{"id":4988,"date":"2024-03-12T11:52:40","date_gmt":"2024-03-12T14:52:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/?p=4988"},"modified":"2024-03-15T11:54:18","modified_gmt":"2024-03-15T14:54:18","slug":"unicentro-recebe-cinco-filhotes-de-animais-silvestres-resgatados-para-reabilitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/2024\/03\/12\/unicentro-recebe-cinco-filhotes-de-animais-silvestres-resgatados-para-reabilitacao\/","title":{"rendered":"Unicentro recebe cinco filhotes de animais silvestres resgatados para reabilita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O Centro de Triagem e Reabilita\u00e7\u00e3o de Animais Silvestres (Cetras), da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), recebeu recentemente cinco filhotes de animais silvestres que foram resgatados e precisam de cuidados especializados. Entre os animais est\u00e3o um tamandu\u00e1-mirim, um veado-mateiro, um gato-do-mato, um macaco-prego e um gato-mourisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os animais foram resgatados por autoridades ambientais em v\u00e1rias cidades do Paran\u00e1, al\u00e9m de Guarapuava, tamb\u00e9m em Clevel\u00e2ndia, Francisco Beltr\u00e3o, Cascavel e Toledo. Eles foram encaminhados para os escrit\u00f3rios regionais do Instituto \u00c1gua e Terra (IAT) e mantidos, por algum tempo, em parceiros desses escrit\u00f3rios. Todos os animais est\u00e3o saud\u00e1veis e, pela necessidade de cuidados espec\u00edficos ou de reabilita\u00e7\u00e3o, foram encaminhados para o Cetras da Unicentro, refer\u00eancia no estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O veado-mateiro e o tamandu\u00e1-mirim, ainda em fase de amamenta\u00e7\u00e3o, demandam aten\u00e7\u00e3o especial da equipe do Cetras. \u201cOs animais que ainda est\u00e3o sendo amamentados recebem o leite mais adequado poss\u00edvel, com a suplementa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, no intervalo de tr\u00eas em tr\u00eas horas. \u00c9 necess\u00e1rio criar uma equipe que fa\u00e7a esses cuidados, que substitua a m\u00e3e, pelo menos nos cuidados, para que a gente tenha um bom desenvolvimento, um desenvolvimento saud\u00e1vel\u201d, conta o coordenador do Cetras, professor Rodrigo Martins de Souza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O pequeno tamandu\u00e1 \u00e9 totalmente dependente da m\u00e3e e sem os cuidados humanos n\u00e3o resistiria. \u201cO que \u00e9 mais dif\u00edcil de alimentar \u00e9 o tamandu\u00e1-mirim porque \u00e9 um animal que tem uma anatomia da cabe\u00e7a e da boca que \u00e9 muito diferente, ent\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil de substituir a m\u00e3e dele nesse caso, mas a gente faz, al\u00e9m da mamadeira, uma papinha que \u00e9 espec\u00edfica para cuidar desses animais e tamb\u00e9m tentamos j\u00e1 acrescentar alimenta\u00e7\u00e3o natural com formigas e cupins da natureza\u201d, disse Rodrigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os outros tr\u00eas filhotes, j\u00e1 mais independentes, tamb\u00e9m est\u00e3o recebendo acompanhamento veterin\u00e1rio e nutricional. O macaco-prego, resgatado de uma condi\u00e7\u00e3o em que a m\u00e3e estava morta na beira da estrada, vai ser encaminhado para ficar a vida inteira sob cuidados humanos. J\u00e1 o gato-do-mato e o gato-mourisco t\u00eam mais chances de voltar \u00e0 natureza. \u201cOs animais com alguma chance de reabilita\u00e7\u00e3o para retorno \u00e0 natureza t\u00eam que ser criados totalmente isolados, a gente evita ao m\u00e1ximo o contato com eles e aquilo que a gente chama de <em>imprinting<\/em>, que seria eles se apegarem ao ser humano, mudarem o seu comportamento de filhotes pelo conv\u00edvio com o ser humano. \u00c9 o caso dos pequenos felinos, a gente sempre tenta mant\u00ea-los mais distantes e come\u00e7a n\u00e3o dando nome, porque a partir do momento que a gente come\u00e7a a cham\u00e1-los pelo nome, come\u00e7a o processo de <em>imprinting<\/em> e isso \u00e9 terminantemente proibido\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nestes casos, o apego ao ser humano se torna um risco para ele na natureza. Ao contr\u00e1rio de ser uma forma de tratamento insens\u00edvel, permite a reintrodu\u00e7\u00e3o de animais silvestres com maior \u00eaxito. \u201cN\u00e3o pode fazer carinho, n\u00e3o pode ficar com o animal no colo, para que ele tenha chance depois de desenvolver os seus instintos, aprender a ca\u00e7ar, aprender a fugir das pessoas, fugir dos seus predadores e a\u00ed ser solto na natureza, de prefer\u00eancia no local de resgate ou pr\u00f3ximo do local de resgate\u201d, reitera o coordenador do Cetras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Reabilita\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s a reabilita\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o, a equipe do Cetras ir\u00e1 avaliar a necessidade de reintegra\u00e7\u00e3o. O objetivo principal \u00e9 reintegr\u00e1-los \u00e0 natureza, sempre que poss\u00edvel. \u201cEm geral, os cuidados com neonatos, com filhotes muito pequenos, s\u00e3o longos, s\u00e3o diuturnos e a gente precisa se preparar para ficar com eles por um bom tempo para poder decidir com o gestor de fauna, com o IAT, qual o melhor destino de cada um deles\u201d, conclui Rodrigo.<\/p>\n<p><em>Por Giovani Ciquelero<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro de Triagem e Reabilita\u00e7\u00e3o de Animais Silvestres \u00e9 refer\u00eancia no Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":4989,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-4988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4990,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4988\/revisions\/4990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www3.unicentro.br\/cedeteg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}