{"id":338,"date":"2022-09-22T12:02:06","date_gmt":"2022-09-22T15:02:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/?p=338"},"modified":"2022-09-22T12:02:06","modified_gmt":"2022-09-22T15:02:06","slug":"alem-de-uma-violencia-obstetrica-uma-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/2022\/09\/22\/alem-de-uma-violencia-obstetrica-uma-violencia-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"Al\u00e9m de uma viol\u00eancia obst\u00e9trica, uma viol\u00eancia contra a mulher"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14pt\">Em julho de 2022, uma mulher foi estuprada pelo m\u00e9dico anestesista <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/veja-o-que-se-sabe-sobre-o-anestesista-preso-por-estupro-no-rio-de-janeiro\/#:~:text=A%20pris%C3%A3o%20em%20flagrante%20do%20m%C3%A9dico%20anestesista%20Giovanni,do%20Meriti%2C%20na%20Baixada%20Fluminense%20%28Rio%20de%20Janeiro%29\">Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, enquanto estava em trabalho de parto<\/a>. O caso foi flagrado no Hospital da Mulher de S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, no Rio de Janeiro. A viol\u00eancia obst\u00e9trica e sexual \u00e9 um assunto que \u00e9 tema h\u00e1 anos e, mesmo com o passar do tempo, os crimes n\u00e3o parecem diminuir.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A <a href=\"https:\/\/www.minhavida.com.br\/familia\/tudo-sobre\/34875-violencia-obstetrica-o-que-e-tipos-e-leis\">viol\u00eancia obst\u00e9trica<\/a> \u00e9 a pr\u00e1tica de procedimentos e condutas que desrespeitam e agridem a mulher na hora da gesta\u00e7\u00e3o, parto ou p\u00f3s-parto. Na pr\u00e1tica, se considera viol\u00eancia os atos agressivos, psicol\u00f3gicos ou f\u00edsicos. De acordo com a pesquisa <a href=\"https:\/\/fpabramo.org.br\/publicacoes\/publicacao\/pesquisa-mulheres-brasileiras-e-genero-nos-espacos-publico-e-privado-2010\/\">\u201cMulheres Brasileiras e G\u00eanero nos Espa\u00e7os P\u00fablico e Privado<\/a>\u201d, organizada pela Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres sofre viol\u00eancia obst\u00e9trica no Brasil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">As pr\u00e1ticas violentas com gestantes e na hora do parto tamb\u00e9m podem consistir em rotinas e normas que j\u00e1 se sabe que s\u00e3o desnecess\u00e1rias, mas s\u00e3o feitas mesmo assim. Nesses casos, s\u00e3o observados procedimentos como a episiotomia pr\u00e1tica, conhecida como o \u201cponto do marido\u201d, o uso da ocitocina sint\u00e9tica sem necessidade, a manobra de Kristeller, a restri\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o e bebida, restri\u00e7\u00f5es de emo\u00e7\u00f5es e express\u00f5es, bem como o impedimento da livre posi\u00e7\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o durante o trabalho de parto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">A OMS se refere a estas condutas como abusos, desrespeito e maus-tratos e as considera viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt\">Leis que garantem a seguran\u00e7a da mulher\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">No Brasil, existem leis e portarias que falam sobre algumas pr\u00e1ticas espec\u00edficas sobre a viol\u00eancia obst\u00e9trica. Uma delas \u00e9 a rede cegonha, criada em 2011. Uma estrutura que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade oferece aos estados e munic\u00edpios para o atendimento do parto humanizado. No Paran\u00e1, esse programa foi substitu\u00eddo pelo M\u00e3e Paranaense.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 14pt\">Foi v\u00edtima? Denuncie!<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Para denunciar a viol\u00eancia obst\u00e9trica ligue:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 14pt\">No pr\u00f3prio hospital que a atendeu<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14pt\">Na secretaria respons\u00e1vel pelo estabelecimento (municipal, estadual ou distrital)<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14pt\">Nos conselhos de classe (crm quando o desrespeito veio do m\u00e9dico, coren quando do enfermeiro ou t\u00e9cnico de enfermagem)<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14pt\">No minist\u00e9rio p\u00fablico<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14pt\">E ligando no 180 (central de atendimento \u00e0 mulher) ou 136 (disque sa\u00fade)<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Quer saber mais sobre esse assunto e refletir sobre a viol\u00eancia obst\u00e9trica? Em 2019, uma produ\u00e7\u00e3o de \u00e1udio de Jornalismo da Unicentro foi produzida, contando hist\u00f3rias de cinco mulheres que sofreram a viol\u00eancia aqui no Paran\u00e1.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/millena-ricardo\/radiodocumentario-oficial-violencia-obstetrica\">https:\/\/soundcloud.com\/millena-ricardo\/radiodocumentario-oficial-violencia-obstetrica<\/a>\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julho de 2022, uma mulher foi estuprada pelo m\u00e9dico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, enquanto estava em trabalho de parto. O caso foi flagrado no Hospital da Mulher de S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, no Rio de Janeiro. 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