{"id":1137,"date":"2019-08-28T17:47:23","date_gmt":"2019-08-28T20:47:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/?p=1137"},"modified":"2023-03-16T17:50:24","modified_gmt":"2023-03-16T20:50:24","slug":"representatividade-no-fuca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/2019\/08\/28\/representatividade-no-fuca\/","title":{"rendered":"Representatividade no FUCA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Nas respectivas noites dos dias 25, 26 e 27 ocorreu o Festival Unicentro da Can\u00e7\u00e3o (FUCA), que foi inicialmente criado com um foco na comunidade universit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m incentivando a express\u00e3o art\u00edstica como um todo. O evento contou com a presen\u00e7a de quarenta artistas divididos em categorias de composi\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o, com uma gama t\u00e3o grande de m\u00fasicos se apresentando era de se esperar que n\u00e3o s\u00f3 os estilos fossem diferentes, como tamb\u00e9m os pr\u00f3prios indiv\u00edduos. Em um evento como esse, a representatividade deveria ser grande, mas pesquisamos mais sobre e percebemos que ela n\u00e3o acompanha a variedade dos artistas, por\u00e9m aquela que \u00e9 percebida \u00e9 fundamental pra constru\u00e7\u00e3o do evento e possu\u00ed um papel importante pra sociedade. Entrevistamos tr\u00eas candidatos na modalidade de composi\u00e7\u00e3o durante o evento com n\u00edveis diferentes de representatividade na sociedade: LGBT, racial, feminina, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">O primeiro entrevistado foi Iago Albuquerque (19), aluno de Publicidade e Propaganda da Unicentro e estagi\u00e1rio da editora da universidade. Ao ser questionado sobre a import\u00e2ncia da representatividade LGBT no evento, Iago diz que entende a import\u00e2ncia, mas que \u00e9 dif\u00edcil cobrar isso do evento, afinal as audi\u00e7\u00f5es s\u00e3o as cegas, mas mais importante que isso seria a escolha de m\u00fasicas originalmente criadas por artistas LGBT\u2019S na categoria interpretativa ou at\u00e9 mesmo o artista cantar sobre sua pr\u00f3pria viv\u00eancia e seus desafios na categoria de composi\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m diz que sempre procura enfatizar essa causa atrav\u00e9s da sua arte. Ao final da entrevista Iago ressalta \u201cEu acho que como voc\u00ea j\u00e1 \u00e9 tido como exclu\u00eddo da sociedade, isso ajuda voc\u00ea a se juntar com outras pessoas que tamb\u00e9m participam desta minoria, por exemplo todos artistas que eu colaborei s\u00e3o LGBT\u2019S tamb\u00e9m.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Uma outra entrevistada foi Lilian Kelly Santos (I\u00fana) (23), estudante de arquitetura e artes que comentou sobre representatividade em um contexto feminino, para ela \u00e9 algo muito importante, principalmente em um meio t\u00e3o machista quanto em Guarapuava, afinal em um festival desse porte \u00e9 essencial o papel das mulheres, em suas palavras Lilian comenta como se sente representando a classe feminina \u201cMe sinto muito bem, sinto que \u00e9 meu papel como mulher para tamb\u00e9m influenciar outras meninas pra se sentirem confiantes e virem aqui mostrarem o seu talento.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Conversamos tamb\u00e9m com Renan Martins (27) que \u00e9 mais conhecido como Preto, ele \u00e9 compositor, produtor musical e tamb\u00e9m engenheiro civil onde ressalta a import\u00e2ncia das cotas raciais em universidades p\u00fablicas, pois foi assim que se formou. Para ele a representatividade negra em festivais como o FUCA \u00e9 fundamental em ambientes universit\u00e1rios ou em qualquer outro espa\u00e7o, ressalta que ainda teve em sua vida mais oportunidades do que a maioria de outros jovens negros e ent\u00e3o por ser uma mudan\u00e7a utiliza esse espa\u00e7o se sentindo honrado em representar \u00a0esta comunidade no festival e em sua vida. Para ele \u201cA arte sempre foi, principalmente no brasil, um ponto de fuga para quem \u00e9 afrodescendente, \u00e9 onde podem expressar todas as suas dificuldades\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\">Para finalizar, falar sobre representatividade \u00e9, portanto, falar sobre pertencimento, os tr\u00eas entrevistados mostram a import\u00e2ncia que \u00e9 a diversidade em eventos como o FUCA e a expectativa \u00e9 que o n\u00famero de pessoas representando \u201cminorias\u201d cres\u00e7a cada vez mais, afinal, a diversidade de pessoas tem de estar expressa em todos os espa\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\"><strong>Texto: ANELIZE PINA MARQUES E VITOR MARQUES<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 14pt\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Vitor Marques<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas respectivas noites dos dias 25, 26 e 27 ocorreu o Festival Unicentro da Can\u00e7\u00e3o (FUCA), que foi inicialmente criado com um foco na comunidade universit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m incentivando a express\u00e3o art\u00edstica como um todo. 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