. Como Carolina \u00e9 fruto de um casamento ilegal, a rela\u00e7\u00e3o paterna era dif\u00edcil e a escritora costumava apanhar muito na inf\u00e2ncia. Al\u00e9m disso, ela tinha outros 7 irm\u00e3os.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Pela falta de recursos financeiros, a menina cursou apenas o primeiro e segundo ano do prim\u00e1rio (equivalente ao ensino fundamental). Embora tenha ficado pouco tempo na escola, aprendeu a ler, escrever e descobriu sua paix\u00e3o pela literatura.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Paix\u00e3o que lhe custou caro<\/span><\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Carolina gostava de ler livros de diversos g\u00eaneros. Certo dia,\u00a0 enquanto sentava em frente a sua casa, ao folhear um exemplar esp\u00edrita, um vizinho disse se tratar do livro de S\u00e3o Cipriano, que era usado para praticar feiti\u00e7os naquela \u00e9poca. Ao ver a menina lendo tal obra, chamou a pol\u00edcia. As autoridades de Minas Gerais conclu\u00edram que ela s\u00f3 poderia estar fazendo feiti\u00e7aria, afinal, era imposs\u00edvel que uma menina negra e pobre pudesse saber ler. Com esse pressuposto, prenderam Carolina e sua m\u00e3e por seis dias, deixando elas sem comida durante tr\u00eas deles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Ap\u00f3s toda essa situa\u00e7\u00e3o, sua m\u00e3e sugere que seria melhor Carolina partir de <strong>Minas Gerais<\/strong> em busca de um lugar melhor &#8211; e talvez uma oportunidade de emprego. J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, passou a trabalhar de dom\u00e9stica em uma casa que tinha biblioteca. Nas horas vagas e folgas, o patr\u00e3o concedeu passe livre para ler os livros do lugar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Nesse tempo, Carolina j\u00e1 sonhava em publicar seu pr\u00f3prio livro, e corria atr\u00e1s de maneiras para realiz\u00e1-lo. Sempre escrevia poemas e procurava as r\u00e1dios da cidade, se autoproclamando poetisa, de modo a declam\u00e1-los ao p\u00fablico da esta\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m lhe dava ouvidos, at\u00e9 que em 25 de janeiro de 1940, o jornalista do Folha da Manh\u00e3 (SP), <strong>Willy Aur\u00e9lio<\/strong>, publicou uma mat\u00e9ria intitulada: Carolina Maria, poetisa preta. A publica\u00e7\u00e3o continha um de seus poemas: \u201cO colono e o fazendeiro\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Com o passar do tempo, engravidou de um portugu\u00eas, que pouco tempo depois a abandona. Com isso, ela \u00e9 expulsa do trabalho (naquela \u00e9poca, as fam\u00edlias n\u00e3o aceitavam uma m\u00e3e solteira no cargo de dom\u00e9stica).\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">A vida na Favela<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Ap\u00f3s ser demitida, Carolina passa a morar na rua. Pouco tempo depois, o governador do Estado, <strong>Adhemar Barros<\/strong>, mandou recolher todos os moradores de rua, em busca de uma boa imagem para a cidade. Para isso, os despeja pr\u00f3ximo ao rio Tiet\u00ea, dando origem \u00e0 favela do Canind\u00e9.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">No local, Carolina construiu seu barraco, com os materiais que encontrava no lixo. Cuidou do primeiro filho, <strong>Jo\u00e3o Jos\u00e9<\/strong>, e de outros dois que vieram em seguida, <strong>Jos\u00e9 Carlos de Jesus e Vera Eunice de Jesus Lima<\/strong>, ambos frutos de relacionamentos distintos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">A poetisa se torna catadora de materiais recicl\u00e1veis, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 nenhum outro recurso para que ela sobrevivesse. Misturado ao seu sustento, encontra muitos cadernos com folhas em branco, preenchidas pouco a pouco pela autora. Ela retratava sua realidade di\u00e1ria, as dificuldades e os raros momentos de tranquilidade. Entre eles, quando algu\u00e9m lhe doava algum tost\u00e3o, permitindo que ela tivesse a certeza que n\u00e3o passaria fome naquele dia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Em 1958, o jornalista <strong>Aud\u00e1lio Dantas<\/strong>, respons\u00e1vel por fazer uma mat\u00e9ria sobre o playground instalado na favela do Canind\u00e9 para o jornal Folha da Noite, encontrou Carolina amea\u00e7ando os vizinhos de que os denunciaria em seu livro. Imediatamente, o jornalista quis saber do que se tratava esses livros. Prontamente, a escritora o levou para conhecer seus escritos. Foi paix\u00e3o imediata. Nas linhas tra\u00e7adas nos cadernos velhos, viu o potencial da catadora e decidiu ajud\u00e1-la a publicar suas anota\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">\u201cQuarto de Despejo\u201d, primeiro livro de Carolina, foi lan\u00e7ado em 1960.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Um livro de sucesso<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">O nome \u201cQuarto de despejo\u201d \u00e9 uma met\u00e1fora referente ao lugar onde mora, que abriga pessoas despejadas em uma situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. Em v\u00e1rias passagens, a autora fala sobre o cheiro de lixo do lugar, o conv\u00edvio com a sujeira, e os animais que transitam por l\u00e1 e transmitem doen\u00e7as para as crian\u00e7as. O livro \u00e9, portanto, um di\u00e1rio que conta os seus dias na favela com detalhes riqu\u00edssimos. Fala sobre temas como fome, preconceito racial, pobreza, educa\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Foram vendidos mais de 10 mil exemplares na semana de lan\u00e7amento. Al\u00e9m disso, a obra foi comercializada em 46 pa\u00edses e traduzida para 16 idiomas. Foi o primeiro texto sobre favela escrito por algu\u00e9m que vivia a situa\u00e7\u00e3o cotidianamente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Com o dinheiro que lhe foi garantido pela venda dos livros, a princ\u00edpio, Carolina conseguiu sair da favela. No entanto, logo ela foi esquecida pelo mercado e pelo p\u00fablico, e voltou a recolher papel\u00e3o pelo resto de sua vida.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">As \u00faltimas obras e o descaso com a autora<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Carolina Maria de Jesus faleceu em 13 de fevereiro de 1977, com 63 anos, em decorr\u00eancia de uma insufici\u00eancia respirat\u00f3ria causada pela asma. Mas n\u00e3o morreu para a literatura: os seus feitos ressurgem e outras seis obras p\u00f3stumas foram publicadas: Di\u00e1rio de Bitita (1977) Um Brasil para Brasileiros (1982) Meu Estranho Di\u00e1rio (1996) Antologia Pessoal (1996) Onde Estaes Felicidade (2014) Meu Sonho \u00e9 Escrever: contos in\u00e9ditos e outros escritos (2018).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Em \u00e2mbito liter\u00e1rio, o esquecimento desse tipo de obra e a falta de introdu\u00e7\u00e3o dela nas escolas e universidades \u00e9 recorrente. N\u00e3o s\u00f3 negligencia o ensino da literatura brasileira no pa\u00eds, quanto oculta uma forma diversa de escrita que pode servir de inspira\u00e7\u00e3o para outros jovens, subordinados somente \u00e0 literatura cl\u00e1ssica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\"><strong>Joatan <\/strong>afirma que as obras de escritores negros s\u00e3o desvalorizadas no pa\u00eds, que \u00e9 composto etnicamente, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), de 54% da popula\u00e7\u00e3o autodeclarada preta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">\u201cNossa hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o traz nenhum autor negro, nada sobre hist\u00f3ria da \u00c1frica, especificamente na gradua\u00e7\u00e3o. Os manuais de hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizados na forma\u00e7\u00e3o de professores nas universidades, logo isso fica refletido na educa\u00e7\u00e3o dos nossos jovens\u201d, exp\u00f5e.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Carolina \u00e9 importante para a literatura por permitir que as pessoas que vivem a mesma realidade que ela se sintam representadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">\u201cCarolina \u00e9 a realidade de muitos brasileiros. \u00c9 a realidade de pessoas sem oportunidade, mas que ainda assim conseguiu deixar uma obra, que al\u00e9m de ser intoc\u00e1vel \u00e9 real. Ela deixa ainda mais expostas \u00e0s feridas abertas que o Brasil, atualmente, insiste em manter: desigualdades, preconceitos, discrimina\u00e7\u00f5es, pobreza, mis\u00e9ria&#8230;\u201d finaliza Joatan.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Fa\u00e7a o teste e saiba o quanto voc\u00ea sabe sobre Carolina Maria de Jesus<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Quer testar seus conhecimentos e descobrir o quanto voc\u00ea sabe sobre Carolina Maria de Jesus? Realize o teste\u00a0 abaixo e compartilhe a resposta com a gente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 12pt\"><a href=\"https:\/\/pt.quizur.com\/trivia\/voce-realmente-conhece-carolina-maria-de-jesus-PKvt\"><span style=\"font-size: 14pt\">https:\/\/pt.quizur.com\/trivia\/voce-realmente-<\/span>conhece-carolina-maria-de-jesus-PKvt<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto: <\/strong>B\u00e1rbara Lopes para o Jornal Porta Voz (2021)<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> B\u00e1rbara Lopes (2022)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando surge o questionamento sobre quais os autores mais influentes do Brasil dos s\u00e9culos XIX e XX, certamente nomes como \u00c9rico Ver\u00edssimo, Jos\u00e9 de Alencar, M\u00e1rio de Andrade e Jorge Amado s\u00e3o citados sem esfor\u00e7o algum de mem\u00f3ria. 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