{"id":1035,"date":"2023-03-27T09:56:21","date_gmt":"2023-03-27T12:56:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/?p=1035"},"modified":"2023-04-25T10:05:58","modified_gmt":"2023-04-25T13:05:58","slug":"orgulho-diversidade-e-paginas-coloridas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/2023\/03\/27\/orgulho-diversidade-e-paginas-coloridas\/","title":{"rendered":"Orgulho, diversidade e p\u00e1ginas coloridas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma conex\u00e3o simb\u00f3lica entre as varia\u00e7\u00f5es da sigla <a href=\"https:\/\/nosmulheresdaperiferia.com.br\/lgbtqiap-conheca-o-significado-da-sigla\/\">LGBTQIAP+<\/a> e a pr\u00f3pria minoria representada por ela e suas transforma\u00e7\u00f5es, identifica\u00e7\u00f5es e processos sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Torna-se cada vez mais importante e pertinente abordar a tem\u00e1tica da diversidade em todos os \u00e2mbitos da sociedade, j\u00e1 que essas pessoas est\u00e3o em todos os lugares e ocupam v\u00e1rios setores, e um deles \u00e9 a literatura regional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">A diversidade sexual sempre esteve presente na literatura brasileira atrav\u00e9s de seus escritores, como por exemplo<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, o cl\u00e1ssico <\/span><a href=\"https:\/\/www.todamateria.com.br\/macunaima\/\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Macuna\u00edma (1928)<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> escrito por M\u00e1rio de Andrade, pioneiro da poesia modernista no Brasil, ou com o livro de contos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/guiadoestudante.abril.com.br\/estudo\/morangos-mofados-resumo-da-obra-de-caio-fernando-abreu\/\">Morangos Mofados (1982)<\/a>,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400\">de Caio Fernando Abreu, que produziu tamb\u00e9m <\/span><a href=\"https:\/\/www.skoob.com.br\/livro\/resenhas\/4891\/edicao:5990\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Onde Andar\u00e1 Dulce Veiga<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> Este \u00faltimo trata especificamente da homossexualidade e em 2008 inspirou um filme. Outras produ\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m criadas por escritores da comunidade LGBTQIA+ s\u00e3o <\/span><a href=\"https:\/\/www.todamateria.com.br\/casa-grande-e-senzala\/\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Casa-Grande&amp;Senzala (1933),<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> de Gilberto Freyre, <\/span><a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/livros\/cassandra-rios\/copacabana-posto-6-a-madrasta\/2622423945\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Copacabana Posto 6 \u2013 A Madrasta (1972)<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><a href=\"https:\/\/www.fg2021.eventos.dype.com.br\/trabalho\/view?ID_TRABALHO=1191\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Eu Sou Uma L\u00e9sbica (1979)<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> produzidas e publicadas durante o regime militar no Brasil, pela escritora Cassandra Rios, que buscava um sentido de milit\u00e2ncia e a quebra de tabus voltados para as mulheres e comunidade LGBTQIAP+ da \u00e9poca.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">As met\u00e1foras s\u00e3o presentes nas bandeiras levantadas pelo grupo que luta diariamente contra o preconceito e a <a href=\"https:\/\/observatoriomorteseviolenciaslgbtibrasil.org\/canal-de-denuncia\/lgbtfobia\/?gclid=CjwKCAjw_MqgBhAGEiwAnYOAes3sNvSrBXp_6gvCHkCN3NPj45sWWGaK2KdLVDvC1ftTAC8lWp5KSRoCVQ4QAvD_BwE\">lgbtfobia<\/a>, usando o que h\u00e1 de mais rico dentro da figura de linguagem, que transfere o significado do que quer ser dito para uma compara\u00e7\u00e3o que seja digerida por aqueles que n\u00e3o est\u00e3o familiarizados com a causa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Dessa forma, a literatura serviu para <\/span><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pleasegofar\">Eric Abreu Rudnik<\/a>,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> homem trans, natural de Ponta Grossa\/PR, que aos 25 anos usou de uma poesia de sua autoria para se assumir transg\u00eanero publicamente em uma rede social.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">As tecnologias est\u00e3o muito presentes no meio liter\u00e1rio, com diversas plataformas para que os autores possam divulgar as suas obras. No caso de Eric, o uso das redes sociais faz com que ele consiga mostrar ao p\u00fablico suas produ\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das postagens em seu perfil do Facebook.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, o jovem escritor relata que teve contato com uma leitura que o auxiliou neste processo de autoconhecimento e a sugere tamb\u00e9m para as pessoas que enfrentam a mesma situa\u00e7\u00e3o que ele passou<\/span><span style=\"font-weight: 400\">. <\/span><\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cO livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Algum Dia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> em que o autor retrata a hist\u00f3ria de um personagem sem corpo, que a cada dia acorda em um corpo diferente, e vive diversas formas de amor, isso para mim representa essa parte LGBT, e foi um livro que me ajudou muito na minha adolesc\u00eancia\u201d, conta Eric. <\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">O autor da obra \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/autor.php?codigo=11460\">David Levithan<\/a>, escritor norte-americano de enredos infanto-juvenis, que se tornou refer\u00eancia de conte\u00fados ousados para jovens e adultos. Nesse sentido, Eric completa:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cEu acho que \u00e9 muito importante, principalmente quando voc\u00ea \u00e9 jovem, encontrar personagens e escritores LGBT, que voc\u00ea se identifique para ver que n\u00e3o est\u00e1 sozinho nesse meio [&#8230;] porque infelizmente a gente ainda vive em um mundo em que existe muito preconceito, exclus\u00e3o, estigma. Encontrar-se na literatura \u00e9 importante para a identifica\u00e7\u00e3o do jovem e do adulto, pois muitos acabam por se descobrir na fase da maturidade\u201d, conclui o escritor.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Shirley Vitoria Segato, 22,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> uma mulher <\/span><span style=\"font-weight: 400\">cisg\u00eanero,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> paulista que atualmente mora na cidade de Ponta Grossa, encontrou na literatura produ\u00e7\u00f5es que a inspirasse a se identificar como <\/span><span style=\"font-weight: 400\">bissexual<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> e posteriormente tamb\u00e9m a escrever textos de sua pr\u00f3pria autoria, que reafirmassem suas posi\u00e7\u00f5es e pensamentos ativistas, para expressar suas opini\u00f5es.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201c\u00c9 super importante ter representatividade LGBTQIAP+ em livros, artigos [&#8230;] para ajudar as pessoas a se sentirem bem sendo elas mesmas, para saber que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas, entenderem-se, identificarem-se [&#8230;]\u201d, afirma Shirley, que mant\u00e9m suas produ\u00e7\u00f5es ainda restritas, mas possui um projeto de public\u00e1-las.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Nos corredores das universidades transitam pessoas de diferentes culturas, lugares, etnias e tamb\u00e9m de diversas identifica\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Nesse sentido, nem todos da comunidade LGBTQIAP+ transparecem fisicamente a sua personalidade, sendo corriqueiramente invisibilizados, ou ainda aqueles que de alguma forma s\u00e3o lidos como parte da comunidade s\u00e3o v\u00edtimas do preconceito.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/estudandodireitocomojoao\">Jo\u00e3o Paulo Falavinha Marcon<\/a>,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> 39, curitibano que atualmente mora em Guarapuava, \u00e9 professor do curso de Direito no Centro Universit\u00e1rio Campo Real, onde ministra a disciplina que interpela a \u00e1rea do Processo Civil, onde sempre busca abordar com os seus alunos a import\u00e2ncia de se formar advogados preocupados com os direitos humanos e que estejam tamb\u00e9m preparados para lidar com a legisla\u00e7\u00e3o, no que tange a quest\u00e3o de direitos de casais homoafetivos ou situa\u00e7\u00f5es que contornam o cen\u00e1rio LGBTQIAP+.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cBusco tratar das quest\u00f5es que envolvem o g\u00eanero e a sexualidade de uma forma natural e tranquila, contextualizando exemplos que gerem a quebra de estere\u00f3tipo, onde mostra que muita coisa \u00e9 mentira, que n\u00e3o condiz com a realidade, \u00e9 pura discrimina\u00e7\u00e3o e puro preconceito\u201d, relata o professor.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Jo\u00e3o Paulo contempla-se pela letra G da sigla e conta que por mais que seus alunos identifiquem sua orienta\u00e7\u00e3o sexual isso n\u00e3o gera conflitos. Pelo contr\u00e1rio, naturaliza a orienta\u00e7\u00e3o, criando tamb\u00e9m uma nova forma de leitura da comunidade por parte dos acad\u00eamicos.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cTalvez ter um professor gay na frente deles ajuda, porque v\u00eaem que sou um homem que t\u00e1 ali na frente explicando um conte\u00fado e querendo ensinar. Qual \u00e9 a amea\u00e7a que eu ofere\u00e7o e qual o risco que eles sofrem comigo em sala de aula como professor? Isso faz eles repensarem algumas coisas\u201d, conclui.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m do trabalho que Falavinha realiza dentro da sala de aula, escreveu tamb\u00e9m um livro em 2018, que foi inspirado em sua pesquisa de mestrado, tendo como t\u00edtulo, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">A \u00c1frica do Sul na Pol\u00edtica Externa do Governo Lula: Qual a Sua Import\u00e2ncia?,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400\">que est\u00e1 dispon\u00edvel para compra em um site na internet.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Nesse sentido, as produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas s\u00e3o uma grande contribui\u00e7\u00e3o de conhecimento para as pessoas que buscam informa\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m para os grupos que procuram identifica\u00e7\u00e3o. Para isso, o professor tem projeto de uma nova publica\u00e7\u00e3o, focada em uma de suas \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o voltada para o Direito Internacional dos Direitos Humanos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Dessa forma, Jo\u00e3o Paulo defende a import\u00e2ncia das produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias para o universo LGBTQIAP+.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201c\u00c9 fundamental, essencial e necess\u00e1rio para mostrar a representatividade e a identifica\u00e7\u00e3o que a pessoa vai ter com a leitura que ela est\u00e1 fazendo [&#8230;] eu acredito no poder do conhecimento, e acho que a informa\u00e7\u00e3o e o entendimento das coisas nos empoderam. A gente consegue ser uma pessoa mais empoderada e mais forte, quando entende o que est\u00e1 acontecendo e tem argumentos para se impor\u201d, relata o professor, acrescentando que, \u201ceu n\u00e3o tive isso quando era crian\u00e7a ou adolescente e vejo que hoje muitas pessoas t\u00eam e isso reduz o est\u00e1gio de sofrimento que as pessoas da minha gera\u00e7\u00e3o sofreram\u201d.\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Falavinha tamb\u00e9m participa de ONGs que atuam na defesa de direitos humanos e da cidadania da comunidade LGBTQIAP+, que prestam assessoria jur\u00eddica e orienta\u00e7\u00f5es \u00e0s pessoas que necessitam de acolhimento, bem como espa\u00e7o para atua\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, no sentido de fortalecer o movimento que busca igualdade social e apoia aqueles que se sentem desamparados.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201c\u00c9 preciso dar publicidade para todos os \u00e2mbitos desta \u00e1rea, pois n\u00e3o podemos ficar como um grupo fechado no por\u00e3o. J\u00e1 ficamos assim por muito tempo\u201d, finaliza.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Escrever um livro \u00e9 o sonho de muitas pessoas, seja de cunho biogr\u00e1fico, cient\u00edfico, po\u00e9tico ou liter\u00e1rio. Ainda que seja um caminho de desafios, \u00e9 poss\u00edvel encontrar escritores que resistem h\u00e1 esses percal\u00e7os e produzem materiais de qualidade na regi\u00e3o, como \u00e9 o caso do guarapuavano <\/span><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.marquespilati\">Pedro Marques Pilati<\/a>,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> 24, professor de l\u00edngua portuguesa da Rede P\u00fablica de Educa\u00e7\u00e3o do Turvo\/PR.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Ele come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria aos 14 anos de idade, com a publica\u00e7\u00e3o do romance <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Sua Alteza<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">um conto que possui personagens LGBTQIAP+ baseados em conflitos no ensino m\u00e9dio, enfrentando o bullying e as adversidades da adolesc\u00eancia. Al\u00e9m desta sua primeira publica\u00e7\u00e3o, Pedro tamb\u00e9m escreveu outra obra infanto-juvenil chamada <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">As Tr\u00eas Melancias<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e publicou tamb\u00e9m livros de horror em conjunto com outros escritores.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Pedro \u00e9 cisg\u00eanero e gay, mas suas maiores dificuldades como escritor foram enfrentadas por ser do interior do estado e n\u00e3o por sua orienta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cJ\u00e1 me senti um pouco exclu\u00eddo por ser um autor que mora no interior, sem muitos contatos, sem grande influ\u00eancia no meio liter\u00e1rio, mas felizmente fiz v\u00e1rios amigos que tamb\u00e9m passaram por isso e que enfrentaram as mesmas quest\u00f5es por serem LGBT\u201d, relata o professor.\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Com o passar do tempo, os debates sobre a quest\u00e3o da diversidade sexual foram se tornando mais presentes na sociedade e tamb\u00e9m no \u00e2mbito liter\u00e1rio. Nesse sentido, Pedro trabalha em um novo projeto. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cAgora estou escrevendo algo com tem\u00e1tica LGBT, colocando muitas coisas de inspira\u00e7\u00f5es pessoais. Esse processo de entendimento come\u00e7ou na minha adolesc\u00eancia\u201d. <\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Conta Pedro, que j\u00e1 tem v\u00e1rios cap\u00edtulos da produ\u00e7\u00e3o publicados em uma plataforma Online chamada Wattpad, uma rede social de escritores e suas produ\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cEu quis publicar algo que tivesse um significado maior para mim, que falasse de coisas que eu sentia e pensava [&#8230;] h\u00e1 alguns anos eu trabalho nesse livro, enfrentando bloqueios criativos e outros obst\u00e1culos. N\u00e3o \u00e9 biogr\u00e1fico, mas tem uma inspira\u00e7\u00e3o em minhas viv\u00eancias e a necessidade de expressar isso de certa forma\u201d, conclui.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Sobre a import\u00e2ncia de abordar dentro da literatura as quest\u00f5es LGBTQIAP+, o professor de l\u00edngua portuguesa acredita que a tem\u00e1tica humaniza qualquer imagem pejorativa que as pessoas podem ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">\u201cVisibilidade \u00e9 a palavra e a literatura tem o papel de trazer isso para a luz dos debates, das artes, da leitura e por isso \u00e9 muito importante\u201d, finaliza.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">As reflex\u00f5es dos entrevistados apontam que \u00e9 poss\u00edvel valorizar cada vez mais as produ\u00e7\u00f5es regionais e dar aten\u00e7\u00e3o continuada aos escritores que fazem parte da comunidade LGBTQIAP+, seja com as grandes produ\u00e7\u00f5es que se tornam destaques brasileiros ou com aquelas que iniciam o seu processo para conquista de espa\u00e7o, mas que haja um olhar diferente, pois as produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias educam e informam as pessoas para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade melhor e acolhem aqueles que necessitam tirar do arm\u00e1rio o que fica guardado devido a discrimina\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">A Revista Met\u00e1phora conseguiu <\/span><span style=\"font-weight: 400\">acesso a um drive com obras de autoria trans<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, sobretudo produ\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e liter\u00e1rias com personagens da comunidade LGBTQIAP+. O acesso foi cedido por <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Amara Moira,<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> escritora do livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">E Se Eu Fosse Puta<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400\">,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> publicado em 2016, sobre sua trajet\u00f3ria de autoconhecimento como mulher transg\u00eanero. A professora de literatura e colunista da <\/span><span style=\"font-weight: 400\">M\u00eddia Ninja<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, 36, \u00e9 paulista e atua fortemente no movimento liter\u00e1rio paranaense, tornando-se uma figura de refer\u00eancia ativista tanto para este setor quanto para organiza\u00e7\u00e3o LGBTQIAP+.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Link de acesso: https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/0B2YsDCQBGX-ubzIyMzBFQ3A2aDA?resourcekey=0-vo0I1zjIAdSGphx9lVpzZQ<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><span style=\"font-size: 12pt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1059\" src=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm.jpg 1080w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-768x768.jpg 768w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-50x50.jpg 50w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-80x80.jpg 80w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-263x263.jpg 263w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-100x100.jpg 100w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-526x526.jpg 526w, https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-content\/uploads\/sites\/139\/2023\/03\/E4_Z-o4XEAEJObm-255x255.jpg 255w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><b>A SIGLA<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Na d\u00e9cada de 1990, o termo <\/span><span style=\"font-weight: 400\">GLS <\/span><span style=\"font-weight: 400\">ganhou for\u00e7a representando os gays, l\u00e9sbicas e simpatizantes. Por\u00e9m, com o tempo, a sigla evoluiu com a inclus\u00e3o de pessoas de diversas <\/span><span style=\"font-weight: 400\">orienta\u00e7\u00f5es sexuais<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> e <\/span><span style=\"font-weight: 400\">identidade de g\u00eanero<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, atualizando o seu significado de acordo com a oficializa\u00e7\u00e3o das nomenclaturas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Foram diversas mudan\u00e7as at\u00e9 que se chegasse na sigla LGBTQIAP+, frequentemente utilizada nos dias de hoje contemplando a comunidade de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">transg\u00eaneros<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">queer,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">intersexo,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">assexual<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">pansexual<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> e outras identidades e orienta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o estejam ainda nomeadas e descritas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><b>IDENTIDADE DE G\u00caNERO<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">A identidade de g\u00eanero \u00e9 como a pessoa se identifica. H\u00e1 quem se identifique como homem, como mulher, como os dois, ou ainda, como nenhum dos dois g\u00eaneros. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">S\u00e3o os chamados <\/span><span style=\"font-weight: 400\">n\u00e3o bin\u00e1rios.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Cisg\u00eanero \u00e9 aquele que se percebe com o mesmo g\u00eanero que lhe foi dado no nascimento. J\u00e1 transexual ou transg\u00eanero \u00e9 quem se identifica com um g\u00eanero diferente daquele que nasceu.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><b>ORIENTA\u00c7\u00c3O SEXUAL<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">O g\u00eanero pelo qual a pessoa s<\/span><span style=\"font-weight: 400\">ente atra\u00e7\u00e3o sexual e la\u00e7os rom\u00e2nticos chama-se orienta\u00e7\u00e3o sexual. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">Heterossexual \u00e9 quem tem atra\u00e7\u00e3o por algu\u00e9m de um g\u00eanero oposto ao seu. J\u00e1<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> homossexual <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00e9 quem tem atra\u00e7\u00e3o por algu\u00e9m do mesmo g\u00eanero que se identifica. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-weight: 400\">O bissexual tem atra\u00e7\u00e3o por ambos. A <\/span><span style=\"font-weight: 400\">assexualidade <\/span><span style=\"font-weight: 400\">normalmente \u00e9 definida como a aus\u00eancia de desejo sexual por qualquer g\u00eanero, em um sentido estrito. Alguns <\/span><span style=\"font-weight: 400\">assexuais<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> sentem atra\u00e7\u00e3o por um dos g\u00eaneros (ou ambos) s\u00f3 em circunst\u00e2ncias espec\u00edficas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>QUIZ<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"https:\/\/buzzfeed.com.br\/quiz\/qual-meme-lgbt-e-voce\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/buzzfeed.com.br\/quiz\/qual-meme-lgbt-e-voce<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"https:\/\/pt.quizur.com\/quiz\/descubra-se-voce-e-lgbt-K4PR\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/pt.quizur.com\/quiz\/descubra-se-voce-e-lgbt-K4PR<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;font-size: 12pt\">Escrito em 2021 por Aline Koslinski para a Revista Met\u00e1phora, editado por Aline Koslinski para Colmeia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel estabelecer uma conex\u00e3o simb\u00f3lica entre as varia\u00e7\u00f5es da sigla LGBTQIAP+ e a pr\u00f3pria minoria representada por ela e suas transforma\u00e7\u00f5es, identifica\u00e7\u00f5es e processos sociais. Torna-se cada vez mais importante e pertinente abordar a tem\u00e1tica da diversidade em todos os \u00e2mbitos da sociedade, j\u00e1 que essas pessoas est\u00e3o em todos os lugares e ocupam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":571,"featured_media":1050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6,4],"tags":[40,37,38,39],"class_list":["post-1035","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-noticias","tag-escritores","tag-lgbt","tag-literatura","tag-livros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/571"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1035\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/colmeia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}