Papagaios resgatados após tempestade na região de Paranavaí são acolhidos por centro de apoio da Unicentro

Papagaios resgatados após tempestade na região de Paranavaí são acolhidos por centro de apoio da Unicentro

No dia 30 de maio, o Instituto Água e Terra (IAT) e a Força Verde resgataram 58 papagaios que ficaram feridos após uma tempestade que atingiu a região de Paranavaí, no noroeste do Paraná. As aves foram levadas para tratamento veterinário em Londrina e Guarapuava.

Os papagaios eram animais de vida livre e foram encontrados na área rural de Santa Mônica, distrito de Paranavaí. Moradores da região auxiliaram no resgate. A chuva de 61 milímetros e quedas de granizo provocaram a morte de 70 animais, entre eles 58 papagaios, 11 pombas e um gavião. O IAT informou que eles não resistiram aos ferimentos e morreram. Outras 60 aves foram secas e devolvidas à natureza.

Entre os resgatados com vida, 30 foram encaminhados ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) da Unicentro, localizado no campus Cedeteg, em Guarapuava. Todos da espécie Papagaio-Verdadeiro. “É uma espécie que vive em bando, os psitacídeos em geral tem esse comportamento de vida coletiva e esse grupo, que pode representar uma população inteira, foi surpreendido por uma chuva de granizo. Esses animais perderam a capacidade de voo porque as penas ficaram encharcadas e ficaram na chuva de granizo, ficaram com várias escoriações”, relata o coordenador do Cafs Unicentro, Rodrigo Antônio Martins de Souza.

Ao saber do ocorrido, Rodrigo entrou em contato com os responsáveis e informou a disponibilidade para recebê-los. “Desses trinta animais que foram encaminhados, quatro morreram na viagem, um chegou em estado crítico e acabou morrendo durante o atendimento de emergência e nós perdemos outros três animais ao longo dos dias. Eles chegaram aqui com escoriações, com traumas, com um estresse muito grande. A gente acabou perdendo alguns deles, o que era esperado, todos com escoriações, com lesões pelo corpo, não foram traumas a ponto de ocasionar fraturas, mas as pancadas das pedras foram evidentes nos eventuais hematomas, nos edemas que a gente encontrou aqui”, disse.

Assim que tiverem alta, os papagaios deverão ser encaminhados novamente para o noroeste do estado, por não serem animais naturais da região de Guarapuava. “Eles não podem ser soltos aqui, porque são de uma espécie que não ocorre naturalmente na nossa região. Eles nem teriam capacidade de sobrevida aqui, pela temperatura, pelo tipo de alimento disponível, então seria extremamente equivocado fazer uma soltura em um local assim. A gente vai ter que pegar um veículo, viajar até o local exato onde eles foram resgatados e fazer a soltura naquele local, porque esses animais são extremamente importantes para recompor a população que foi perdida”.

Acostumados a viver na natureza, quanto menor o tempo em que ficarem em outro ambiente, melhor para adaptação à vida livre novamente. “Eles não podem ficar muito tempo com a gente, porque quanto mais tempo eles ficarem em cativeiro, menor a chance de recuperação para a natureza. Nesta semana, nós já vimos quem está de alta e esses animais vão ser encaminhados lá para o distrito de Santa Mônica, em Paranavaí, para poder fazer a soltura. Eles precisam voltar para o mesmo local de origem, para continuar exercendo a sua função biológica e auxiliar na recuperação da população original”.

Na próxima quinta-feira (10), 11 papagaios serão soltos novamente na natureza.

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